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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 06 de setembro de 2012 20:46:00                                               

 
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EDUCAÇÃO

Reflexões sobre a prática docente no estágio supervisionado em Geografia

Sebastião Felix Pereira*

publicado em 05/07/2009

         

Introdução

O estágio supervisionado em Geografia representa um instrumento importante no processo de formação do professor, pois configura um momento na prática docente onde ocorre a transposição dos conteúdos teóricos para a atividade prática em sala de aula. Atualmente a reflexão é apontada como o conceito essencial na formação docente, pois os professores devem ser práticos reflexivos, o que no entender de Alarcão (1996), os leva a progredir no seu desenvolvimento e a construir a sua forma pessoal de conhecer, promovendo, assim, o sucesso educativo dos alunos, bem como o seu próprio sucesso profissional.

Além disso, deve-se ter presente que o conhecimento de base para o ensino é construído a partir da conjugação da prática reflexiva dos professores e dos seus quadros conceituais e metodológicos. Em função disso, Alarcão (1996) define reflexão como uma forma especializada de pensar e implica uma perscrutação ativa, voluntária, persistente e rigorosa daquilo em que se julga acreditar ou daquilo que habitualmente se pratica, evidencia os motivos que justificam as ações e convicções no ato educativo. Assim, as reflexões levantadas acerca da prática de formação docente visam contemplar aspectos relativos ao planejamento escolar, ao estagio supervisionado e a prática do professor em sala de aula.

O objetivo principal deste artigo é analisar o processo de ensino e aprendizagem no estágio supervisionado em Geografia, destacando a experiência adquirida pelo docente, à relação professor-aluno e conteúdo, além da importância fundamental do planejamento do ensino na formação de professores. O procedimento metodológico adotado de teve como base as observações em sala de aula, as anotações feitas na fase do estágio de regência, análise bibliográfica, discussão de textos da disciplina de Práticas de Ensino em Geografia e análise dos relatórios.

Para a construção do referencial teórico foi tomado como fundamento às idéias de Cavalcanti (1998) que analisa a construção do conhecimento cientifico a partir da experiência cotidiana dos alunos. Pois no processo de ensino-aprendizagem há uma relação de interação entre aluno e conteúdos sob a direção do professor para que possa construir seu conhecimento.

Nesta perspectiva há uma concepção de interação e construção do conhecimento levando-se em conta a relação sujeito e objeto. Libâneo (1995) explicita as proposições conceituais e metodológicas que levam a uma atitude socioconstrutivista no ensino. Define o termo sócio correspondente a uma relação entre ensino e aprendizagem como uma atividade conjunta, compartilhada, do professor e dos alunos e como uma relação social entre o professor e os alunos ante o saber escolar. Define o termo construtivista no sentido de que os alunos constroem, elaboram seu conhecimento, seus métodos de estudo, e com a ajuda da cultura socialmente elaborada e sob a orientação do professor.

Cavalcanti (1998) baseada na abordagem socioconstrutivista assinala a importância da intervenção do professor no processo de ensino e aprendizagem do aluno. Aqui a idéia de intervenção consiste em orientação educacional ao processo de construção de conhecimentos pelos alunos. Assim, ensinar é uma intervenção intencional nos processos intelectuais e afetivos do educando, buscando sua relação consciente com os conteúdos do ensino. Para Lerner (1995) ensinar significa:

Colocar problemas a partir dos quais seja possível reelaborar conteúdos escolares e também fornecer informação necessária para as crianças poderem avançar na construção dos conteúdos. Ensinar é promover a discussão sobre os problemas colocados, é oferecer a oportunidade de coordenar diferentes pontos de vista, é orientar para a resolução cooperativa das situações problemáticas. Ensinar é incentivar a formulação de conceituações necessárias para o progresso no domínio do objeto de conhecimento (...). Ensinar é – finalmente – fazer com que as crianças coloquem novos problemas que não teriam levantado fora da escola (p. 120).

 

Na concepção de Not (1993), o aprender é construir representações e desenvolver comportamentos, sendo que estes procedem de informações do mundo exterior ou de nós mesmos. Entendendo por informação todo dado inteligível, propõe-se a estudar as principais ações que um sujeito exerce sobre as informações para transformá-las em conhecimento. E entre as informações a serem apresentadas aos alunos destacam-se as definições dos conceitos científicos consideradas socialmente corretas, por sua importância no processo de construção do conhecimento científico.

Professores de Geografia em formação, cadê o planejamento do ensino?

O licenciando em Geografia tem que adotar o planejamento como um processo que exige pesquisa, seleção, sistematização e aplicação dos conteúdos de ensino na prática docente em sala de aula. Mas o que significa planejamento do ensino? Planejar é prever o que irá acontecer, é um processo de reflexão sobre a prática docente, sobre seus objetivos, sobre o que está acontecendo, planejar implica uma ação permanente da prática educativa do professor. Conforme Vasconcelos (1995), planejar significa antever uma forma possível, se não há planejamento, corre-se o risco de se desperdiçar possibilidades muito interessantes no ensino.

O planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui as atividades didáticas em termos de sua organização e coordenação dos objetivos propostos no decorrer do processo de ensino. É um meio para programar as ações docentes, mas também é um momento de reflexão intimamente ligado a avaliação. Para que os planos de aula sejam instrumentos de ação pedagógica devem adotar uma ordem seqüencial de apresentação: objetividade, coerência e flexibilidade (LIBÂNEO, 1994).

Neste sentido os principais requisitos para o planejamento são: os objetivos e tarefas da escola democrática e as condições prévias dos alunos para que ocorra o processo de transmissão e assimilação ativa dos conteúdos. Em função disso, o professor de Geografia precisa assimilar os princípios didáticos que regem a elaboração do planejamento de aula como uma ação pedagógica que orienta a tomada de decisão dos professores, pois é importante para delinear o que será feito em sala de aula.

Libâneo (1994) aponta dois elementos essenciais para elaborar o plano de aula. O primeiro refere-se à seleção do material necessário e as tarefas a serem executadas. E o segundo, diz respeito à preparação do docente diante da perspectiva de repensar o plano de aula diante de novas situações imprevisíveis em sala de aula. Dessa forma, os aspectos socioculturais e a vivência dos alunos devem ser considerados como ponto de partida para o planejamento do ensino, que deve ser flexível e atenda as necessidades dos alunos e da escola. O planejamento escolar representa um mecanismo fundamental no que se refere tanto a formação do professor quanto a busca de um ensino de qualidade.

Na prática pedagógica atual, o planejamento do ensino precisa está vinculado à realidade social. No artigo intitulado “Planejamento do Ensino numa perspectiva crítica da Educação”, Lopes (1989) considera a escola como um espaço destinado à discussão, análise, reflexão e crítica dos conteúdos, e defende a atuação de um aluno ativo, pensante e criativo. Aponta o planejamento como ação pedagógica essencial na busca de uma educação transformadora, assim, o bom plano de ensino se traduzirá numa ação pedagógica direcionada de forma a se integrar dialeticamente a realidade concreta do educando.

Neste sentido, a escola existe para propiciar a aquisição dos instrumentos que possibilitam o acesso ao conhecimento sistematizado ao longo do processo histórico-social da humanidade. Os conteúdos constituem o saber elaborado que deve ser considerado dinâmico e inacabado, pois visa à transmissão de conhecimentos, sua reelaboração e produção de novos saberes visando à transformação da realidade social. Na perspectiva de um ensino transformador, o ensino de Geografia poderá expressar ações, tais como a reflexão crítica acerca da organização do espaço geográfico, a curiosidade cientifica e a investigação criativa visando à geração de novos conhecimentos e para que isso ocorra o planejamento é um elemento de reflexão.

Outra forma de ver o estágio na escola além da tradicional observação passiva?

O estágio supervisionado é uma atividade de aprendizagem do ensino de um conteúdo no qual se deve estudar e pesquisar as mais recentes inovações no campo do ensino-aprendizagem. Cunha et. al. (2007) acreditam que a formação de professores pode ser decisiva para emergir um novo modelo de professor, considerando a experiência, o domínio dos saberes envolvidos em suas práticas, o confronto com as experiências junto ao contexto escolar em que está inserido, entendendo-o como espaço de trabalho e formação. Deve estimular uma perspectiva crítico-reflexivo que forneça aos professores os meios para a construção do pensamento autônomo, um trabalho livre e criativo visando à construção de uma identidade profissional.

Assim, o desafio consiste em conceber a escola como um ambiente educativo, no qual o trabalho e o formar não sejam atividades distintas, e sim, interligadas para estimular o desenvolvimento do professor. Neste sentido, Cunha et. al. (2007) ao se referirem ao saber docente, apontam o que se espera dos professores para o século XXI, pois é crucial preparar os jovens e possibilitar a construção de conhecimentos, competências e habilidades necessárias para enfrentarem o desafiante mundo do trabalho de forma determinada e responsável.

Oliveira e Pontuschka (1989) discutem os aspectos relativos à prática docente no estágio supervisionado, onde analisam a forma como deveriam ser efetivados na prática os estágios nas escolas, tornando-os mais vivos e dinâmicos e contribuindo de maneira significativa para a aprendizagem. O estágio supervisionado no ensino deve ser visto como fonte de aprendizagem prática do exercício docente e mecanismo de intercâmbio de conhecimentos, uma vez que poderia contribuir na superação de problemas referentes às dificuldades de linguagens entre o acadêmico e o popular até a seleção do conteúdo curricular que vem sempre como produto de penosas conquistas ou experiências isoladas e momentâneas.

A discussão aponta para um refazer da pratica docente no ensino de Geografia, pois a prática do estagiário tradicional configura apenas um aprendiz estranho à sala de aula, que a ela se incorpora visando a observar minuciosamente a experiência viva do professor e dos alunos. Neste sentido, em relação à classe, a estranheza de sua presença é uma constante, caracterizando uma participação não enriquecedora, mas, uma aprendizagem passiva.

Quanto à questão dos estágios realizados nas escolas numa perspectiva tradicional, Oliveira e Pontuschka (1989), analisam que essa aprendizagem prática tem levado apenas a reprodução do exercício pedagógico, que na maioria das vezes caracteriza-se como estagnado, inconsciente e, até mesmo, irresponsável. Formando assim, um ciclo vicioso na escola, onde o novo professor já entra envelhecido.

Na atual realidade do ensino-aprendizagem, a manutenção do aprender desprovido do interagir somente comprova a imediata necessidade de reformulação da pratica de estágio. Neste sentido, os autores discutem uma proposta para o estágio em Geografia destacando o valor do conteúdo registrado e incorporado a experiência consciente dos sujeitos envolvidos no estágio, ao invés de só se constituir como meio de aprovação. Assim, as atividades realizadas vão comprovando o desempenho participativo e dinâmico no trabalho do estágio e mostrando quais métodos são mais adequados aos objetivos de tal experiência no âmbito escolar. Diante do trabalho do professor, e paralelamente a este, o aluno estagiário aplica exercícios, questionários, textos de apoio, traz recursos áudio-visuiais, colabora na explicação, propõe e acompanha atividade extraclasse e participa de reuniões no âmbito da escola. Evidentemente, essas atividades práticas pressupõem a participação do professor e dos alunos, e necessita constantemente de uma reflexão do estagiário acerca dos caminhos trilhados ao longo de sua formação docente.

A experiência como docente em sala de aula perpassa pela análise da relação estabelecida entre os agentes que formam a estrutura educacional escolar. Assim, é essencial a análise da relação existente entre: professor-aluno, aluno-aluno, aluno-escola e família-escola. A relação professor-aluno deve ser construída desde o estágio de observação na escola, onde é possível estabelecer os primeiros contatos com os alunos, agora na condição de professor e não mais na figura de estudante da escola básica. O estágio possibilita uma aproximação maior com os estudantes em sala de aula.

No estágio de regência o processo de formação pelo o qual o professor regente passa desde o inicio do curso de Geografia visa proporcionar um amadurecimento maior acerca da relação do professor-aluno. Por isso, a experiência só faz sedimentar cada vez mais a postura do docente como facilitador e orientador do processo de aprendizagem. A aprendizagem em Vygotskt é um processo de apropriação de conhecimentos, habilidades, signos, valores, que engloba o intercâmbio ativo do sujeito com o mundo cultural onde está inserido.

A percepção acerca da relação aluno-aluno sobre as atitudes de alguns educandos em sala vai de acordo com o pensamento de Scandelai (2007) que descreve os alunos como passageiros do espaço escolar, onde aparecem para encontrar amigos, namoradas, ouvir novidades e acidentalmente conhecer suas notas de provas que, muitas vezes, sequer se lembravam de terem feito. Neste sentido, Silva e Camargo (2007, p. 67-68) afirmam que “a escola é o lugar onde os alunos deveriam exercitar a cidadania, a criticidade, a responsabilidade, construindo seu conhecimento moral, procedimental e conceitual; mas eles vêem o colégio como um ponto de encontro para ver colegas, ‘paquerar’, desfilar roupas ou o novo celular”. Comportamentos e atitudes dessa natureza são perceptíveis na sala de aula e em praticamente toda a escola. Porém, não se devem generalizar determinadas informações ao universo escolar.

A relação aluno-escola em vez de ser um relacionamento baseado na harmonia e na interação entre os agentes da escola torna-se uma relação conflituosa onde parecem existir objetivos diferentes em relação às metas postas pela a escola e as metas a serem cumpridas pelos alunos. O espaço escolar para Silva e Camargo (2007, p.66) é o “lugar de tantas informações (...) boas, ruins, engraçadas e importantes”, porém, passa a ser visto como um espaço da obrigação no cumprimento de tarefas postas pela a escola aos alunos.

No que diz respeito à relação família-escola é possível apontar uma questão acerca do relacionamento existente entre esses dois componentes que estão presente no cotidiano do aluno e que juntos fazem parte do processo de formação e construção do conhecimento. Contudo, nesta perspectiva surge um aspecto conflitante entre família e escola, onde fica a responsabilidade da escola e o papel dos pais na educação dos filho/alunos?

De acordo com Silva e Camargo (2007) ao discutir a questão da família com a instituição escolar, enfatizam:

A escola tornou-se uma espécie de guardiã dos alunos, e alguns pais entregam seus filhos à escola para que os professores, os orientadores e a direção sejam mediadores de conflitos e busquem soluções para os problemas, mesmo aqueles gerados no seio da família , pois eles definiram que a escola educa e os pais alimentam e compram materiais escolares (p. 66).

Neste sentido é perceptível a presença de um espaço de carência existente entre a escola e a família, quando se observa a carga de responsabilidade que a escola carrega como espaço de formação de cidadãos pensantes, que saibam realizar decisões e sejam cumpridores de seus direitos e deveres para com a sociedade.

Prática docente em sala de aula, um momento para refletir?

Durante a prática do estagio supervisionado em Geografia, realizado numa escola buscou-se trabalhar com a abordagem socioconstrutivista em sala de aula. Todavia, a utilização dessa abordagem nem sempre era possível para desenvolver atividades práticas, pois, havia situações em sala de aula que inviabilizava a realização de trabalhos em grupos e outros exercícios. Além disso, era possível observar que a escola e o corpo docente não criaram o hábito de trabalhar com os alunos procedimentos metodológicos aplicados a leitura de mapas, redação de textos e apresentação oral de trabalhos.

Dessa maneira, torna-se difícil trabalhar em uma sala lotada onde a maioria presta atenção, mas uma parcela de alunos não demonstra interesse no estudo. No entanto, conforme Libâneo (1994) a responsabilidade de controle e organização na sala de aula é do professor, pois não se devem culpar os alunos por suas dispersões e falta de interesse e estímulo no estudo.

Trabalhar com dinâmica de grupos e criar situações didáticas para debater conteúdos de Geografia corresponde a um método que busca a interação entre a classe e se distancia da transmissão passiva de conteúdos. Outra questão a ser refletida diz respeito ao grau de alfabetização dos alunos, ou seja, em determinados conteúdos percebemos a carência de uma orientação mais aplicada em termos de metodologia da ciência geográfica, tal como: ensinar a ler e interpretar a linguagem dos símbolos (gráficos) presentes em diversas situações de ensino e aprendizagem.

Além disso, na observação da sala de aula foi possível notar que alguns alunos pareciam não saber o que estavam fazendo ali naquele espaço escolar. Os alunos parecem não estudar em suas residências e menos ainda contar com o apoio dos pais nessa caminhada em rumo ao conhecimento. Segundo Silva e Camargo (2007) a família tem um papel fundamental na construção do saber do aluno, contribuindo através do acompanhamento das tarefas, realização de jogos e anotando as dúvidas surgidas pelos filhos-alunos e levá-las para o professor. Nesta lógica, a responsabilidade recai sobre o professor que tem que assumir a postura de orientador, estimulador e incentivador.

Para Libâneo  (1994) não se pode atribuir aos pais o desinteresse e a falta de dedicação dos alunos, muito menos acusar a pobreza como causa do mau desempenho escolar, pois as desvantagens intelectuais dos alunos e suas condições socioeconômicas devem ser tomadas como ponto de partida para o trabalho docente. E assim, destaca-se como essencial o planejamento do ensino, uma vez que o professor deve procurar suprir as condições prévias de aprendizagens dos alunos prevendo situações didáticas que surgem em sala de aula, além de criar condições para que se concentrem e se dediquem ao trabalho educativo.

A questão que resulta desses elementos analisados contribui para a afirmação de que a prática docente em sala de aula corresponde a momentos de constantes reflexões. Conforme aponta Libâneo (1994), o trabalho pedagógico implica a preparação dos alunos para as atividades práticas, políticas e culturais. E para isso, que conteúdos, que métodos e procedimentos metodológicos adotar? Afinal, nós professores, já paramos para pensar sobre o que esperamos do nosso aluno? O que ele precisa saber fazer e demonstrar? Para que mesmo expressamos o objetivo de tornar o aluno um ser participativo e crítico, criativo, autônomo e cidadão?

Considerações Finais

As reflexões explanadas neste trabalho acerca da prática docente desenvolvida no estágio supervisionado em Geografia possibilitaram concluir o quanto é importante para o docente em formação a experiência vivenciada em sala de aula. Defendeu-se a prática essencial do planejamento do ensino como instrumento de orientação do processo de ensino e aprendizagem. Pois é através do planejamento que o docente faz uso de sua criatividade, de sua experiência adquirida no estágio, e principalmente, domina os conceitos teóricos e metodológicos da ciência geográfica.

Em função disso, discutiu-se também a importância do professor de Geografia conhecer o aparato teórico da didática como mecanismo relevante na formação do profissional. Além disso, a prática do estágio em sala de aula foi enfocada não apenas como um momento de transposição dos conteúdos teóricos para atividades práticas, mas também como momentos de constantes reflexões acerca dos conteúdos de ensino e do papel do professor. Portanto, a formação de professores envolve mais do que um processo de interação entre conhecimentos teóricos e práticos, envolve também vivencias em espaços escolares e trocas de experiências entre professores, alunos e a sociedade tendo em vista a construção do conhecimento científico para além do espaço escolar.

Referências Bibliográficas

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*Graduado em Licenciatura Plena e Bacharelando em Geografia pela Universidade Federal do Ceará/UFC-CE. pereiras7878@yahoo.com.br

 

 

Como citar este artigo:

PEREIRA, Sebastião Felix. Reflexões sobre a prática docente no estágio supervisionado em Geografia. Revista P@rtes. São Paulo. V.00 p. eletrônica, julho de 2009. Disponível em: <www.partes.com.br/educacao/alternativa.asp>. Acesso em: __/__/__.

 

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