Resumo
O
artigo apresenta algumas particularidades sobre a definição e o
significado de estatística. Para isso, o artigo aborda alguns
conceitos históricos desde a antiguidade. Além disso, o artigo
apresenta alguns conceitos teóricos sobre estatística, como por
exemplo, população, amostra, variável e probabilidade. Desta
forma, o objetivo deste artigo é apresentar uma pequena revisão
bibliográfica sobre a estatística. Os resultados mostram um
pequeno resumo sobre a importância e alguns conceitos
introdutórios, cuja contribuição é ressaltar a importância desta
disciplina.
Palavras-chave: Estatística; Definição; Conceitos;
Probabilidade.
Abstract
The article shows some peculiarities about the definition and
significance
of statistics. So, the article discusses some historical
concepts since antiquity. In addition, the article presents some
theoretical concepts about statistics, such as population,
sample, variable and probability. Thus, the aim of this paper is
to present a quick review of the statistics. The results show a
short summary about the importance and some introductory
concepts, whose contribution is to draft the importance of this
issue.
Keywords: Statistics;
Definition, Concepts, Probability.
Introdução
Na
sociedade atual em que se valoriza cada vez mais a rapidez e a
agilidade de informações, a Estatística se torna uma disciplina
muito importante. Diferentes áreas do conhecimento, como a
Educação, as Ciências Contábeis, a Administração de Empresas, a
Informática, a Matemática, dentre outros, utilizam a Estatística
para fazer inferência, tomar decisões e fazer previsões, a
partir de dados numéricos.
Desenvolvimento
De
acordo com as diversas e diferentes definições da palavra
estatística verificadas em dicionários em geral, pode-se dizer,
que Estatística é um ramo das matemáticas aplicadas cujos
princípios decorrem da teoria das probabilidades. “Além disso, a
estatística tem por objeto o estudo, bem como o agrupamento
metódico, de séries de fatos ou de dados numéricos”.
Para
Farhat (1998) a estatística pode ser definida como sendo um
conjunto de procedimentos adotados para reunir, organizar,
interpretar um conjunto de dados numéricos, para tirar
conclusões ou fazer previsões a respeito de determinado fato.
A
estatística não é um conceito contemporâneo, pois, desde a Idade
Antiga, já é possível notar indícios de seus princípios, onde se
afirma que a contagem populacional e territorial já era feita.
Segundo Moreira (1966), em épocas bastante remotas já se fazia o
recenseamento da população e extensão territorial do Império
Romano.
Segundo Morettin (1982), o cidadão comum pensa em estatísticas
como sendo colunas de números em páginas de esportes ou em
seções econômicas de jornais, ilustradas com gráficos, pilhas de
moedas ou linhas de pessoas. Porém, ressalta que o estatístico
da atualidade, não apenas compila tabelas de dados e os ilustra
graficamente, mas, ele trabalha em tarefas científicas e
profissionais mais complexas. Assim, dentre estas tarefas, um
estatístico, também planeja experimentos, interpreta dados
obtidos de através de observações e apresenta os resultados de
maneira a facilitar a tomada de decisões razoáveis.
Quando se fala em estatística, surgem conceitos como população,
amostra, variável, segundo Castanheira e Pizarro (2003),
população é o conjunto de estudantes de uma escola, cuja
característica comum é o fato de serem alunos da mesma escola.
Uma população pode ser finita ou infinita, por exemplo, a
população de todos os carros que passam por uma cabine de
pedágio em um determinado dia é finita. Já a população
constituída de todos os resultados do lançamento de uma moeda em
sucessivos lançamentos é infinita.
Uma
amostra pode ser considerada como qualquer subconjunto que
represente estatisticamente uma população. Para se obter uma
amostra é preciso utilizar algumas técnicas que a torne
confiável. Por exemplo, se o objetivo de uma determinada
pesquisa for verificar a porcentagem da aquisição de
eletrodomésticos no ano de 2009 no Brasil, nas camadas
populares, neste caso, a amostra será composta por pessoas de
baixa renda, preferencialmente de várias regiões do Brasil, de
ambos os sexos, diversas faixas etárias, entre outras.
Segundo Castanheira e Pizarro (2003) uma variável é um símbolo,
representado por uma letra, que representa um elemento qualquer
de um conjunto denominado domínio dessa variável. Uma variável
pode representar a qualidade de uma determinada variável, neste
caso, ela denomina-se qualitativa, quando se
baseiam em qualidades e assim não podem ser mensuráveis
numericamente, ou quantitativa, classificada como
contínua ou discreta. Contínua quando ela assume qualquer valor
em um determinado intervalo e, discreta, quando assume valores
pontuais em um determinado conjunto de dados.
Outro conceito importante e diretamente relacionado com a
estatística é a probabilidade. Segundo Downing e Clark (2000), a
probabilidade e a estatística estão estreitamente relacionadas,
porque formulam tipos opostos de questões. Na probabilidade, o
funcionamento de um processo é conhecido e se deseja fazer
previsões sobre resultados futuros de tal processo. Já na
estatística, o funcionamento do processo é desconhecido, mas é
possível observar seus resultados e utilizar informações sobre
estes resultados, para conhecer a natureza do processo.
O
estudo da probabilidade teve início, historicamente, com jogos
de azar, quando o interesse era conhecer as chances de ganhar ou
perder uma determinada aposta. Assim, na natureza, a
probabilidade se ocupa em estudar fenômenos aleatórios,
associados a valores numéricos.
Os
conceitos e idéias sobre probabilidade utilizam processos
aleatórios, que muitas vezes são de conhecimentos de senso
comum, como por exemplo, a jogada de uma moeda, o lançamento de
dados e a extração de cartas de um baralho. Conhecer como os
conceitos de estatística são aplicados em situações com
processos conhecidos, ajuda a na realização de inferências
estatísticas, quando os processos são desconhecidos.
Considerando, por exemplo, uma caixa com quarenta fichas azuis e
sessenta vermelhas; da qual, 10 fichas são extraídas
aleatoriamente. Pela teoria da probabilidade é possível calcular
a probabilidade de que, das dez fichas extraídas, exatamente
seis sejam vermelhas.
Outro exemplo é a situação em que, antes de uma eleição, seja
realizada uma pesquisa para perguntar a mil pessoas, selecionada
aleatoriamente, o nome do seu candidato a presidente. Não é
possível calcular a probabilidade de que 60% das pessoas da
amostra concordem com sua preferência, pois o leitor não conhece
as preferências de todas as pessoas da população. Porém,
utilizando a inferência estatística é possível estimar as
preferências da população com relação ao nome do presidente, com
base nas preferências das pessoas da amostra, é importante
destacar que estes exemplos são apenas uma pequena amostra
extraída de uma população.
Considerações Finais
A
estatística está presente na vida do homem desde a antiguidade,
por meio da contagem populacional e marcação territorial, desta
forma, participa-se diretamente da administração do reinado dos
romanos. Nos dias atuais, tais atribuições são de
responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística - IBGE, que a realiza por meio do Censo
Populacional.
Além
disso, outro fato apresentado neste estudo é a capacidade da
estatística para analisar dados, seja em um âmbito profissional
ou pessoal, com a função de decidir qual a melhor opção a ser
seguida.
Deste modo, nota-se que a estatística tem uma grande
contribuição para o avanço da humanidade, especialmente no que
diz respeito à transmissão de informação e tomada de decisões.
Referências Bibliográficas
http://www.dicionariodoaurelio.com/dicionario.php?P=Estatistica,
acessado em 07/12/2009 às 17h51min.
CASTANHEIRA, Luiz Batista e PIZARRO, Maria de Lourdes
Pimentel, Estatística e Probabilidade, São Paulo, Editora
G. S. P. 2003.
DOWNING, Douglas e CLARK, Jeffrey, Estatística
Aplicada –, São Paulo, Editora Saraiva, 2000.
FARHAT, Cecília Aparecida Vaiano, Introdução à
Estatística Aplicada, São Paulo, Editora FTD, 1998.
MOREIRA, José Santos, Elementos de Estatística, São
Paulo, Editora Atlas, 1996.
MORETTIN, Pedro Alberto, Introdução à Estatística para
Ciências Exatas, São Paulo, Editora Atual, 1981.