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Atualmente
há uma busca na qualidade da área educacional, várias
pessoas incluem nos seus discursos esta questão.
O Brasil
está em uma campanha de se ter todas as crianças dentro da
escola, mas não se pode esquecer, de que elas não devem
estudar em unidades sem estrutura, são colocadas como”a
toque de caixa”, não é assim que teremos qualidade
educacional, tendo excesso de alunos em sala, dificultando a
participação dos alunos, gerando atrasos no desenvolvimento
escolar.
Os
Parâmetros Curriculares Nacionais(1998, página 21) afirmam
que o processo de aprendizagem de uma língua estrangeira é
muito difícil nas escolas públicas principalmente devido as
classes superlotadas, posso acrescentar que é difícil para
todas as outras disciplinas também.
Comenius
expressou muito bem o sentido de ensinar nesta frase
“A arte de ensinar é sublime pois
destina-se a formar o homem, é uma ação do professor no
aluno, tornando-o diferente do que era antes.”
Célestin
Freinet disse:”Em se tratando
apenas de instruir crianças, talvez se pudesse aceitar, em
certos casos, que elas fossem muitas.”
Sabemos
que hoje a escola não tem mais o papel de apenas instruir as
crianças, vai muito além disso. A criança merece toda
atenção do professor e ele se sente perdido não tendo
condições de utilizar as suas técnicas educacionais de forma
satisfatória a fim de que possa assim ajudar os seus alunos
no crescimento e desenvolvimento dentro do processo de
ensino-aprendizagem.
A escola
sofre a exigência de desenvolver o pensamento crítico, o
professor deve ensinar o aluno a pensar, como este processo
primordial da educação pode ocorrer em uma sala de aula que
muitas vezes apresenta mais de quarenta alunos?! Como dar
oportunidade a todos para se expressarem e ensinar aos
alunos como transmitirem as suas idéias?!
Educação é
um processo que pressupõe relação. Se a turma é muito
grande, como o professor pode ter esta relação em uma turma
com excesso de alunos?!

Torna-se
muito difícil para o professor atuar de forma satisfatória
indo ao encontro dos anseios dos seus alunos, tirando as
suas dúvidas e junto com eles encontrarem a solução.
Com
excesso de alunos em sala de aula o professor não tem espaço
para que ele possa dar uma atividade diferente, na qual os
alunos possam se movimentar, a configuração espacial das
salas de aula parecem um ônibus – todos os alunos sentados
virados para o professor que dirige o ônibus. Esse tipo de
arranjo espacial é estranho já que se busca uma educação de
qualidade e o envolvimento diretamente dos alunos no
processo da aprendizagem.
Quando o
professor tem oportunidades para trabalhar com a turma em
grupos ou em círculos os alunos têm a chance de participar
muito mais, tendo um espaço de debate e desta forma o
professor pode fazer uma avaliação real dos seus alunos.
Sabemos que o aluno não é mais passivo, receptáculo
das informações, ele é ativo aprendiz, construtor do seu
conhecimento.
Excesso de
alunos em sala não gera qualidade, pelo contrário gera um
aprendizado ineficiente.
Não se
pode deixar passar esta questão em branco, se realmente há
um desejo de qualidade educacional na educação brasileira.
Referências
Bibliográficas
ELIAS, Marisa Del Cioppo.
Célestin Freinet, Uma pedagogia de atividade e cooperação.5ª
edição, Petrópolis, Vozes,1997.
Folha
Dirigida, Rio de Janeiro, 18 de julho de 2002. Educação –
O prazer de aprender
LOPES,
Edson Pereira. O conceito de teologia e pedagogia da
Didática Magna de Comenius.Editora Mackenzie, 2003
MEC.Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros
Curriculares Nacionais:terceiro e quarto ciclos do ensino
fundamental:língua estrangeira.Brasília,1998.
OZÓRIO.
Verônica de Araújo. Qualidade na área educacional:
monografia de curso de pós graduação em dificuldade de
Aprendizagem. UERJ. 2003.
Revista
Nova Escola. São Paulo. Editora Abril. Janeiro/Fevereiro
2001. |