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Analídia Lopes
Leonardo Vivaldo
Modernidade X
Família
O
extenso
histórico
da família
brasileira
veio
atravessando muitas transformações
importantes
que
estão inclusas no
contexto
sócio-político-econômico do
país.
Os casamentos
tinham interesses
econômicos
e que
as mulheres
eram apenas
reprodutoras. Os
filhos,
considerados
extensão do
patrimônio
do patriarca,
ao nascer
dificilmente experimentavam o
sabor
do aconchego
e da proteção
materna,
pois
eram amamentados e
cuidados
pelas amas
de leite.
No período de vinte
anos, várias mudanças aconteceram no nível sócio-político-econômico
ligadas ao processo de globalização da economia capitalista, que vem
interferindo na dinâmica da estrutura familiar, como a conhecemos, e
possibilitando mudanças em seu padrão tradicional de organização.
O homem conquistou
tudo o que sonhou e vive assustado com a dimensão da própria obra. A
sociedade necessita de alfabetizadores emocionais, urgentemente. É
necessário ensinar ao homem desta era, que ousa brincar tão ardentemente
de Deus, a ler, interpretar e administrar as próprias emoções.
Procuram-se digitadores da informática humana, técnicos capazes de
ensinar a auto-estimulação dos hormônios que formam o padrão químico do
bem estar. (BOECHAT, 2003, p. 40)
Diante do trecho
acima, percebe-se o quanto o homem sente-se perdido, ante a imensidão do
que conquistou. A relação familiar, também, vê-se perdida diante de
inúmeras inovações sociais, morais e físicas, que acabam por alterar
toda a estrutura interna do homem.
Este trabalho pretende
mostrar, ainda mais evidente, a relação familiar que, a cada dia,
torna-se mais frágil e superficial, provocando a transferência da
responsabilidade dos pais a outros como: escola, professores, babás,
entre outros. Assim cria-se – na família – um ambiente hostil onde as
pessoas não se conhecem, apenas dividem um espaço físico (a casa), mas
não se complementam, não se ajudam ou expressam amor umas pelas outras.
De acordo com Boechat (2003, p. 42), que fala que “Quem se perdeu não
foi o jovem foi o adulto que não está conseguindo ler a modernidade e a
confunde com frieza, distanciamento, solidão, perdas”.
Diante da rapidez com
que as coisas estão acontecendo, a relação que se estabelece entre pais
e filhos – nesta sociedade moderna – traz uma série de incertezas e
inseguranças quanto ao tipo de relação familiar que deve ser construída
em família, o que, normalmente, acarreta problemas quanto a adequação do
aluno (filho) ao meio social (inclusive à escola).
Içami Tiba, psiquiatra
e psicodramatista, escreveu sobre a importância que a educação familiar
tem durante toda a vida do indivíduo, independente da era em que se está
inserido, para ele:
A maior segurança
para os navios pode estar no porto, mas eles foram construídos pra
singrar os mares. Por maior segurança, sentimento de preservação e de
manutenção que possam sentir junto aos pais, os filhos nasceram para
singrar os mares da vida, onde vão encontrar aventuras e riscos, terras,
culturas e pessoas diferentes. Para lá levarão seus conhecimentos e de
lá trarão novidades e outros costumes, ou, se gostarem dali, poderão
permanecer, porque levam dentro de si um pouco dos pais e de seu país. (TIBA,
2002, p.23)
Ressalta-se a
importância de refletir o quanto a educação e os costumes transmitidos
pela família, influenciam à conduta e o comportamento apresentado pelo
indivíduo em qualquer local, independente da presença familiar.
Na escola não é
diferente. Também nela, o aluno apresenta – ou não – os costumes e
hábitos aprendidos e vivenciados no ambiente familiar.
O acompanhamento e a
relação desenvolvida em família são indispensáveis para que o aluno se
insira no ambiente escolar sem maiores problemas.
Para Tiba (1996,
p.178) “É dentro de casa, na socialização familiar, que um filho
adquire, aprende e absorve a disciplina para, num futuro próximo, ter
saúde social [...]”.
Entretanto, com as
mudanças sociais, esta relação tem sido afetada cada vez mais. O
trabalho, e outras atividades, têm consumido o tempo dos pais que se
vêem incapazes de educar seus filhos, atribuindo (erroneamente) este
papel – exclusivamente – à escola.
Segundo Tiba (2002,
p.180) “[...] percebo que as crianças têm dificuldade de estabelecer
limites claros entre a família e a escola, principalmente quando os
próprios pais delegam à escola a educação dos filhos [...]”.
A formatação familiar
no Brasil, também sofreu uma série de alterações. Nos últimos vinte
anos, a estrutura e a dinâmica familiar sofreram mudanças em seu padrão
tradicional de organização devido às evoluções sociais, políticas,
econômicas e culturais relacionadas ao capitalismo.
PEREIRA (1995) defende
que:
[...] a queda da
taxa de fecundidade, devido ao acesso aos métodos contraceptivos e de
esterilização; tendências de envelhecimento populacional; declínio do
número de casamentos e aumento da dissolução dos vínculos matrimoniais
constituídos, com crescimento das taxas de pessoas vivendo sozinhas;
aumento da taxa de coabitações (casal que vive junto de maneira
informal), o que permite que as crianças recebam outros valores; menos
tradicionais; aumento do número de famílias chefiadas por uma só pessoa,
principalmente por mulheres que trabalham fora e têm menos tempo para
cuidar da casa e dos filhos.
É verdade que a
modernidade trouxe uma série de mudanças, inclusive na família, mas tal
realidade não isenta a instituição familiar de seu papel educador –
primordial ao desenvolvimento e integração do filho à sociedade.
De acordo com
Kaloustian (1988, p. 22) a família é:
[...] é o lugar
indispensável para a garantia da sobrevivência e da proteção integral
dos filhos e demais membros, independentemente do arranjo familiar ou da
forma como vêm se estruturando. É a família que propicia os aportes
afetivos e sobretudo materiais necessários ao desenvolvimento e
bem-estar dos seus componentes. Ela desempenha um papel decisivo na
educação formal e informal, é em seu espaço que são absorvidos os
valores éticos e humanitários, e onde se aprofundam os laços de
solidariedade. É também em seu interior que se constroem as marcas entre
as gerações e são observados valores culturais.
A educação familiar é
um fator bastante importante na formação da personalidade da criança,
desenvolvendo sua criticidade, ética e cidadania refletindo diretamente
no processo escolar.
E vemos que a
organização familiar não é:
[...] somente o
berço da cultura e a base da sociedade futura, mas é também o centro da
vida social... A educação bem sucedida da criança na família é que vai
servir de apoio à sua criatividade e ao seu comportamento produtivo
quando for adulto... A família tem sido, é e será a influência mais
poderosa para o desenvolvimento da personalidade e do caráter das
pessoas. (GOKHALE, 1980, p.33)
Seguindo essa linha de
pensamento outro autor que a firma que:
[...] o
comportamento das crianças no ambiente escolar e em casa é, na verdade,
uma reação às atitudes de seus pais. Foi constatado que a maioria dos
problemas de comportamento, como ausência de atenção e agressividade, é
reflexo da conduta dos pais. Uma criança, por exemplo, que não consegue,
em sala de aula, ficar parada em momento nenhum, mostrado-se sempre
nervosa, brigona, agressiva com os colegas, sempre mal arrumada,
cadernos rasgados, pode ser que uma das causas para tudo isso seja um
relação conflituosa com a família ou a relação, também conflituosa,
entre os pais, os quais brigam o tempo todo na frente dos filhos e
acabam descontando na criança, com desprezo ou indiferença, com
agressões físicas ou verbais. Este fenômeno, tão comum, leva a criança a
pedir ajuda, demonstrando isso de várias maneiras, inclusive chamando a
atenção para si, no ambiente escolar. (WEIL, 1984, p.47)
Sendo assim, é
importante ressaltar que a escola é passageira, para o indivíduo, (com a
finalidade de enriquecimento intelectual, entre outros) a família, seus
costumes e hábitos perduram por toda a vida do mesmo. Em virtude disso é
incoerente que os pais atribuam à escola a primeira educação de seus
filhos.
De acordo com Tiba
(2002, p.181)
[...] Para a
escola, os alunos são apenas transeuntes psicopedagógicos. Passam por um
período pedagógico e, com certeza, um dia vão embora. Mas, família não
se escolhe e não há como mudar de sangue. As escolas mudam, mas os pais
são eternos [...].
Os pais não podem
confundir a atribuição de responsabilidade com o abandono da supervisão
escolar – necessária a todo ser humano. A responsabilidade é
extremamente importante para o desenvolvimento da criança, mas – como em
toda etapa da vida do indivíduo – necessita de um ser mais experiente
(no caso a família) para nortear as atitudes a serem tomadas pelo mesmo.
A própria lei garante
a participação familiar no processo de ensino-aprendizagem de seus
filhos, todavia, nem sempre as famílias se dispõem a esta participação.
O dever da família com o processo de escolaridade e a importância da sua
presença no contexto escolar é publicamente reconhecido na legislação
nacional e nas diretrizes do Ministério da Educação.
Ressalta-se a
importância sobre a construção de uma relação de amizade e
companheirismo – onde se conheça problemas, anseios e especificidades –
entre família e escola, visto que as duas devem trabalhar para o mesmo
objetivo, sendo, portanto, parceiras, e não rivais.
Entretanto, mesmo
conhecendo os problemas e peculiaridades das famílias – e por
conseqüência dos educandos – se não houver um interesse mútuo em
solucioná-los, o esforço de detectar tais problemas tornam-se nulos,
impedindo que a escola e o professor possam intervir para o sucesso do
educando. O interesse e participação familiar são fundamentais.
Na participação, um
sujeito sempre espera algo do outro. E para que isto de fato ocorra é
preciso a construção coletiva de uma relação de diálogo mútuo, onde cada
parte envolvida tenha o seu momento de fala, mas também de escrita, onde
exista uma efetiva troca de saberes. A capacidade de comunicação exige a
compreensão da mensagem que o outro quer transmitir e para tal faz-se
necessário o desejo de querer escutar o outro, a atenção às idéias
emitidas e a flexibilidade para receber idéias contrárias. Uma atitude
de desinteresse e de preconceitos pode danificar profundamente a relação
família/escola e trazer sérios prejuízos para o sucesso escolar e
pessoal dos educandos.
Definindo
Rendimento Escolar
A realidade que se
apresenta nas escolas, no que diz respeito ao rendimento
qualiquantitativo e ao comportamento de seus alunos, tem preocupado e
suscitado uma série de estudos sobre o rendimento escolar de nos
educandos.
O termo “rendimento
escolar” leva a inferência ao sucesso qualitativo e quantitativo do
educando. Diz-se rendimento escolar referindo-se a formação de um
cidadão pro - ativo e consciente de seu papel em sociedade, tal
comportamento vai além do conhecimento intelectual.
Segundo Vicente
Martins (2005, s/p)
A Lei de
Diretrizes e bases – LDB, ao disciplinar a estrutura e o funcionamento
da educação básica, determina, no seu art. 23, que a educação básica
poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos,
alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com
base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma
diversa de organização, sempre que o interesse do processo de
aprendizagem assim o recomendar. Este princípio de flexibilidade de
organização curricular orienta também, ainda no inciso V do artigo 23,
que a verificação do rendimento escolar observará o seguinte critério:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.
Assim, é possível
definir que o rendimento escolar é muito mais amplo e complexo do que
parece, exigindo esforço e dedicação não só dos pais e professores, mas
do aluno – que é agente ativo de todo o processo.
Cervera (2007, s/p)
comenta que “Os pais, não podem esquecer que o protagonista da
aprendizagem é o filho, o estudante, que nunca pode ser sujeito passivo
do processo educativo”.
A educação escolar
baseia-se na formação do indivíduo em um cidadão critico reflexivo e que
tenha consciência de seu importante papel na construção – ou
desconstrução – da sociedade em que está inserido.
Com base no conceito
supracitado é que se faz vital a compreensão sobre o conceito do termo
aprendizagem – rendimento escolar – para o alcance de objetivos
satisfatórios no processo em questão. Visto que, havendo uma
homogeneidade quanto a conceitos básicos pertencentes à questão
educativa, haverá, por conseguinte, uma coerência nas ações dos agentes
nela envolvidos.
De acordo com Cervera
(2007, s/p):
Para a aquisição
de conhecimentos não basta que os professores expliquem e exijam, é
preciso que o aluno realize o trabalho correspondente de aprender, que
não é só ‘compreende’ mas analisar, completar ou ampliar, memorizar,
etc.
Percebe-se, então, que
o rendimento escolar, não se resume as notas, mas a uma série de ações
que culminam em um aprendizado qualiquantitativo – atrelando boas notas
ao verdadeiro aprendizado.
Sendo assim, torna-se
indispensável à compreensão familiar de que as notas são conseqüências e
não objetivo fundamental do processo educativo, o que deve ser, de fato,
levado em consideração é o esforço e dedicação do aluno (filho) que,
inevitavelmente, alcançará boas notas.
Segundo Gokhale (2007,
p. 23):
Os pais devem
evitar as reações desproporcionadas perante ‘as notas’. Dissemos que o
importante é o esforço que o filho desprendeu, não os resultados
alcançados. Uma nota elevada sem esforço não merece um prêmio e, por
vezes, uma aprovação pode ser motivo para uma celebração.
Deve-se ter a
consciência de que nem sempre as melhores notas são conseqüências de
grandes esforços e vice-versa. O foco central deve ser a aprendizagem
significativa.
Família – escola:
parceria vital
A literatura defende
que as crianças que têm o acompanhamento familiar – boa convivência,
relacionamento, regras, limites, entre outros – têm bom rendimento
escolar, tanto quantitativa, quanto qualitativamente, não apresentando
dificuldades quanto às normas e rotinas escolares.
O acompanhamento
familiar pode evitar uma possível reprovação e possibilitar o verdadeiro
aprendizado do educando.
Tiba (2002, p.181),
afirma que “se os pais acompanharem o rendimento escolar do filho desde
o começo do ano, poderão identificar precocemente essas tendências e,
com o apoio dos professores, reativar seu interesse por determinada
disciplina em que vai mal”.
Ressalta-se que se
houvesse a parceria entre pais e escola, possivelmente, ocorreria o
alcance de bons resultados em relação ao aluno (filho).
De acordo com Cervera
(2005 s/p): “A responsabilidade dos estudos recai sobre os pais, os
professores e sobre o filho-aluno. É uma responsabilidade partilhada e,
portanto, nenhuma das três partes deve permanecer à margem desta tarefa
ou ter ópticas diferentes”.
Tiba (2002, p.183)
afirma que “[...] quando a escola o pai e a mãe falam a mesma língua e
têm valores semelhantes, a criança aprende sem grandes conflitos e não
joga a escola contra os pais e vice-versa [...]”.
Um passo importante
para a construção de uma parceria entre a escola e a família é, sem
dúvida, a identificação desta como instituição educadora, tendo sempre o
que transmitir e o que aprender. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a
si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”
(FREIRE, 1987, p. 68).
Para que a parceria dê
certo é preciso que haja respeito mútuo, o que favorece a confiança e
demonstra competência de ambas as partes. Mas, para que isso aconteça, é
preciso haver delimitações no papel de cada uma. Muitas famílias delegam
à escola toda a educação dos filhos, desde o ensino das disciplinas
específicas até a educação de valores, a formação do caráter, além da
carência afetiva que muitas crianças trazem de casa, esperando que o
professor supra essa necessidade. Por outro lado, algumas “famílias
sentem-se desautorizadas pelo professor, que toma para si tarefas que
são da competência da família” (SZYMANSKI, 2003, p. 74).
Sendo assim, é
importante ressaltar que, a escola tem como função estimular a
construção do conhecimento nas áreas do saber, consideradas fundamentais
para o processo de formação de seus alunos. Essa é uma missão específica
da escola, portanto, nenhuma família tem a obrigação de ministrar ou
transmitir informações específicas ou científicas. Por outro lado, não
cabe ao profissional da educação assumir responsabilidades inerentes à
família do aluno. Porém, deve despertar tratamentos respeitosos,
confiantes e afetuosos, como profissional e membro da sociedade que é,
mas não como um membro da família.
A família deve acolher
a criança, oferecendo-lhe um ambiente estável e amoroso. Muitas,
infelizmente, não conseguem manter um relacionamento harmonioso. Para
algumas pessoas, é bastante difícil, seja por questões econômicas ou
sociais. Ao observar este universo, as escolas podem criar um ambiente
familiar diferente, “ajudando-as a caminhar para fora de um ambiente
familiar adverso e criando uma rede de relações, fora das famílias de
origem, que lhes possibilite uma vida digna, com relações humanas
estáveis e amorosas” (SZYMANSKI, 2003, pp.62-63).
Percebe-se, hoje, que
a escola assume funções outrora reservadas à instituição familiar, não
conseguindo suportar tantas atribuições. Em virtude disso há a
necessidade da parceria entre família e escola.
Ao se falar no
relacionamento família/escola, muitos fatores merecem ser levados em
consideração. É importante perceber que as ações da família são, na
maioria das vezes, muito diferente das ações desenvolvidas na escola,
principalmente nas classes sociais mais baixas, onde o nível de
escolaridade e verbalização torna a participação crítica das famílias
algo quase impossível. Até participam dos encontros realizados nas
escolas, mas de forma passiva, apenas ouvem o que está sendo dito,
recebem notas e reclamações quanto ao comportamento dos filhos e não
opinam, já que, muitas, acreditam não poder acrescentar nada ao ambiente
escolar. Estas famílias não sabem que, mesmo sendo analfabetas ou com
baixa escolarização, podem contribuir na aprendizagem dos filhos e
desenvolver hábitos coerentes como o desenvolvido na escola.
É bem verdade que
muitas escolas, entretanto, não facilitam a participação das famílias e,
muito menos, incentivam o desenvolvimento de parcerias. Algumas se
colocam na posição de detentoras do saber, acreditando que só elas têm o
poder de decisão. Outras acreditam no potencial das famílias, respeitam
as decisões e levam em consideração os sentimentos e emoções das
famílias. Temos, ainda, escolas que valorizam a interdependência, a
reciprocidade e a tomada de decisões em conjunto.
Para Szymanski (2003,
p,66) afirma que:
Os conflitos entre
famílias e escolas podem advir das diferenças sociais, valores, crenças,
hábitos de interação e comunicação subjacentes ao modelo educativo.
Tanto crianças como pais podem comportar-se segundo modelos educativos
que não são os da escola.
Em virtude disto e de
outros fatores, acaba ocorrendo um conflito de idéias entre a família e
a escola, ocasionando o insucesso do processo educacional e, por
conseqüência, do rendimento escolar.
Neste relacionamento
escola/família, a troca de informações pode possibilitar a descoberta de
significados comuns. Com a devida orientação, a família pode encontrar
saídas para seus problemas, de forma a possibilitar que suas crianças e
adolescentes desfrutem dos seus direitos de liberdade, respeito e
dignidade, inclusive garantidos por lei. Contudo, “não pode deixar de
ser dito que sentimentos são ingredientes na construção de nosso modo de
ver o mundo”. (SZYMANSKI, 2003, p.36).
Considerações
finais
A família é essencial
para o desenvolvimento do indivíduo,
independente de sua formação. É no meio familiar que o indivíduo tem
seus primeiros contatos com o mundo externo, com a linguagem, com a
aprendizagem e aprende os primeiros valores e hábitos. Tal convivência é
fundamental para que a criança se insira no meio escolar sem problemas
de relacionamento disciplinar, entre ele e os outros.
A sociedade urge por
uma parceria de sucesso entre famílias e escolas, pois acreditamos que
só assim poderemos, realmente, fazer uma educação de qualidade e que
possa promover o bem estar de todos.
Só assim poder-se-á
alcançar uma sociedade coerente em que seus agentes conheçam e cumpram
seus papéis em todos os processos, sobretudo, no processo educacional,
sem deixar de lado o familiar e social.
Referências
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Disponível
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<http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao>.
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WEIL, P. G. A
Criança, o lar e a escola – guia prático de relações humanas e
psicológicas para pais e professores. Petrópolis: Vozes, 1984.
Graduado em Letras pelo CESB/ICSH; Especialista em lingüística
aplicada à língua e à literatura pela Faculdade de Selvíria -
FAS; Especialista em EaD e Mestre em Educação pela Universidad
de los Pueblos de Europa - UPE. Professor da FACEC,
Cristalina-GO; Universidade Estadual do Goiás - UEG; FEDF, e de
Inclusão Digital na Faculdade CESB-GO, também é autor de vários
artigos e poesias na Companhia Brasileira de Jovens Escritores -
CBJE, usina de letras e revista Partes.
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