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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 06 de setembro de 2012 20:44:55                                               

 
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EDUCAÇÃO

O Ensino de Geografia e as Novas Tecnologias: Ferramentas Didáticas e sua Contribuição na Relação Aluno-Professor

   

Sávio Miná de Lucena*

publicado em 08/05/2010

 

 

Resumo

As principais questões que levaram ao desenvolvimento desta pesquisa relacionam-se a como a escola insere-se no atualmente chamado mundo globalizado. Baseado nesse prisma foi analisado o modo de ensino das instituições públicas de Fortaleza, mais especificamente a inserção das mesmas aos novos instrumentos técnicos em especial o microcomputador, que auxiliem a colocar em prática uma abordagem diferenciada do aprendizado.

Palavras-chave: educação, tecnologia, geografia.

 

Abstract

The principal questions that led to the development of this inquiry are made a list to as called globalized world inserts the school in at present. Based on this prism there was analysed the way of teaching of the public institutions of Fortress, more specifically the insertion of same to the new technical instruments in special the microcomputer, which they help putting in practice a differentiated approach of the apprenticeship.

key words: education, technology, geography.

 

Ante as necessidades educativas presente, considera-se a escola como um ambiente de mediação cultural onde promove-se o desenvolvimento afetivo e moral dos indivíduos através, essencialmente, da produção de significados por meio do trabalho de professores que provêm aos alunos meios de aquisição de conceitos e conhecimentos científicos intrínsecos à cultura escolar, além de estimular um crescente desenvolvimento das capacidades operativas e cognitivas, por serem elementos interligados à aprendizagem escolar. Em suma, os jovens encontram na escola um local para se aprender cultura e as diversificadas formas de compreender e transformar o mundo. Entretanto, para se concretizar tais objetivos torna-se necessário estimular a capacidade de raciocínio, julgamento e criticidade do indivíduo em questão com o intuito de se desenvolver as competências do pensar.

Supomos que, neste momento venha a ocorrer a dicotomia entre teoria e prática ao que cerne aos pressupostos de aprendizagem escolar, tendo em vista a dificuldade de conseguir atender/suprir as necessidades de uma geração de jovens contemporâneos a uma constante absorção de informações através das metodologias, por vezes ultrapassadas e arcaicas, utilizadas pelos docentes. Neste quadro cabe o questionamento de como escola insere-se no atualmente chamado “mundo globalizado” em que se encontra nossa sociedade, tendo em vista a formação do cidadão com um dos principais pressupostos a serem realizados no ambiente escolar?

 Em uma época em que a informação ganha ares de maior importância, como sinônimo de distinção social, tal pressuposto supracitado acaba perdendo sua relevância, instaurando dessa forma uma crise na forma de ensino atualmente utilizada. A termos de analogia isso se explica pelo fato de o processo de formação do aluno como cidadão ciente de suas responsabilidades e direitos na sociedade requerer um “tempo de reflexão” (CARLOS, 2001), totalmente contrário ao veloz ritmo da informação que transforma rapidamente o novo em obsoleto. Essa seria a principal dificuldade a ser encarada pela escola inserida em uma sociedade que confunde formação com excesso de informação.

Além disso, as recentes discussões realizadas em todo o país, por professores de Geografia, vislumbraram uma urgente necessidade de apresentar e discutir os conhecimentos desta disciplina de forma mais dinâmica, mais interessante e também mais consciente de seu papel como formadora de cidadãos. Em geral, o debate manteve-se fundamentado na linha do sócio-construtivismo, isto é, tendo como norteador o pressuposto de que o professor deve promover a construção do conhecimento e da cultura considerando o que o aluno já traz para a sala de aula como primordial na mediação do conhecimento.

Indo de encontro aos pressupostos dos Temas Transversais (Ciências Naturais) dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que indicam de forma evidente a necessidade do aprendizado de novas tecnologias, quando enfatiza que, conviver com produtos científicos e tecnológicos é hoje universal, e que a falta de informação científico e tecnológica pode comprometer a própria cidadania, haja vista ciência e tecnologia serem herança cultural, conhecimento e recriação da natureza (MEC, 1998b).

Baseado nesse prisma em que se encontra a escola como locus de mediação da educação, objetivamos analisar o modo de ensino das instituições públicas de Fortaleza, mais especificamente na inserção das mesmas aos novos instrumentos técnicos; em especial o microcomputador e a utilização de mapas, que auxiliem a colocar em prática uma abordagem diferenciada do aprendizado, em que o educando é o centro da aprendizagem, em que a autonomia da mesma seja continuamente estimulada e que vise a desenvolver habilidades cognitivas associadas às diferentes áreas do conhecimento; e suas diferentes formas de uso no ensino de Geografia, escolhendo para tal fim um estudo aprofundado da EEFM Renato Braga.

O ensino está vinculado com a atividade de ensinar. Até aqui não existe nenhuma novidade para ninguém. Porém o que pouca gente sabe sobre tal atividade é que atualmente a mesma está estereotipada como uma mera transmissão de conhecimentos retirados de um livro aos alunos. Memorização de fórmulas que, em geral, pouco tem utilidade para a vida prática do discente e a realização de exercícios também se inserem nesse estereótipo.   

Esse é o ensino em sua forma tradicional, cujas características, além das supracitadas, vinculam-se a exagerada importância dada ao livro didático, haja vista não serem usados de forma adequada, e a participação do professor como elemento ativo em sala de aula, cabendo aos alunos receber passivamente o “conhecimento” transmitido pelo mesmo. Conhecemos as principais características do ensino tradicional nas palavras de Libanêo: “A atividade de ensinar é vista, comumente, como transmissão de matérias aos alunos, realização de exercícios repetitivos, memorização de definições e fórmulas.” (LIBÂNEO, 1990, p.78).

Além disso, acredito que a educação nos moldes tradicionais mostra-se, atualmente, insuficiente para o tipo de cidadão que demanda o mundo globalizado, excluindo os que normalmente atuam de forma autômota e repetitiva e privilegiando os indivíduos de caráter ambicioso e multifuncional.

O exercício da docência deveria se abster ao pressuposto de realizar atividades  educativas onde ocorre uma mescla de objetivos, conteúdos, métodos e formas de se organizar o ensino com o objetivo de se obter uma assimilação ativa por parte dos educandos (LIBÂNEO, 1990). Para tanto uma relação intrínseca entre aluno – professor deve ocorrer.   

O texto dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) funcionou como uma das fontes de inspiração para a proposição de um trabalho que pudesse contribuir para o ensino de Geografia através das novas tecnologias associadas dentro do programa de tal disciplina nas escolas. Torna-se necessário exemplificar tal idéia com algumas passagens dos PCNs: “(...) o ensino de geografia pode levar os alunos a compreenderem de forma mais ampla a realidade, possibilitando que nela interfiram de maneira mais consciente e propositiva” (MEC, 1999. p. 108).

Cabe à Geografia, bem como a outras áreas do conhecimento, a tarefa de facilitar e orientar o aluno no processo das descobertas e na aprendizagem do desenvolvimento da sociedade e das relações com o espaço físico para que, como cidadãos possam contribuir na organização de uma sociedade mais consciente. Fica claro o papel da Geografia como uma disciplina que permeia e acompanha as transformações da sociedade, seja do ponto de vista físico, social, cultural ou político.

  Para apreender e explicar a realidade, sua complexidade e dinamismo, as pesquisas realizadas no campo da Geografia, com seus métodos e teorias, contam com instrumentos do meio técnico e científico, portanto, tal cátedra, que ainda é por muitos considerada uma disciplina enfadonha, tinha neste momento a obrigação de mudar tal estereótipo criado através da inclusão de novas tecnologias, sistematizadas de forma crítica, criativa e buscando uma interação com o intuito de confrontar os diversos saberes.

Como uma das primeiras conclusões deste estudo, destacamos ser o Computador e a Internet duas dimensões distintas, que podem ser utilizadas no processo ensino-aprendizagem tanto unidas como separadas. Porém, no ambiente escolar, elas são freqüentemente associadas como algo uno, e deslocadas de uma lógica mercadológica mais ampla. Originando uma verdadeira confusão conceitual a respeito da Ciência, Tecnologia, Informação e Conhecimento.

Identificamos assim duas utilizações do microcomputador na Escola Renato Braga: a dimensão técnica (evidenciada na habilidade desenvolvida para a navegação nos softwares no caso dos jogos, na produção de textos e nas técnicas de navegação pelas páginas virtuais da Internet), e uma dimensão informacional subutilizada, que seria neste caso as pesquisas realizadas nos endereços virtuais.

Acreditamos ser a dimensão informacional subutilizada pelo fato das pesquisas se restringirem à elaboração de trabalhos para nota. Sendo freqüente a prática de colagem de informações retiradas diretamente da Internet, o conhecido problema do Ctrl + c (copiar) e Ctrl + v (colar), sem nenhuma intervenção crítica do educando, tornando-se uma prática alienante, que não auxilia de forma alguma no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

È a falsa sensação de que um mundo de novas descobertas está ao acesso de todos, basta que para isso dominemos o uso do microcomputador. Na verdade a prática de pesquisar na Internet precisa ser avaliada com muito cuidado por aqueles que promovem o planejamento do ensino nas escolas (professores e gestores). 

Em nenhum momento foram constatados relatos de aulas em que se priorizasse reflexão a respeito do que estava posto ali, no endereço virtual. Nem foram constatadas aulas sem as amarras avaliativas tradicionais (elaboração de trabalhos valendo nota).

Queremos externar com isso que é possível sim uma constante utilização do computador nas aulas de Geografia, mas com um caráter realmente de aula, onde haja espaço para o diálogo, o questionamento e a troca de conhecimentos com o outro.

Acreditamos que o uso do microcomputador possa suprir a carência dos trabalhos de campo em Geografia nas escolas. O acesso a Internet permite aos alunos um contato pelo menos visual, de um sem número de paisagens naturais e humanizadas espalhadas pelos diversos lugares do planeta. Permitindo ao educando uma reflexão/leitura das fotografias das paisagens, imagens de satélite, representações cartográficas, etc, sobretudo facilitando o ensino da Geografia Física.

Este contato virtual com diferentes lugares é de grande valia, visto a maioria dos alunos carentes terem poucas oportunidades de contato real com outros lugares fora da sua realidade.

 

Referência Bibliográfica

BETTENCOURT, T. (1997). A Internet como Motor da Construção de Novos Saberes. Atas do Encontro Comunicação, Novas Tecnologias e Aprendizagem (no prelo) Bragança: Escola Superior de Educação de Bragança, 22 a 23 de Maio.

 

CORRÊA, Roberto Lobato, 1995, Espaço: Um conceito-chave da Geografia. In: Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil pp. 15-47.

 

LDB - Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LEI No. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. D.O.U. de 23 de dezembro de 1996.

LIBANÊO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1990

MEC. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Geografia (5° a 8° série), SEF, Brasília, 1998a, 156 p.

 


 

* Graduado em Geografia – Universidade Federal do Ceará

Como ser citado:
LUCENA, S. M. de. O Ensino de Geografia e as Novas Tecnologias: Ferramentas Didáticas e sua Contribuição na Relação Aluno-Professor. Partes. 2010. P@rtes.V.00 p.eletrônica. Maio 2010. Disponível em <www.partes.com.br/educacao/oensinodageografia.asp>. Acesso em _/_/_.

 

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