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Neste
artigo
procuramos
apontar
a significação do
todo
na
hipótese
tradicional, a
partir
de
mecanismos
observáveis de
manifestações
psicológicas,
para
que
tais
singularidades possam
fornecer
o modelo
de
aquisição
da
linguagem,
tendo
por
base
os condicionamentos, sendo
estes
últimos,
espécies
de
estímulos
que
provocam
respostas,
nas
quais,
a
imitação
e o
reforço
são
necessários,
pois
Skinner propunha
ser
capaz
de
predizer
e
controlar
o
comportamento
verbal
através
destes
artifícios.
Entenderemos
que
nesta
visão
behaviorista
não
podemos
falar
nesse
processo
de
aquisição
sem
antes,
colocar
em
destaque
o
Empirismo,
que
mostra
o
conhecimento,
como
sendo, derivado de
experiências,
das
quais
as
estruturas
não
vêm do
organismo,
mas
sim,
são
exteriores
ao
indivíduo.
Ressaltamos
que
nesta
teoria
Skinner, encara o
processo
de
aquisição
como
um
comportamento
verbal
parecido
com
os
outros
comportamentos
e
ações
que
podem ser
aprendidos.
Para
simplificar
a mostragem do
processo
de
aquisição,
o
mesmo
foi dividido
em
três
fases,
que
são
elas,
a fase
do
jargão,
a fase
das
palavras
e a fase
das
frases,
no
decorrer
deste especificaremos
cada
uma delas abordando
suas
particularidades,
além
de
exemplificar
em
que
faixa
etária
ocorrem.
Veremos
ainda,
que
o
termo
aquisição
da
linguagem
é usado comumente
para
tratar
do
conhecimento
da
língua
nativa,
sendo
que
a
aquisição
de uma
língua
estrangeira
aprendida na
escola
ou
não,
ocorre de
modo
muito
distinto.
É
válido
ressaltar
também
que
depois
de
alguns
períodos
a
própria
criança
consegue
distinguir
os
erros
cometidos na
sua
pronúncia
e
passa
a tentar
corrigi-los. Percebendo muitas
vezes,
que
as
regras
têm
exceções
e tentando
adaptar
sua
linguagem
com
o
uso,
quando
necessário,
dessas contrariações da
regra
geral.
A
aquisição
da
linguagem
é
dada
por
habilidades
lingüísticas
como,
a
fala,
a
leitura,
a
escrita,
a
escuta
e a
gramática,
podendo
ocorrer
de forma
normal
ou
patológica,estas
últimas, podendo
ser
orgânicas
ou
não-orgânicas.
Identificamos
que
o
behaviorismo
é uma
versão
do
materialismo,
pois
para
ele
o
centro
de
tudo,
não
é uma
entidade
chamada
“mente”,
mas
os
desejos,
emoções,
pensamentos
e
vontades
que
devem ser
explicados
através
do
comportamento.
Também
fica
claro
aqui,
que
os
adultos
devem
interagir
com
as
crianças,
como
por
exemplo,
os
professores
e os
pais
precisam
auxiliar
a
criança
para
que
ela
se comunique e faça
uso
da
língua.
O
processo
de
aquisição
é complicado e
extenso,
portanto
os
pais
não
devem se
preocupar
com
os
eventuais
erros
dos
filhos,
porque
eles
irão
evoluir e
produzirão modificações
até
chegarem
próximo
ao modelo
imposto
pelos
adultos.
Este
processo
aquisitivo engloba
fatores
como,
a
rapidez
com
que
a
criança
passa
a dominar
a
língua,
a
relação
entre
a
percepção
e a
produção
da
linguagem,
a
diferença
entre
a
aquisição
normal
e a
mesma
decorrente
por
uma
criança
com
algum
tipo
de
desvio,
além
de saber
se
algum
componente
lingüístico
é adquirido
antes
de
outro
ou
se o
mesmo
serve de
apoio
para
o
aprendiz,
daí resulta
sua
dificuldade
processual.
A
linguagem
não
é
vista
como
uma
gramática
mental,
estruturalmente
dedutiva,
e
sim,
como
um
comportamento
decorrente da aprendizagem, no
qual
nos
aprofundaremos
mais
adiante.
Fala-se
muito
em
Conexionismo,
então
faremos uma
associação
para
descobrirmos no
que
ele
interfere e participa no
processo
de
aquisição,
analisando
segundo
seus
princípios
e em
termos
neurais,
o
que
ocorre
entre
os
dados
de
entrada
(input)
e
saída
(output)
no
processamento
da aprendizagem.
É
importante
lembrar
que
os
modelos
conexionistas têm
por
finalidade
explicar
os
mecanismos
que
servem de
suporte
para
o
processamento
mental,
em
que
a
linguagem
é
apenas
mais
um
desses
processos.
Aprenderemos
também
que
as
propostas
conexionistas pretendem
proporcionar
uma
interação
entre
o
ambiente
e o
organismo,
e admitem
ainda
que
o
aprendizado
pode
acontecer
através
de
experiências,
assim
como,
no
behaviorismo.
Procuraremos
mostrar
algumas
falhas
que
resultam
em
problemas
para
explicar
certos
casos,
como
por
exemplo,
quando
as
crianças
produzem e compreendem determinadas
sentenças
nunca
ouvidas
antes,
além
de outras
questões
que
devem ser
analisadas,
pois
se o
aprendizado
dá-se
por
imitação
talvez
fosse
preciso
que
a
criança
permanecesse
durante
um
maior
tempo
exposta
à
língua,
enfim
discutiremos
sobre
o
assunto
mais
adiante.
Serão
expostas as
críticas
de Chomsky
em
relação
às
abordagens
de Skinner,
tanto
no
campo
lingüístico
quanto
no
campo
da aprendizagem, o
qual
Chomsky considera uma
estrutura
tão
empobrecida,
além
de falar
que
as
suas
definições
não
equacionam a complexidade do
sistema
e dos
fatos
de
aquisição
anteriormente
citados.
Poderemos
assim,
observar
ao
longo
deste, se Chomsky
tinha
ou
não,
razão
para
criticar
a
teoria
proposta
por
Skinner, se
ela
realmente
têm
falhas
ou
é a
proposta
mais
coerente,
tudo
isso
baseado
na
própria
argumentação
skinneriana
para
essa
teoria.
Veremos
principalmente
a
posição
de Skinner
diante
do
aprendizado
lingüístico
que
para
ele
era
conseguido
apenas
seguido de
reforço
e
privação,
e dessa
maneira
o
behaviorismo
acaba
por
cair
em
um
processo
indutivo
de
aquisição,
pois
considera
essencialmente
os
acontecimentos
que
podem ser
observados na
língua,
sem
a
preocupação
com
elementos
estruturadores.
O
artigo
visa
analisar
a
Teoria
Behaviorista
observando
suas
idéias
e
explicações
para
a
aquisição
da
linguagem
pelo
ser
humano,
segundo
o
pensamento
de Skinner
através
dessa
teoria,
para
que
possa ser
obtida uma
maior
compreensão
que
contribuirá
decisivamente
para
chegarmos ao
estágio
atual
no
aprendizado
de
algo
tão
essencial
como
a
linguagem
e
conseqüentemente
obter
os
conhecimentos
em
geral,
dando
um
suporte
teórico
aos
educadores
em
suas
práticas
pedagógicas. |