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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 06 de setembro de 2012 20:44:43                                               

 
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EDUCAÇÃO
Planejamento escolar, uma oportunidade para a reflexão da ação pedagógica  
Roberta Poltronieri*

publicado em 04/11/2009

  

Resumo:
Este artigo tem o objetivo de esclarecer e mostrar como o planejamento escolar, pode ser uma ferramenta muito importante para os professores, equipe escolar e para a escola, objetivando e viabilizando todas as ações pedagógicas que se pretende, e mais que isso, antecipar de forma organizada todas as etapas do trabalho escolar, correlacionando os procedimentos e objetivos dos sistemas de ensino interligados dentro do planejamento. Visa também demonstrar os vários fatores que devem ser considerados dentro da escola, na hora da elaboração do mesmo, as fases do planejamento, a diferenciação dos diferentes tipos de planejamento e plano, e também como ele pode ser importante para nortear a formação continuada de professores, visto que no planejamento é possível aliar teoria e prática.

Palavras-chave: Planejamento, escolar, objetivos, professores, plano.


Abstract:

This article aims to clarify and show how the planning school can be a very important tool for teachers, school staff and the school, thus enabling and every action that is intended, and more than that, in order to anticipate organized all stages of school work, correlating the procedures and objectives of education systems interconnected in the planning. It also aims to demonstrate the various factors that must be considered within the school, at the time of preparing the same, the phases of planning, the differentiation of different types of planning and layout, and also how it can be important to guide the continuing education of teachers since the planning is possible to combine theory and practice.
 

Key Words: planning, education, goals, teachers plan


 

Introdução
 

Acredita-se que o momento que se vive atualmente resulta de um cenário complexo de transformações culturais, sociais, e que reflete diretamente na educação, isto envolve um momento de incerteza que determina boa parte dos discursos atuais e neoliberais, que concretiza uma globalização excludente e ao mesmo tempo a democratização do acesso à escola se tornando realidade. Levando em consideração todo este cenário, e toda luta por uma educação de melhor qualidade, a sociedade se volta para a escola voltando a vê-la com grande expectativa, haja vista que nos dias de hoje os indivíduos precisam da escola para terem melhores oportunidades de trabalhos, melhores salários, e consequentemente através de uma boa formação, possa haver também uma possível ascensão social. De outro lado, dentro do cenário escolar envolvido com esta realidade, profissionais da educação buscam oportunidades, ferramentas e alternativas pedagógicas, para que estejam melhores e mais preparados para caminharem em busca de uma educação de qualidade, e especialmente na escola pública,onde não se encontram recursos e apoio suficiente condizentes com a necessidade, é preciso pensar, refletir, planejar e buscar dentro do planejamento de ensino um alicerce entre teoria e prática dentro da escola, e nas atitudes pedagógicas do professor para além do aperfeiçoamento docente, buscar uma interligação dos objetivos dos sistemas de ensino com sua prática.

Tendo em vista os poucos investimentos que as políticas públicas do Brasil fazem para a educação, propriamente a educação pública, é preciso buscar alternativas acessíveis e presentes dentro da escola, para que os primeiros passos sejam dados em busca da melhor organização e qualidade escolar, e principalmente que beneficie o trabalho prático do professor, é possível ver no planejamento de ensino uma ferramenta inteligente para que professores e todos os agentes escolares, possam ter em suas mãos buscando um entendimento e uma previsão de suas práticas no cotidiano, e além disso, poder antever algumas atividades para desenvolvimento do trabalho pedagógico, especialmente, quando em alguma situação o professor se depara com os diversos paradigmas sociais presentes dentro da escola, na sala de aula, e os diversos fatores influenciadores que ocorrem no cotidiano escolar, que podem ser considerados na construção do planejamento de curso/disciplina, o professor também através dele pode ter em suas mãos o plano – (B).Além disso sabe se também que constantemente até pela transcendência social da escola, se encontra dentro da sala de aula uma diversidade muito grande de indivíduos, tanto na questão da inclusão, como a diversidade dos alunos que carregam expectativas variadas com relação a escola e a vida, este fato vem a concluir que o professor tem em sua classe e a gestão em sua escola, uma clientela heterogênea,mesmo as escolas particulares também terão dentro de suas escolas estes fatores que são reflexos da sociedade de hoje, sendo este, mais um motivo para a consideração e para a reflexão de um planejamento, envolvido com os objetivos e expectativas da escolas, e que levem em consideração não só fatores de ensino/aprendizagem, mais fatores sociais e fatores de contextualização da aprendizagem, e os eixos norteadores de toda ação prática dos conteúdos escolares de uma forma geral.



 

O professor dos dias atuais e o planejamento

Caracterizado como uma forma eficaz de organização da prática pedagógica do professor e da Escola, o planejamento muitas vezes passa por muitas questões relevantes ligadas a falta de comunicação de uma determinada unidade escolar, ou relações verticais entre gestores escolares e docentes, e muitos outros fatores influenciadores, que se deve levar em consideração, para que a culpa não fique somente nos professores, que em muitas vezes repete os planos de ensino dos anos anteriores, acrescentando pouca coisa a mais ou a menos.

A visão que o planejamento tem para a educação de hoje é que ele deixou de ser um documento burocrático e meramente opcional, que ainda em alguns sistemas de ensino serve como uma ferramenta de controle da ação pedagógica do professor, e passou a ser um fator central, e organizacional do desenvolvimento e andamento das escolas, em relação à previsão da ação do professor em sala de aula e fora dela,quanto em relação a previsão da escola,para que seus objetivos de ensino possam ser transformados em realidade. O planejamento de ensino proporciona desde demonstrar previamente procedimentos e caminhos que servirão de guia norteador da prática educativa,até a organização da instituição escolar como um todo, e da funcionalidade de todos estes itens interligados, prosseguindo juntos no decorrer do ano, trilhados pelo planejamento da unidade escolar, do curso, da disciplina e da aula, de forma subseqüente. Mas não se pode levar em consideração somente a teoria de uma forma utópica, e se esquecer que o professor e os agentes escolares, também encontram em sua prática, fatores que pode ou não interferir no trabalho docente e do andamento da escola que funciona através planejamentos, e que devem ser levados em consideração na hora da construção do mesmo, como;


 

  • Gestão democrática:

Muito se tem falado hoje, e procurado colocar em prática a democratização do acesso e permanência na escola, inclusive depois da criação da (LDB, 9394/96), vê em seu artigo 14 uma forma de administração escolar mais democrática e mais participativa, incluindo a participação de pais, alunos, professores, direção, comunidades, para uma maior participação dentro da escola em eventuais conselhos, projeto político pedagógico, participação na satisfação sobre os investimentos da verba escolar, enfim, a gestão democrática hoje é realidade dentro das escolas, e este princípio tornou se mais transparente e participativa as decisões da escola e sua administração, e permitiu que a relação com gestores e diretores de escola e sua equipe, fossem mais próximas. Mas é importante não esquecer que ainda hoje, muitas vezes em algumas instituições se encontram gestores, com atitudes autoritárias e centralizadoras, distantes da ação dos docentes, não trabalhando de uma forma participativa, mas resolvendo problemas sem o diálogo e a participação de todos, com isso é necessário que os professores na hora de construir um planejamento do seu ano letivo, levem em consideração se a escola possui uma gestão democrática com certa abertura apara os possíveis diálogos dos processos educativos ou uma gestão fechada, pois são através destes conceitos que certos projetos idealizados por docentes, muitas vezes poderão ou não ser colocados em prática, e caso não haja a participação do professor na formulação e atividades que fazem da escola um espaço social, dificilmente vai ser possível que o professor trabalhe a multidisciplinaridade na escola. “A própria sala de aula é um lugar de gestão e, principalmente de aprendizagem da gestão democrática, não só da escola, mas da vida. Exercitar a gestão democrática na escola é uma forma de ensinar e aprender”. (LUCKESI, 2007).



 

        • Comunidade escolar

A comunidade também é uma parte da sociedade, e sendo assim, a escola inserida dentro de uma comunidade consequentemente refletirá a identidade e características pertinentes a esta comunidade, como realidade socioeconômica, fatores regionais, ongs que possuem trabalhos voluntários, entre outros. As características da organização da comunidade no âmbito escolar estão determinadas pela organização e pela estrutura de gestão da escola, sendo que as atividades que a escola realiza de forma coletiva, são fundamentais para a identificação do pessoal com a escola, e vice versa. (ZABALA, 1998, p.114)

O que não se pode pensar é deixar a comunidade guiar predominantemente as estruturas e formas de como a escola caminha, a comunidade é um item muito importante presente dentro da escola hoje, inclusive depois da entrada da LDB 9394/1996, artigo 13 no inciso VI que prevê certa articulação entre professores famílias e comunidade, convidando as diversas formas de organização comunitária a participar dos eventos e agenda da escola,porém é importante ressaltar que o respeito mútuo, tanto da escola pela comunidade, quanto da comunidade pela a escola deve ser pensado em primeiro plano, principalmente pelo fator de valorização do professor como profissional, para que a comunidade não interfira no trabalho do professor dentro de sala de aula, e estabelecendo o respeito como primeiro plano.



 

  • Falta de Diálogo:

Muitas vezes, esse é um fato com que o professor se depara dentro dos sistemas de ensino, tanto para a construção do projeto político pedagógico de uma escola, quanto para a concretização de projetos escolares ou para a definição de datas festivas, ou sugestões de ações pedagógicas, não generalizando, mas é preciso considerar que esse fato, interfere no planejamento do professor também, pois muitas vezes ele não tem o apoio da escola, ou o trabalho da escola não lhe permite abertura para um trabalho dialogado ou com o respaldo da escola, em algumas escolas a falta de dialogo existe e muitas vezes dificulta, a execução de um projeto por exemplo algumas deixando professores de mãos abanadas, quando se vê em uma situação que precise do apoio da escola. O diálogo com toda a equipe escolar, é de suma importância, pois o planejamento de um curso por exemplo pode ser planejado com professores de uma mesma série juntos, ou até com professores de mesmo ciclo, levando em consideração o ensino fundamental de 9 anos,é importante dialogar,recriar, refletir, pois o espírito coletivo também deve estar dentro da ação pedagógica do professor tanto em sala de aula, como em suas relações dentro da escola, O diálogo oferece oportunidades,

Segundo Hernández (2002, p. 20),



 

Para expandir, reconsiderar uma questão, ou problema e procurar compreendê-lo de diferentes maneiras. O que, por sua vez, permite desenvolver a consciência de aprender e impulsionar estratégias de pensar sobre a própria aprendizagem. Além disso, a partir do diálogo, enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise, a interpretação e a reorganização do conhecimento.



 

Portanto, levando em conta que as relações estabelecidas com outros professores, gestores e agentes educacionais, sejam um pouco desgastantes devido aos diferentes pontos de vista, é importante destacar que é a partir dos conflitos gerados pelo diálogo, e pela exposição dos diferentes pontos de vista, é possível chegar a um amadurecimento de novas idéias e conceitos, e assim caminhar para uma possível organização final de um planejamento, com múltiplos caminhos e com um certo crescimento.



 

  • Realidade Escolar e social:

Dentro das perspectivas que a escola trabalha hoje, e as teorias educacionais como construtivismo, e sócio-construtivismo, e outras teorias baseadas na forma como o aluno aprende e não mais na forma como se ensina, dentro dos referenciais de ensino, em que o professor deve basear se para fazer seu planejamento do curso ou disciplina, é muito importante que ele considere a realidade do contexto em que a escola esta inserida, pois muitas vezes ele tem proposto certos conteúdos específicos para uma determinada série ou ano, mas quando se depara com a realidade da classe, seja na forma regional, ou no nível de aprendizagem em que os alunos encontram, o professor neste momento deve entrar em ação, e adaptar todo este conteúdo, levando em consideração a defasagem escolar, quanto a adaptação a itens regionais, como por exemplo, situações de aprendizagem que enfatizem a cultura regional, como exemplo aqui na cidade de Ribeirão Preto estudar, a cultura da cana de açúcar, ou comunidades ribeirinhas , ou de praias estudar a cultura da pesca, fatores assim devem ser considerados, caso contrário, o planejamento será uma ferramenta contra o professor, se seus construtores não pensarem em todos estes contextos educacionais.É preciso também que o multiculturalismo e a diversidade de gêneros (étnico-raciais) presente dentro das escolas não seja desprezado pelos sistemas de ensino e nem pelo professor dentro da sala de aula, pois é possível tornar as diferenças significativas, é possível reconhecer o universo cultural dos alunos no âmbito escolar, superando expectativas e mostrar que é possível promover a aprendizagem de todos, independentemente de raça, classe social, sexo ou padrões culturais. Esta conscientização na prática docente deve ter em vista as representações de ações e dos saberes envolvidos de forma que se incorporem as iniciativas de ruptura com a homogeneização cultural e se combatam as expectativas negativas com relação àqueles cujos padrões culturais não correspondem aos dominantes.



 

  • Evitar desperdiçar o tempo didático

O tempo que o professor tem para o seu efetivo trabalho dentro de sala de aula, também deve ser levado em consideração quando se planeja algumas atividades, pois dentro das determinações de séries/ano ou disciplinas elas seguem um cronograma de aulas determinados, e organizados por horários de aula, ou horários de hora/aulas, sendo desta forma, o professor ao estabelecer as diretrizes de seu planejamento no começo do ano, ou durante o ano e ao fazer o plano de aula semanal/mensal, deve levar em consideração o tempo disponível dentro de sala, ou se a aula for fora da sala, ou ainda aula externa, os profissionais devem ser cautelosos, para que o tempo didático não seja desperdiçado, ou seja, ao planejar uma atividade que passe do tempo previsto, o professor ou educador faz dela uma atividade incompleta, ou deixa de fazer com que os objetivos da aula sejam atingidos. Tempo hoje é valioso, e para ser usado de forma inteligente, é preciso que professores e outros agentes educacionais levem em consideração a atividade de acordo com o tempo previsto na hora de estabelecer seus planejamentos.



 

  • Flexibilidade do Planejamento

Dentro do contexto escolar e social que se vive nos dias atuais, é de suma importância que professores e todos envolvidos em ações educativas, leve em conta a flexibilidade como um fator de competência dos profissionais, e a flexibilidade do planejamento, não só pela flexibilidade ser algo que a educação pede hoje como competência dos profissionais, mas pelo fato da ação educativa estar ligada com a ação dialógica como requisito básico para um trabalho de qualidade e todas as transformações do mundo moderno aliado a era da informação, a internet, esses fatores permitem que muitos conhecimentos cheguem as casas dos alunos, a flexibilidade deve situações que os professores criam para o desenvolvimento de um olhar crítico, reflexivo e transformador de seus alunos, por isso além de estar presente nestes momentos, dentro de sala e nas competências de um professor também devem estar presente no planejamento, para que a execução da ação pedagógica deixe espaços para uma possível reestruturação e revisão, caso aquilo que se tenha planejado não esteja percorrendo os caminhos corretos e alcançando os objetivos traçados, podendo dar um passo atrás e replanejar, reorientar seus passos ao invés de improvisar.

A flexibilidade é uma característica fundamental para os planejamentos, pois desta forma ele fica passível de uma nova transformação e adaptação a situações novas que surgirem no cotidiano escolar. “Todo plano que não obedecer ao princípio da flexibilidade, que não possa ser mudado ou reestruturado, quando necessário está fadado ao fracasso, podendo se tornar um meio de dominação’’. (MENEGOLLA; SANT’ANNA,2009).



 

Diferenças de planejamento, plano e projeto.

Enquanto que o planejamento é o fator, o plano e o projeto são os produtos, mais objetivamente através do planejamento é possível o direcionamento, o alicerce, os caminhos da ação pedagógica, a reflexão, a reorientação, a sistematização, podendo ser feito, de forma única, ou de forma coletiva, o plano é mais direto e específico, mas depende de um planejamento de Escola/curso, para que ele seja fundamentado.

Como documento, o planejamento de uma série ou ano deve apresentar alguns aspectos como;

  • Identificação da Escola

  • Objetivos (Geral e específico)

  • Conteúdos

  • Estratégias

  • Recursos

  • Cronograma

  • Avaliação



 

Plano de aula (diário/semanal/mensal) pode ser realizado, pelo professor individual da série/ano ou da disciplina, ou por mais de um professor de uma série ou ciclo sendo um plano compartilhado, e deve levar em consideração também;

  • Identificação da instituição

  • Professor (a) responsável

  • Disciplina (s) lecionada

  • Série/ano/disciplina

  • Período

  • Número de aulas por dia/semana/mês

  • Número de alunos

  • Característica do grupo

  • Objetivos

  • Conteúdos norteadores e conteúdos específicos

  • Desenvolvimento

  • Avaliação ou técnicas avaliativas

  • Referências/Bibliografia



 

Já os projetos que acontecem durante o ano muitas vezes podem ser frutos do professor dentro de um determinado grupo, com disciplinas inter-relacionadas, ou do diretor para com a escola, e geralmente tem um tema especifico que engloba todos na ação, a escola, professores e alunos, os projetos podem surgir a partir da necessidade do professor trabalhar um tema dentro de uma disciplina/série/ano, com isso pode levar em consideração a interdisciplinaridade, trabalhando o tema em mais de uma disciplina, ou projetos disciplinares, que engloba apenas uma disciplina em específico, portanto pode se perceber que os projetos aparecem durante o ano na medida em que os planos de aula vão sendo executados, ou em virtude de festas, e datas comemorativas, entre outros.



 

A importância da formação continuada de professores:

A formação continuada de professores é hoje algo que se comenta muito, sendo muito importante se pensar nisso, para poder também pensar na melhora da qualidade da educação, quanto também na sua funcionalidade, o planejamento é uma ferramenta que necessária, e deve ser construído em conjunto com os objetivos da escola, e da forma como a escola pensa, neste sentido muitas vezes, quando se pensa que é preciso que o planejamento seja feito de uma forma mais condizente coma prática, e levando em consideração os fatores externos, muitos professores que estão a muito tempo na prática escolar, ou a aqueles que não tiveram a formação integral adequada não conseguem enxergar no planejamento, uma proposta para a melhoria da prática escolar, por isso, é preciso que as secretarias tanto municipais, ou estaduais, quanto sistemas particulares de ensino, ofereçam cursos de aperfeiçoamento e qualificação para professores poderem estar lidando melhor com a questão do planejamento, é preciso que seja oferecido este conhecimento para o professores poderem dispor desta ferramenta indispensável, talvez em uma parte seja por causa da falta de informação ou conhecimento que muitos professores, ainda realizam seus planejamentos de forma técnica e burocrática, levando em consideração que em muitos casos não lhe foi dada a oportunidade de aprender, e entender o processo do planejamento, como um dos caminhos da ação docente em conjunto com os caminhos da escola.



 

Conclusão

Apesar de toda luta para conquistar uma mudança no perfil da educação que busque qualidade, cidadania e mais democrática, deve se perceber que apesar de as concretizações das ações educativas no Brasil andarem mais devagar, não se pode pensar em utopia, devem se ver estes avanços de forma positiva, como por exemplo, o plano decenal da educação que tem seu vencimento em 2010, tendo como objetivos para a educação básica, bem traçados, objetivando a formação de todo o professor em nível superior, este vem a demonstrar, que sugeriu muitos avanços para a educação brasileira, é preciso parar de criticar e agir em prol da educação, pensar e fazer a sua parte, sugerir, participar, mais que isso, refletir.”O sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura com seu gesto a relação dialógica em que se confirma como inquietação e curiosidade,como inconclusão em permanente movimento na história.” (FREIRE,1996, p.136) .

Tudo o que se pensa e tudo o que se sonha, e que se idealiza como objetivos educacionais devem ser idealizados, pois se não forem idealizadores repetiremos todo ano, as mesmas práticas sem repensar, em mais um ano, sem refletir, sem agir, em suma, todas as conquistas que se tem nos dias de hoje, já foram idealizadas antigamente, por isso todos os profissionais da educação, devem sonhar, agir, refletir e idealizar, sua participação dentro da educação, para ir em busca de uma educação de maior qualidade e mais participativa e a cima de tudo dialógica.


 


 

Refêrencias
 

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LEI 9394/96. Brasília: Congresso Nacional, 1996.
 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia - Saberes Necessários à Prática Educativa São Paulo:Editora Paz e Terra,1996.
 

HERNÁNDEZ, F. O diálogo como mediador da aprendizagem e da construção do sujeito na sala de aula. Pátio Revista Pedagógica, Porto Alegre, Artmed, Ano VI, v. 22, jul/ago 2002.
 

LUCKESI, Carlos Cipriano. Gestão Democrática da escola, ética e sala de aula. ABC Educatio, n. 64. São Paulo: Criarp, 2007.
 

MENEGOLLA,Maximiliano,SANT’ANNA, Ilza Martins.Por que planejar? : como Planejar? : currículo, área, aula.17. ed. – Petrópolis, RJ:Vozes, 2009.
 

PERRENOUD, Philippe.Pedagogia nas escolas das diferenças, A fragmentos da sociologia do fracasso.2.ed. Artmed.2001.
 

VASCONCELOS, Celso dos S.: Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula e na escola, 3.ed.,Libertad, 1994.
 

ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2007.
 

 

Como citar este artigo:
POLTRONIERI, Roberta. Planejamento escolar, uma oportunidade para a reflexão da ação pedagógica. Revista P@rtes (São Paulo). V.00. P.eletrônica. Novembro de 2009. ISSN 1678-8419. Disponível em <www.partes.com.br/educacao/planejamentoescolar.asp>. Acesso em _/_/_.
 

 

 
  

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