Resumo:
Este artigo tem o objetivo de esclarecer e mostrar como o
planejamento escolar, pode ser uma ferramenta muito importante para
os professores, equipe escolar e para a escola, objetivando e
viabilizando todas as ações pedagógicas que se pretende, e mais que
isso, antecipar de forma organizada todas as etapas do trabalho
escolar, correlacionando os procedimentos e objetivos dos sistemas
de ensino interligados dentro do planejamento. Visa também
demonstrar os vários fatores que devem ser considerados dentro da
escola, na hora da elaboração do mesmo, as fases do planejamento, a
diferenciação dos diferentes tipos de planejamento e plano, e também
como ele pode ser importante para nortear a formação continuada de
professores, visto que no planejamento
é possível aliar teoria e prática.
Palavras-chave:
Planejamento, escolar, objetivos, professores, plano.
Abstract:
This
article aims to clarify and show how the planning school can be a
very important tool for teachers, school staff and the school, thus
enabling and every action that is intended, and more than that, in
order to anticipate organized all stages of school work, correlating
the procedures and objectives of education systems interconnected in
the planning. It also aims to demonstrate the various factors that
must be considered within the school, at the time of preparing the
same, the phases of planning, the differentiation of different types
of planning and layout, and also how it can be important to guide
the continuing education of teachers since the planning is possible
to combine theory and practice.
Key
Words: planning, education, goals, teachers plan
Introdução
Acredita-se que o momento
que se vive atualmente resulta de um cenário complexo de
transformações culturais, sociais, e que reflete diretamente na
educação, isto envolve um momento de incerteza que determina boa
parte dos discursos atuais e neoliberais, que concretiza uma
globalização excludente e ao mesmo tempo a democratização do acesso
à escola se tornando realidade. Levando em consideração todo este
cenário, e toda luta por uma educação de melhor qualidade, a
sociedade se volta para a escola voltando a vê-la com grande
expectativa, haja vista que nos dias de hoje os indivíduos precisam
da escola para terem melhores oportunidades de trabalhos, melhores
salários, e consequentemente através de uma boa formação, possa
haver também uma possível ascensão social. De outro lado, dentro do
cenário escolar envolvido com esta realidade, profissionais da
educação buscam oportunidades, ferramentas e alternativas
pedagógicas, para que estejam melhores e mais preparados para
caminharem em busca de uma educação de qualidade, e especialmente na
escola pública,onde não se encontram recursos e apoio suficiente
condizentes com a necessidade, é preciso pensar, refletir, planejar
e buscar dentro do planejamento de ensino um alicerce entre teoria e
prática dentro da escola, e nas atitudes pedagógicas do professor
para além do aperfeiçoamento docente, buscar uma interligação dos
objetivos dos sistemas de ensino com sua prática.
Tendo em vista os poucos
investimentos que as políticas públicas do Brasil fazem para a
educação, propriamente a educação pública, é preciso buscar
alternativas acessíveis e presentes dentro da escola, para que os
primeiros passos sejam dados em busca da melhor organização e
qualidade escolar, e principalmente que beneficie o trabalho prático
do professor, é possível ver no planejamento de ensino uma
ferramenta inteligente para que professores e todos os agentes
escolares, possam ter em suas mãos buscando um entendimento e uma
previsão de suas práticas no cotidiano, e além disso, poder antever
algumas atividades para desenvolvimento do trabalho pedagógico,
especialmente, quando em alguma situação o professor se depara com
os diversos paradigmas sociais presentes dentro da escola, na sala
de aula, e os diversos fatores influenciadores que ocorrem no
cotidiano escolar, que podem ser considerados na construção do
planejamento de curso/disciplina, o professor também através dele
pode ter em suas mãos o plano – (B).Além disso sabe se também que
constantemente até pela transcendência social
da escola, se encontra dentro da sala de aula uma diversidade
muito grande de indivíduos, tanto na questão da inclusão, como a
diversidade dos alunos que carregam expectativas variadas com
relação a escola e a vida, este fato vem a concluir que o professor
tem em sua classe e a gestão em sua escola, uma clientela
heterogênea,mesmo as escolas particulares também terão dentro de
suas escolas estes fatores que são reflexos da sociedade de hoje,
sendo este, mais um motivo para a consideração e para a reflexão de
um planejamento, envolvido com os objetivos e expectativas da
escolas, e que levem em consideração não só fatores de
ensino/aprendizagem, mais fatores sociais e fatores de
contextualização da aprendizagem, e os eixos norteadores de toda
ação prática dos conteúdos escolares de uma forma geral.
O professor dos dias
atuais e o planejamento
Caracterizado como uma
forma eficaz de organização da prática pedagógica do professor e da
Escola, o planejamento muitas vezes passa por muitas questões
relevantes ligadas a falta de comunicação de uma determinada unidade
escolar, ou relações verticais entre gestores escolares e docentes,
e muitos outros fatores influenciadores, que se deve levar em
consideração, para que a culpa não fique somente nos professores,
que em muitas vezes repete os planos de ensino dos anos anteriores,
acrescentando pouca coisa a mais ou a menos.
A visão que o planejamento
tem para a educação de hoje é que ele deixou de ser um documento
burocrático e meramente opcional, que ainda em alguns sistemas de
ensino serve como uma ferramenta de controle da ação pedagógica do
professor, e passou a ser um fator central, e organizacional do
desenvolvimento e andamento das escolas, em relação à previsão da
ação do professor em sala de aula e fora dela,quanto em relação a
previsão da escola,para que seus objetivos de ensino possam ser
transformados em realidade. O planejamento de ensino proporciona
desde demonstrar previamente procedimentos e caminhos que servirão
de guia norteador da prática educativa,até a organização da
instituição escolar como um todo, e da funcionalidade de todos estes
itens interligados, prosseguindo juntos no decorrer do ano,
trilhados pelo planejamento da unidade escolar, do curso, da
disciplina e da aula, de forma subseqüente. Mas não se pode levar em
consideração somente a teoria de uma forma utópica, e se esquecer
que o professor e os agentes escolares, também encontram em sua
prática, fatores que pode ou não interferir no trabalho docente e do
andamento da escola que funciona através planejamentos, e que devem
ser levados em consideração na hora da construção do mesmo, como;
Muito se tem falado hoje,
e procurado colocar em prática a democratização do acesso e
permanência na escola, inclusive depois da criação da (LDB,
9394/96), vê em seu artigo 14 uma forma de administração escolar
mais democrática e mais participativa, incluindo a participação de
pais, alunos, professores, direção, comunidades, para uma maior
participação dentro da escola em eventuais conselhos, projeto
político pedagógico, participação na satisfação sobre os
investimentos da verba escolar, enfim, a gestão democrática hoje é
realidade dentro das escolas, e este princípio tornou se mais
transparente e participativa as decisões da escola e sua
administração, e permitiu que a relação com gestores e diretores de
escola e sua equipe, fossem mais próximas. Mas é importante não
esquecer que ainda hoje, muitas vezes em algumas instituições se
encontram gestores, com atitudes autoritárias e centralizadoras,
distantes da ação dos docentes, não trabalhando de uma forma
participativa, mas resolvendo problemas sem o diálogo e a
participação de todos, com isso é necessário que os professores na
hora de construir um planejamento do seu ano letivo, levem
em consideração se a escola possui uma gestão democrática com
certa abertura apara os possíveis diálogos dos processos educativos
ou uma gestão fechada, pois são através destes conceitos que certos
projetos idealizados por docentes, muitas vezes poderão ou não ser
colocados em prática, e caso não haja a participação do professor na
formulação e atividades que fazem da escola um espaço social,
dificilmente vai ser possível que o professor trabalhe a
multidisciplinaridade na escola. “A própria sala de aula é um lugar
de gestão e, principalmente de aprendizagem da gestão democrática,
não só da escola, mas da vida. Exercitar a gestão democrática na
escola é uma forma de ensinar e aprender”. (LUCKESI, 2007).
A comunidade também é uma
parte da sociedade, e sendo assim, a escola inserida dentro de uma
comunidade consequentemente refletirá a identidade e características
pertinentes a esta comunidade, como realidade socioeconômica,
fatores regionais, ongs que possuem trabalhos voluntários, entre
outros. As características da organização da comunidade no âmbito
escolar estão determinadas pela organização e pela estrutura de
gestão da escola, sendo que as atividades que a escola realiza de
forma coletiva, são fundamentais para a identificação do pessoal com
a escola, e vice versa. (ZABALA, 1998, p.114)
O que não se pode pensar é
deixar a comunidade guiar predominantemente as estruturas e formas
de como a escola caminha, a comunidade é um item muito importante
presente dentro da escola hoje, inclusive depois da entrada da LDB
9394/1996, artigo 13 no inciso VI que prevê certa articulação entre
professores famílias e comunidade, convidando as diversas formas de
organização comunitária a participar dos eventos e agenda da
escola,porém é importante ressaltar que o respeito mútuo, tanto da
escola pela comunidade, quanto da comunidade pela a escola deve ser
pensado em primeiro plano, principalmente pelo fator de valorização
do professor como profissional, para que a comunidade não interfira
no trabalho do professor dentro de sala de aula, e estabelecendo o
respeito como primeiro plano.
Muitas vezes, esse é um
fato com que o professor se depara dentro dos sistemas de ensino,
tanto para a construção do projeto político pedagógico de uma
escola, quanto para a concretização de projetos escolares ou para a
definição de datas festivas, ou sugestões de ações pedagógicas, não
generalizando, mas é preciso considerar que esse fato, interfere no
planejamento do professor também, pois muitas vezes ele não tem o
apoio da escola, ou o trabalho da escola não lhe permite abertura
para um trabalho dialogado ou com o respaldo da escola, em algumas
escolas a falta de dialogo existe e muitas vezes dificulta, a
execução de um projeto por exemplo algumas deixando professores de
mãos abanadas, quando se vê em uma
situação que precise do apoio da escola. O diálogo com toda a equipe
escolar, é de suma importância, pois o planejamento de um curso por
exemplo pode ser planejado com professores de uma mesma série
juntos, ou até com professores de mesmo ciclo, levando em
consideração o ensino fundamental de 9 anos,é importante
dialogar,recriar, refletir, pois o espírito coletivo também deve
estar dentro da ação pedagógica do professor tanto em sala de aula,
como em suas relações dentro da escola, O diálogo oferece
oportunidades,
Segundo Hernández (2002,
p. 20),
Para expandir, reconsiderar uma questão, ou problema e procurar
compreendê-lo de diferentes maneiras. O que, por sua vez, permite
desenvolver a consciência de aprender e impulsionar estratégias de
pensar sobre a própria aprendizagem. Além disso, a partir do
diálogo, enfatiza-se a reflexão, a investigação crítica, a análise,
a interpretação e a reorganização do conhecimento.
Portanto, levando em conta
que as relações estabelecidas com outros professores, gestores e
agentes educacionais, sejam um pouco desgastantes devido aos
diferentes pontos de vista, é importante destacar que é a partir dos
conflitos gerados pelo diálogo, e pela exposição dos diferentes
pontos de vista, é possível chegar a um amadurecimento de novas
idéias e conceitos, e assim caminhar para uma possível organização
final de um planejamento, com múltiplos caminhos e com um certo
crescimento.
Dentro das perspectivas
que a escola trabalha hoje, e as teorias educacionais como
construtivismo, e sócio-construtivismo, e outras teorias baseadas na
forma como o aluno aprende e não mais na forma como se ensina,
dentro dos referenciais de ensino, em que o professor deve basear se
para fazer seu planejamento do curso ou disciplina, é muito
importante que ele considere a realidade do contexto em que a escola
esta inserida, pois muitas vezes ele tem proposto certos conteúdos
específicos para uma determinada série ou ano, mas quando se depara
com a realidade da classe, seja na forma regional, ou no nível de
aprendizagem em que os alunos encontram, o professor neste momento
deve entrar em ação, e adaptar todo este conteúdo, levando em
consideração a defasagem escolar, quanto a adaptação a itens
regionais, como por exemplo, situações de aprendizagem que enfatizem
a cultura regional, como exemplo aqui na cidade de Ribeirão Preto
estudar, a cultura da cana de açúcar, ou comunidades ribeirinhas ,
ou de praias estudar a cultura da pesca, fatores assim devem ser
considerados, caso contrário, o planejamento será uma ferramenta
contra o professor, se seus construtores não pensarem em todos estes
contextos educacionais.É preciso também que o multiculturalismo e a
diversidade de gêneros (étnico-raciais) presente dentro das escolas
não seja desprezado pelos sistemas de ensino e nem pelo professor
dentro da sala de aula, pois é possível tornar as diferenças
significativas, é possível reconhecer o universo cultural dos alunos
no âmbito escolar, superando expectativas e mostrar que é possível
promover a aprendizagem de todos, independentemente de raça, classe
social, sexo ou padrões culturais. Esta conscientização na prática
docente deve ter em vista as representações de ações e dos saberes
envolvidos de forma que se incorporem as iniciativas de ruptura com
a homogeneização cultural e se combatam as expectativas negativas
com relação àqueles cujos padrões culturais não correspondem aos
dominantes.
O tempo que o professor
tem para o seu efetivo trabalho dentro de sala de aula, também deve
ser levado em consideração quando se planeja algumas atividades,
pois dentro das determinações de séries/ano ou disciplinas elas
seguem um cronograma de aulas determinados, e organizados por
horários de aula, ou horários de hora/aulas, sendo desta forma, o
professor ao estabelecer as diretrizes de seu planejamento no começo
do ano, ou durante o ano e ao fazer o plano de aula semanal/mensal,
deve levar em consideração o tempo disponível dentro de sala, ou se
a aula for fora da sala, ou ainda aula externa, os profissionais
devem ser cautelosos, para que o tempo didático não seja
desperdiçado, ou seja, ao planejar uma atividade que passe do tempo
previsto, o professor ou educador faz dela uma atividade incompleta,
ou deixa de fazer com que os objetivos da aula sejam atingidos.
Tempo hoje é valioso, e para ser usado de forma inteligente, é
preciso que professores e outros agentes educacionais levem em
consideração a atividade de acordo com o tempo previsto na hora de
estabelecer seus planejamentos.
Dentro do contexto escolar
e social que se vive nos dias atuais, é de suma importância que
professores e todos envolvidos em ações educativas, leve em conta a
flexibilidade como um fator de competência dos profissionais, e a
flexibilidade do planejamento, não só pela flexibilidade ser algo
que a educação pede hoje como competência dos profissionais, mas
pelo fato da ação educativa estar ligada com a ação dialógica como
requisito básico para um trabalho de qualidade e todas as
transformações do mundo moderno aliado a era da informação, a
internet, esses fatores permitem que muitos conhecimentos cheguem as
casas dos alunos, a flexibilidade deve situações que os professores
criam para o desenvolvimento de um olhar crítico, reflexivo e
transformador de seus alunos, por isso além de estar presente nestes
momentos, dentro de sala e nas competências de um professor também
devem estar presente no planejamento, para que a execução da ação
pedagógica deixe espaços para uma possível reestruturação e revisão,
caso aquilo que se tenha planejado não esteja percorrendo os
caminhos corretos e alcançando os objetivos traçados, podendo dar um
passo atrás e replanejar, reorientar seus passos ao invés de
improvisar.
A flexibilidade é uma
característica fundamental para os planejamentos, pois desta forma
ele fica passível de uma nova transformação e adaptação a situações
novas que surgirem no cotidiano escolar. “Todo plano que não
obedecer ao princípio da flexibilidade, que não possa ser mudado ou
reestruturado, quando necessário está fadado ao fracasso, podendo se
tornar um meio de dominação’’. (MENEGOLLA; SANT’ANNA,2009).
Diferenças de
planejamento, plano e projeto.
Enquanto que o
planejamento é o fator, o plano e o projeto são os produtos, mais
objetivamente através do planejamento é possível o direcionamento, o
alicerce, os caminhos da ação pedagógica, a reflexão, a
reorientação, a sistematização, podendo ser feito, de forma única,
ou de forma coletiva, o plano é mais direto e específico, mas
depende de um planejamento de Escola/curso, para que ele seja
fundamentado.
Como documento, o
planejamento de uma série ou ano deve apresentar alguns aspectos
como;
Plano de aula
(diário/semanal/mensal) pode ser realizado, pelo professor
individual da série/ano ou da disciplina, ou por mais de um
professor de uma série ou ciclo sendo um plano compartilhado, e deve
levar em consideração também;
-
Identificação da
instituição
-
Professor (a)
responsável
-
Disciplina (s) lecionada
-
Série/ano/disciplina
-
Período
-
Número de aulas por
dia/semana/mês
-
Número de alunos
-
Característica do grupo
-
Objetivos
-
Conteúdos norteadores e
conteúdos específicos
-
Desenvolvimento
-
Avaliação ou técnicas
avaliativas
-
Referências/Bibliografia
Já os projetos que
acontecem durante o ano muitas vezes podem
ser frutos do professor dentro de um determinado grupo, com
disciplinas inter-relacionadas, ou do diretor para com a escola, e
geralmente tem um tema especifico que engloba todos na ação, a
escola, professores e alunos, os projetos podem surgir a partir da
necessidade do professor trabalhar um tema dentro de uma
disciplina/série/ano, com isso pode levar em consideração a
interdisciplinaridade, trabalhando o tema em mais de uma disciplina,
ou projetos disciplinares, que engloba apenas uma disciplina em
específico, portanto pode se perceber que os projetos aparecem
durante o ano na medida em que os planos de aula vão sendo
executados, ou em virtude de festas, e datas comemorativas, entre
outros.
A importância da
formação continuada de professores:
A formação continuada de
professores é hoje algo que se comenta muito, sendo muito importante
se pensar nisso, para poder também pensar na melhora da qualidade da
educação, quanto também na sua funcionalidade, o planejamento é uma
ferramenta que necessária, e deve ser construído em conjunto com os
objetivos da escola, e da forma como a escola pensa, neste sentido
muitas vezes, quando se pensa que é preciso que o planejamento seja
feito de uma forma mais condizente coma prática, e levando em
consideração os fatores externos, muitos professores que estão a
muito tempo na prática escolar, ou a aqueles que não tiveram a
formação integral adequada não conseguem enxergar no planejamento,
uma proposta para a melhoria da prática escolar, por isso, é preciso
que as secretarias tanto municipais, ou estaduais, quanto sistemas
particulares de ensino, ofereçam cursos de aperfeiçoamento e
qualificação para professores poderem estar lidando melhor com a
questão do planejamento, é preciso que seja oferecido este
conhecimento para o professores poderem dispor desta ferramenta
indispensável, talvez em uma parte seja por causa da falta de
informação ou conhecimento que muitos professores, ainda realizam
seus planejamentos de forma técnica e burocrática, levando em
consideração que em muitos casos não lhe foi dada a oportunidade de
aprender, e entender o processo do planejamento, como um dos
caminhos da ação docente em conjunto com os caminhos da escola.
Conclusão
Apesar de toda luta para
conquistar uma mudança no perfil da educação que busque qualidade,
cidadania e mais democrática, deve se perceber que apesar de as
concretizações das ações educativas no Brasil andarem mais devagar,
não se pode pensar em utopia, devem se ver estes avanços de forma
positiva, como por exemplo, o plano decenal da educação que tem seu
vencimento em 2010, tendo como objetivos para a educação básica, bem
traçados, objetivando a formação de todo o professor em nível
superior, este vem a demonstrar, que sugeriu muitos avanços para a
educação brasileira, é preciso parar de criticar e agir em prol da
educação, pensar e fazer a sua parte, sugerir, participar, mais que
isso, refletir.”O sujeito que se abre ao mundo e aos outros inaugura
com seu gesto a relação dialógica em que se confirma como
inquietação e curiosidade,como inconclusão em permanente movimento
na história.” (FREIRE,1996, p.136) .
Tudo o que se pensa e tudo
o que se sonha, e que se idealiza como objetivos educacionais devem
ser idealizados, pois se não forem idealizadores repetiremos todo
ano, as mesmas práticas sem repensar, em mais um ano, sem refletir,
sem agir, em suma, todas as conquistas que se tem nos dias de hoje,
já foram idealizadas antigamente, por isso todos os profissionais da
educação, devem sonhar, agir, refletir e idealizar, sua participação
dentro da educação, para ir em busca de uma educação de maior
qualidade e mais participativa e a cima de tudo dialógica.
Refêrencias
BRASIL. Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LEI 9394/96. Brasília:
Congresso Nacional, 1996.
FREIRE, Paulo.
Pedagogia da Autonomia - Saberes Necessários à Prática Educativa
São Paulo:Editora Paz e Terra,1996.
HERNÁNDEZ, F. O
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LUCKESI, Carlos Cipriano.
Gestão Democrática da escola, ética e sala de aula. ABC
Educatio, n. 64. São Paulo: Criarp, 2007.
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Ilza Martins.Por que planejar? : como Planejar? : currículo, área,
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PERRENOUD, Philippe.Pedagogia
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Construção da disciplina consciente e interativa na sala de aula
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ZABALA, Antoni. A
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