RESUMO: O presente artigo propulsiona uma discussão a cerca da
temática das altas habilidades/superdotação, sob prisma do não
reconhecimento dos talentos e principalmente das influências e
implicações das emoções para
o
desenvolvimento potencial desses
sujeitos, sobretudo seu reconhecimento pelos educadores no
contexto escolar. Pode-se evidenciar que atuação do educador é de suma
importância para que proporcione a esses indivíduos um ambiente
facilitador
de aprendizagens reconhecendo as características específicas do
comportamento desse alunado e das implicâncias da esfera emocional
para desenvolvimento global dos mesmos.
PALAVRAS-CHAVE:
altas
habilidades/superdotação; emoções,
reconhecimento, aprendizagem, potencialidades.
Resumen:
Este trabajo se enciende un debate sobre el tema de la alta
capacidad / niños superdotados, bajo el prisma de no
reconocimiento de los talentos y sobre todo la influencia de las
emociones y las consecuencias potenciales para el desarrollo de
estos temas, en particular su reconocimiento por parte de los
educadores en el contexto escolar.
Se concluye que el papel del educador es importante que sudar para
proporcionar a estos individuos de un entorno para facilitar el
aprendizaje mediante el reconocimiento de las características de
la conducta de estos estudiantes y de las implicaciones
emocionales de desarrollo global para ellos.
PALABRAS CLAVE: alta capacidad / talento, las emociones, el
reconocimiento, el aprendizaje, el potencial de
Há alguns anos, o discurso na esfera educacional, principalmente
relacionado às altas habilidades/superdotação vem tomado espaço
frente ao contexto no ensino, primeiramente, sob prisma
internacional e, nas últimas décadas, embora em processo “tímido”
de constituição, em âmbito nacional. Dentro dessa área específica
da educação especial, podemos destacar os estudos sobre
inteligência e conceituação do fenômeno da superdotação. Conceitos
que se entrelaçam e buscam caracterizar de uma forma particular o
desenvolvimento do sujeito que possui altas habilidades/superdotação.
A referida temática, em nosso país, está em processo de
construção: seja de novos discursos, da compreensão da importância
da identificação, como também de uma pratica inclusiva que atenda
as necessidades educacionais dos sujeitos que possuem altas
habilidades/superdotação, isto é, para que sejam assistidos quanto
seu desenvolvimento cognitivo, social e emocional.
Os sujeitos que possuem altas habilidades/superdotação, apresentam
características próprias de personalidade e ritmos de aprendizagem
e, muitas vezes podem ser confundidos e rotulados por hiperativos,
“alunos-problema”. Desse modo podemos referir que se a escola não
lhes garante incentivo ao desenvolvimento potencial e
sócio-emocional, esse aluno não permanecerá nesse ambiente por
muito tempo ou não avançará potencialmente suas habilidades. Em
encontro com essa afirmativa, podemos fazer referência às
estatísticas de evasão escolar e ainda, do aumento de meios
intelectuais a favor da criminalidade.
Segundo Renzulli (2004), existem dois tipos de superdotação: a
superdotação escolar ou acadêmica e a superdotação
produtivo-criativo. A primeira é facilmente identificada, pois
pode ser mensurada por testes padronizados, podemos inferir que
esse tipo de superdotação é mais valorizado nas situações de
aprendizagem escolar, visto que a escola prioriza as habilidades
dedutivas (habilidades analíticas) ao invés das indutivas (que se
caracterizam pelo desenvolvimento de habilidades criativas e
praticas).
A segunda, superdotação produtivo-criativo, caracteriza-se por
aspectos do envolvimento humano onde há incentivo de idéias,
originalidade, enfim na criação de produtos ou conceitos
referentes à aprendizagem pratica. Assim, indivíduos com esse
perfil caracterizam-se por serem criativos e originais em suas
idéias. Por esse motivo são pouco valorizados pela escola, pois
seus interesses estão além do que é proposto.
Ainda podemos ressaltar que os fatores decorrentes da não
identificação desses alunos por parte dos professores, enfim da
instituição Escola, em geral, ocasionam mitos em relação à
aprendizagem desses sujeitos, tais como: são “super” em tudo que
empreendem, há o pensamento de que são adultos em miniatura,
decorrente da incompreensão de que habilidade acima da média nem
sempre está correlacionada com maturidade emocional. Além de não
serem valorizadas a diferentes nuances da inteligência, isto é,
habilidades artísticas, cinestésico-corporais, musicais,
naturalistas, enfim, áreas do conhecimento que o currículo escolar
muitas vezes não contempla ou trabalha superficialmente. Isso pode
fazer com que estes talentos sejam desperdiçados e não
encorajados.
Do mesmo modo a identificação destes sujeitos que possuem
altas habilidades pode levantar dúvidas quanto a sua relevância.
Dessa forma, a identificação não pode ser considerada como quesito
parcial para estigmatização do sujeito que possui altas
habilidades, mas sim como meio eficaz para possibilitar a esse
sujeito um atendimento educacional especializado, como consta nos
parâmetros legais da Política de Educação Inclusiva (2008). Isto é
para que lhe seja oportunizado alternativas de enriquecimento,
aprofundamento de conceitos e desenvolvimento de habilidades
diversas.
Podemos ressaltar que há pouco interesse do professores em
investigar e conhecer os alunos com altas habilidades/superdotação
e, tem se pensado muito na inclusão educacional, e essa parcela
que também é caracterizada por possuir necessidades especiais em
seu processo de aprendizagem tem sido esquecida. Isso decorre pelo
fato de que as discussões em “moda” no momento se dirigem aos
sujeitos que possuem déficit cognitivo.
Esse o não “olhar” ao desenvolvimento desses indivíduos pode
ocasionar o não encorajamento do potencial intelectual, social e
emocional. Principalmente aspectos relacionados ao desenvolvimento
psicossocial, desencadeando a reação de negação das habilidades,
muitas vezes para que sejam aceitos no grupo social e familiar.
Deste modo, emergem questionamentos tais como: “quais são
implicâncias e/ou conseqüências da esfera emocional no processo de
ensino-aprendizagem do sujeito que tem características de altas
habilidades”?.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva (BRASIL, MEC, 2008) descreve que os sujeitos
que possuem altas habilidades/superdotação podem ser
caracterizados como:
Alunos com altas habilidades/superdotação demonstram potencial
elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou
combinadas: intelectual, acadêmica, liderança, psicomotricidade e
artes. Também apresentam elevada criatividade, grande envolvimento
na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.
(MEC/SEESP, 2008, p.15)
Além disso, os sujeitos que possuem altas habilidades/superdotação
possuem características únicas em seu processo de
ensino-aprendizagem, classificando-se em tipos, tais como: tipo
intelectual, que se caracterizam por apresentar alto nível de
abstração e raciocínio, criticidade, habilidade notória para
memorização e resolução de problemas; tipo acadêmico, que
se destaca por aptidão acadêmica específica, gosto e motivação por
disciplinas, concentração, agilidade no raciocínio, capaz de
avaliar, sintetizar e organizar os conhecimentos adquiridos;
tipo criativo apresenta originalidade, imaginação, capacidade
de resolução de problemas de forma alternativa e inovadora, além
de auto-expressão fluência, flexibilidade; tipo social
apresenta capacidade de liderança, cooperação e sentimento de
sensibilização com o outro, alto poder de persuasão, enfim,
capacidade inata para estabelecer relações sociais; tipo
talento especial caracteriza-se por apresentar habilidades
específicas nas seguintes áreas: artes plásticas, musicais,
literatura e artes cênicas; tipo psicomotor, que apresenta
grande habilidade e interesse por atividades psicomotoras,
apresentando exímio desempenho quanto à velocidade, controle e
coordenação motora, resistência física ((BRASIL, 1995, p. 17)).
Outro fator importantíssimo para a área são os estudos do autor
norte-americano Joseff Renzulli (2004), principalmente sobre a
Teoria dos Três Anéis para caracterização do fenômeno das altas
habilidades/superdotação bem como a descrição. Nessa teoria, a
característica de altas habilidades/superdotação é conceituada
através de um anagrama que entrelaça três anéis que correspondem
a: capacidade acima da média; comprometimento com a tarefa e
criatividade. Ainda, apresenta um mosaico (teia) que representaria
as relações do sujeito com o ambiente e fatores de personalidade.
Desse modo, a intersecção entre os três anéis (esses os aspectos
descritos) caracterizaria o comportamento superdotado.
Esses três traços podem ser elucidados da seguinte
maneira:
a)
A capacidade acima da média: refere-se ao desempenho
representativamente superior em qualquer área do desenvolvimento
humano, ainda, pode ser subdividida em: habilidade geral que se
trata da capacidade do processamento de informações e integração
das experiências que resultem em respostas adequadas a novas
situações implicando no pensamento abstrato, habilidades
específicas, que versam nas habilidades de aquisição de
conhecimento e destreza em uma ou mais áreas específicas.
b)
Envolvimento/comprometimento com a tarefa: caracteriza-se pelo
expressivo envolvimento e interesse que o sujeito apresenta em
relação a determinada que empreende, despertando aspetos
referentes à motivação, persistência e empenho pessoal para
realização da tarefa.
c)
Criatividade: pode ser definida pela capacidade de associar
diferentes informações para construção de novas soluções.
Caracterizando-se pela fluência, flexibilidade, sensibilidade,
originalidade, construção, elaboração e pensamento divergente (ABSD,
2000).
O autor sem seus pressupostos infere que lastima não ter focado ao
seu estudo as influências da personalidade ambientais, pois esse
tipo de investigação poderia lhe ter conduzido a criação de um
quarto anel que poderia refletir o grupamento de traços afetivos.
Aspectos de suma importância para caracterização e identificação
dos indivíduos que possuem superdotação (RENZULLI, 2004)
principalmente para potencializar a atuação do educador junto a
esse alunado.
Em encontro com essa afirmativa, alguns autores descrevem o
desenvolvimento sócio-emocional, ressaltam que esse pode ter
grande influência para e desempenho intelectual, desse modo,
algumas estruturas intersubjetivas da psique do indivíduo que
inviabilizam o potencial criativo. De acordo com Alencar (1995,
apud MEC/SEESP,2007), tais barreiras podem gerar, no decorrer do
medo, da crítica e da baixa expectativa com relação a si mesmos,
preferências como, por exemplo, a de julgar idéias ao invés de
gerá-las; do desconhecimento, por parte do indivíduo, de seus
próprios recursos internos; medo de arriscar e de fracassar; a
dificuldade de reformular um julgamento previamente formado a
respeito de algo. Aspectos que dificultam a compreensão que o
sujeito tem a de sim mesmo, isto é, das habilidades interiores e
descoberta de novos potenciais.
Além das barreiras intrapsíquicas, ainda podem existir barreiras
de natureza social, muitas vezes, desencadeadas na escola e na
sociedade e que geram, nos indivíduo com altas habilidades,
dificuldades significativas para expressarem seus talentos,
desejos e inspirações. Entre os fatores sociais, Alencar (1995)
exemplifica alguns, dentre eles: pressões sociais em relação ao
indivíduo que diverge da norma; a aceitação pelo grupo como um dos
valores mais cultivados; as expectativas com relação ao papel
sexual, ou seja, há coisas que somente as pessoas do sexo
masculino fazem, ou que somente as pessoas do sexo feminino podem
fazer; ênfase na razão e na lógica, desvalorizando-se a intuição e
os sentimentos.
Considerando diversos estudos realizados sobre a psique humana,
pesquisadores enfatizam a importância dos fatores emocionais e
sociais para a construção do potencial do indivíduo com altas
habilidades. Sabe-se que o autoconceito refere-se a imagem
subjetiva que cada pessoa tem a respeito de si, assim como a visão
do outro sobre nós. Segundo Hater (1985, apud, MEC/SEESP, 2007,
pág. 43), o autoconceito é composto por múltiplas dimensões
entendido em termos de domínios de competência. Assim, a pessoa
pode sentir-se competente e confiante em um aspecto e pode,
entretanto, não ter o mesmo sentimento em outro, sejam eles
referentes à competência escolar, aceitação social, competência
atlética, aparência física, comportamento e percepção global que
tem de si mesmo. Desta forma, de acordo com o modelo proposto, o
auto conceito é composto de várias dimensões interdependentes umas
das outras.
Alencar
e Virgolim (1993, apud MEC/SEESP, 2007 pág. 22) destacam que os
anos escolares são de grande importância para formação da imagem
que o indivíduo tem de si, em face das trocas culturais
proporcionadas pelo espaço escolar. Além das experiências
diversas, estes sujeitos podem atuar em suas próprias percepções e
fortalecer atitudes e crenças, propiciando o auto-conhecimento.
Muitas vezes, no ambiente escolar, os alunos com altas habilidades
na tentativa de adaptar-se ao padrão de normalidade existente
acabam por ignorar seu potencial criativo acima da média e, por
conseguinte, suas emoções. Portanto gerando barreiras que
inviabilizam a compreensão de suas habilidades e, podendo
canalizá-la para fins escusos, como a criminalidade.
Quando apresentamos os fatores que influenciam no desenvolvimento
psicossocial do indivíduo que tem altas habilidades precisamos
ressaltar a importância que a família tem neste processo. Como um
dos primeiros contextos de socialização dos indivíduos, a família,
além promover o desenvolvimento primário da sobrevivência e da
socialização da criança na transmissão de aspectos culturais
transmite, também, os significados sociais agregados ao longo das
gerações.
Em acordo com Winner (1998 apud MEC/SESSP,2007), a harmonia e
apoio combinados com estimulação e altas expectativas é o ambiente
propício para o desenvolvimento do talento. Sabe-se que os pais ao
se tornarem amigos, orientam e promovem um clima de cordialidade e
de confiança e de estímulo e auxílio aos filhos, o que influencia
diretamente na auto-estima destes. Quando a auto-estima diminui,
os filhos poderão apresentar um rendimento abaixo da sua
capacidade. (Miller, 1986). Isto mostra, portanto, que algumas
exigências sociais fazem com que o sujeito que tem altas
habilidades se sinta frustrado com as expectativas exigidas do
meio social.
Em conseqüência crianças que são inseguras, muitas vezes, têm mães
que sofreram situações parecidas, mas no papel oposto. Em outras
palavras, se foram reprimidas e não encontraram afeto e
compreensão reproduzindo, dessa forma, o que vivenciaram na
relação com seus pais e reportando, por sua vez, à educação de
seus filhos. Estes sentimentos podem acompanhá-las por longos anos
e ocasionar, assim, doenças psicossomáticas e a negação de sua
habilidade (Miller, 1986).
Há de se destacar que também pode ocorrer o fato contrário: a
criança acreditar ter mais talentos do realmente possui, isto é,
ela passa a supervalorizar seu talento, menosprezando as outras
pessoas. Assim, ela necessita ser a melhor para sentir-se “bem”.
Este “bem” nada mais é do que uma fuga de suas reais necessidades,
desta maneira, as emoções serão sobrepostas pelo intelecto. Desse
modo, quando a criança não é valorizada no seio familiar poderá
desenvolver depressão, pois ela necessita ser vista como a melhor
e não é reconhecida no âmbito familiar. E na escola esse
comportamento tem drásticas repercussões. Um criança que nãos e
sente feliz conseqüentemente pode apresentar dificuldades
escolares que mascaram seu desenvolvimento potencial. Assim, em
qualquer uma das situações a criança pode ocultar sua verdadeira
face, isto é, parecer feliz diante da sociedade e contexto
familiar, entretanto reprimir seus sentimentos, sendo que, na
verdade, quando o instinto de grandiosidade falhar, poderão ser
encontrados sentimentos de vazio e alienação.
Com objetivo de evitar situações como citadas anteriormente que o
educador tem a função de reconhecer e compreender que sentimentos
despertados pela fragilidade, medo, angústia podem ser fatores que
influenciam o processo de aprendizagem de crianças e adolescentes.
Uma vez que a criança necessita desenvolver os esquemas de sua
psique durante o transcorrer de sua vida e o educador vem, através
de práticas metodológicas adequadas,ao compreender essa dinâmica,
vem sem seu auxílio para que os alunos consigam desenvolver suas
potencialidades cognitivas e, por conseguinte, aprender a não
negar suas necessidades emocionais.
Neste contexto, os educadores que querem auxiliar os jovens a
obterem êxito no mundo atual devem estimular certos aspectos da
personalidade de seus alunos para que consigam expandir seus
talentos e aplicá-los em algum campo do conhecimento e da cultura.
Assim, o sucesso no mundo em que o jovem irá enfrentar no futuro
depende diretamente da habilidade que ele tem em saber lidar com o
desconhecido, utilizando seu potencial criativo e desenvolvendo as
habilidades psicossociais. Portanto, considerar as diferentes
faces das emoções e seus repercussões no processo de
ensino-aprendizagem são imprescindíveis para atuação eficaz do
educador no ambiente escolar de modo a potencializar aprendizagem
em vez propiciar a desvalorização do potencial de seus alunos.
Referências
ABSD, Associação Brasileira para Superdotados. Seção RS. Altas
habilidades/superdotação e talentos: manual de orientação para
pais e professores. Porto Alegre/ RS, 2000.
BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial.
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superdotação e talento. Brasília, DF, 1999. 2 v. (Série
atualidades pedagógicas; 7).
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial.
Altas Habilidades /superdotação: encorajando potenciais,
Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação, 2007.
DEVALLE, A. J. &
FREITAS, S. N.. O papel do professor junto ao aluno com altas
habilidades. Cadernos da Educação Especial. Edição n° 25, 2005.
GARNER,H.
Inteligências Múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre. Artes
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MILLER, A.
O drama da Criança bem dotada: Como os pais podem formar e
(deformar) a vida emocional dos filhos.São Paulo: Summus,1986.
MOSQUEIRA, Juan José. M. Educação Especial: em direção à
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Susana, G. P. B. O aluno com altas habilidades/superdotação: uma
criança que não é o que deve ser?(p.237 - 250).
RENZULLI, J. O Que é Esta Coisa Chamada Superdotação, e Como a
Desenvolvemos? Uma retrospectiva de vinte e cinco anos.
REVISTA DE EDUCAÇÃO ano XXVII, n. 1 (52), p. 75 – 131, Jan./Abr.
Porto Alegre – RS, 2004.