RESUMO:
O presente artigo pretende colaborar
com a discussão em torno do papel da educação e da escola na
sociedade do século XXI, partindo da perspectiva de inserção
do Serviço Social junto à realidade educacional. Neste,
apresenta-se a dimensão cultural da educação, bem como a sua
valorização e transformação como um dos instrumentos
possíveis para a garantia de processos educativos formadores
e práticas pedagógicas as quais sejam condizentes com as
demandas inerentes à educação contemporânea. Por fim, o
texto apontará subsídios para uma introspecção e reflexão
sobre o modelo de educação o qual estamos produzindo,
sinalizando o Serviço Social neste contexto, ou seja,
colaboramos para a produção de uma educação reprodutora ou
libertadora?
PALAVRAS-CHAVE:
Educação. Cultura. Serviço Social.
1. INTRODUÇÃO
A proposição da construção
deste artigo originou-se da possibilidade em resgatar parte
do referencial teórico estudado na disciplina “História
Cultural e educação: a construção da identidade nacional”,
pelo Programa de Pós-Graduação em Educação, Mestrado em
Educação do Centro Universitário La Salle – UNILASALLE.
Neste contexto, o mestrando pode-se fazer uso do referido
referencial teórico em consonância com a temática que vêm
sendo estudada por este, durante sua formação profissional e
prioritariamente acadêmica.
Desde modo, optou-se com a
elaboração do artigo, buscar junto aos leitores uma reflexão
sobre o papel da educação e da escola no século XXI, em meio
a tantas transformações nas dimensões culturais, políticas,
sociais e econômicas, permeados nesta realidade, por
processos de exclusão social e de falta de estrutura mínima,
no atendimento as necessidades contemporâneas ao aluno do
presente século.
Ainda, torna-se fundamental
ressaltar que pretende-se com este artigo fazer uma breve
conceituação teórica da educação; situar a dimensão cultural
nas práticas pedagógicas como a sua importância para
processos formativos; bem como sinalizar algumas das
possibilidades de intervenção do Serviço Social em âmbito
educacional, partindo deste viés para uma discussão e
consequentemente reflexão do modelo de educação o qual
estamos produzindo na atualidade.
Sendo assim, espera-se ao
final do artigo, ter provocado nos leitores inquietações
referentes à educação brasileira, não somente quanto ao
papel da educação ou escola, mais do modo em que nos
identificamos neste contexto, no exercício de nosso ofício
enquanto profissionais da área da educação, na construção de
uma educação guiada e meramente voltada ao capital ou de uma
educação emancipatória, de formação para a cidadania e
libertadora.
2. O PAPEL DA
EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA
Faz-se necessário
antes de começar-se a discutir sobre o papel da educação
atual, apresentar uma breve conceituação teórica sobre a
mesma. Desta maneira, nestas pode-se extrair subsídios ao
diálogo sobre a educação no decorrer do texto.
Sabe-se que a
palavra “educação” tem significância muito maior, quando se
trata de sua relação com o homem. Neste
contexto, Paulo Freire (1976), nos
afirma que a educação só é possível para o homem,
porque este é um ser inacabado e sabe de sua incompletude,
pois ela,a educaçao implica em uma busca realizada por um
sujeito, que é o próprio homem, ou seja, ele o próprio homem
deve ser sujeito de sua história, e não ser objeto dela.
Percebe-se então,
que a transformação social é parte integradora e inerente à
educação, e toma-se por base a “A pedagogia do Oprimido” de
Paulo Freire, onde revela-se a educação problematizadora
como essencial para o processo de libertação do educando, a
qual deve ser conduzida por meio da dialogicidade entre
educador-educando. Parte-se do entendimento de que o
processo de libertação conduz a transformação social.
A partir deste
ponto de vista, onde elencou-se a educação como eficaz para
a transformação das realidades dos sujeitos, ou
especificamente aqui, referindo-se aos educandos, também
salienta-se que a mesma, pode ser norteada de tal modo que
sirva para manter o pré-estabelecido, a reprodução dos
modelos de ensino autoritários, uniformes e como
resultantes, excludentes.
Neste sentido,
Luckesi (1994, p.30) entende que:
A educação dentro
de uma sociedade não se manifesta como um fim em si mesma,
mas sim como um instrumento de manutenção ou transformação
social. Assim sendo, ela necessita de pressupostos, de
conceitos que fundamentem e orientem os seus caminhos. A
sociedade dentro da qual ela está deve possuir alguns
valores norteadores de sua prática.
Pode-se sinalizar,
que a educação reproduz a sociedade, sendo que a contradição
e o conflito não é tão manifesto nesta, porque a reprodução
é dominante, observando-se que a educação acaba por fazer o
que a classe dominante lhes impõe. Como a sociedade, a
educação é um campo de luta entre várias tendências e
grupos, ou seja, ela não pode fazer sozinha a transformação
social, pois ela não se consolida e se efetiva sem a
participação da própria sociedade (GADOTTI, 1995).
Neste contexto,
não poderia deixar de citar o autor Gallo (2005)
quando parte do pressuposto escola-máquina-de-Estado, onde
para ele, é nela, na própria escola, que operam as relações
de repetição, de produção de subjetividades, as quais têm
por finalidade o atendimento às demandas da máquina de
produção, ou seja, do capital. O autor ao fazer uma reflexão
sobre a escola atual, que ele denomina escola moderna,
sinaliza:
A escola como
máquina de produção de subjetividade produz identidades,
identidades que se repetem, identidades que se reproduzem,
identidades que, mesmo diferentes, retornam ao mesmo. The
Wall, do Pink Floyd, no filme do mesmo título de Alan Parker.
A escola como linha de montagem; os estudantes que perdem
seus rostos; todos na mesma esteira; a esteira que leva a um
imenso moedor de carne. Imagem forte, mas precisa. É isso
que a escola moderna: um imenso e metafórico moedor de
carne; pois é isso que é a subjetividade moderna,
capitalística: carne moída, massa, identidade que reproduz o
mesmo (GALLO, 2005, p. 217).
Sendo assim, Gallo
nos propõe uma educação sob o signo da diferença em torno de
uma educação para a singularidade, aquela onde se possa
abdicar de todo e qualquer controle como método e que se
produza a diferença, no sentido de um olhar singular,
particular e subjetivo. Ainda, o autor nos remete a
refletirmos sobre a possibilidade, de como uma metáfora
usada no seu texto, torna-se de leões, crianças, e dentro da
inocência e ignorância, encontrarmos o diferente, vendo-o
com olhos de curiosidade e aceitação, sendo preciso um
exercício de paciência e humildade.
Neste sentido, a
escola contemporânea deve estar atenta não somente as
necessidades emergentes e atuais de formação e conhecimento,
como também, ao seu papel maior, o de propiciar processos
formativos que contribuam para o desenvolvimento pessoal do
educando, no que diz respeito a sua formação para a
cidadania. Assim, um dos seus maiores desafios é trabalhar
com a reelaboração crítica e reflexiva do educando, de modo
a prepará-lo para o enfrentamento das desigualdades sociais,
presentes na sociedade capitalista.
Nesta ótica, a
educação deve ser entendida não somente como acesso a
ascensão material e retorno financeiro, mais no seu sentido
transcendental, tranformar-se em um instrumento de
crescimento pessoal, de aprendizagem para a vida.
3. A DIMENSÃO
CULTURAL NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
Ao falar-se em
dimensão cultural nas práticas pedagógicas, estamos
referindo-se aos aspectos culturais, sendo estes locais, ou
globais, os quais têm sua enorme relevância no sucesso de
processos formativos eficazes, que resultem em
comprometimento e formação de identidades locais.
É notório citar
que a globalização tem contribuído muito para a ruptura
desses processos, os quais têm buscado a valorização
cultural e a formação de identidades locais, como aportes
para uma prática pedagógica que produza uma educação
emancipatória. Pois neste cenário mundializado e sem
fronteiras, muitas vezes o global acaba tornado-se
imprescindível, deixando-se de darmos a devida valorização
no que provêm do local, onde a escola encontra-se inserida,
colaborando-se assim para a criação de uma cultura mundial
homogeneizada, conforme nos afirma (HALL,1997).
Neste sentido, o
autor nos adverte para as revoluções culturais ocorridas em
nosso tempo, onde se tem transformado consideravelmente os
modos de vida local e cotidiana das pessoas. Para Hall
(1997, p.17):
No século XX, vem
ocorrendo uma revolução cultural no sentido substantivo,
empírico e material da palavra. Sem sombra de dúvida, o
domínio constituído pelas atividades, instituições e
práticas culturais expandiu-se para além do conhecido. Ao
mesmo tempo a cultura tem assumido uma função de importância
sem igual no que diz respeito à estrutura e a organização da
sociedade moderna.
É com tal
convicção que se pode afirmar que a revolução cultural tem
provocado revoluções nos padrões de vida e costumes da
população. E na escola isso não é diferente, pois a cada dia
presenciamos no cotidiano da comunidade escolar fatos
inéditos, que exigem posicionamento e reflexão precisa por
parte dos profissionais envolvidos na educação.
Desse modo,
citam-se algumas indagações sobre práticas em educação, no
que se referem à valorização da cultura ou a dimensão
cultural da ação pedagógica, pois como valorizar a cultura
local no currículo escolar, se muitas vezes a própria escola
não tem conhecimento da realidade local cultural a qual está
inserida; e se isola internamente, não conseguindo estar
atenta ao que se passa na sua comunidade; quando os
profissionais envolvidos na educação, muitas vezes não
valorizam nem a sua própria cultura local, de onde eles são
oriundos, ou seja, como fazer que um educando valorize a sua
cultura local, se os educadores subjetivamente não a tem
valorizada?.
Nota-se que as
práticas em educação que tem como embasamento a dimensão
cultural que necessariamente envolve a valorização da
cultura local, requerem dos profissionais uma autoavaliação
e seu posicionamento quanto à temática abordada.
Incontestavelmente não poderia neste contexto, deixar de
citar a identidade cultural, que é perpassada pelo
sentimento de pertencimento, de vinculo a um grupo social e
seus determinados hábitos e costumes.
Ao referir-se a
identidade, torna-se importante citar Guibernau (1997, p.
82), que define:
O problema básico
com relação à identidade é o de “quem sou eu?”. A identidade
é uma definição, uma interpretação do eu que estabeleço o
que é, e onde esta sob os aspectos tanto social como
psicológico. Quando uma pessoa tem identidade, está situada,
isto é, “disposta na forma de um objeto social pelo
conhecimento de [sua] participação ou filiação nas relações
sociais”. As identidades só existem nas sociedades que as
definem e organizam.
Desde modo e em
consonância com o exposto pelo autor, ressalta-se que a
identidade é fundamental para o processo de identificação e
vinculação com um determinado grupo social. Neste contexto,
quando referimo-nos a valorização cultural e identidade
cultural, parte-se da premissa, de que as práticas
pedagógicas devem contemplar referenciais os quais possam
elucidar e colaborar no processo de identificação cultural e
local dos educandos.
Assim, percebe-se
na atualidade, um movimento impulsionado pelo sistema
neoliberal, que têm disponibilizado inúmeras formas de
dissociar os trabalhos voltados para o fortalecimento da
identidade cultural e valorização do local. É vital que a
educação brasileira e as escolas de um modo geral não caiam
nessa falácia, que refuga o conhecimento e cultura local em
prol de enaltecer a cultura mundial homogeneizada.
Enfim, faz-se
necessário que as escolas inovem por meio de ferramentas
pedagógicas e no trato da dimensão cultural no fazer
pedagógico, as quais possam buscar a reflexão dos educandos
sobre as constantes transformações culturais, sabendo-se
preservar as identidades e culturais locais, a fim de um
processo formativo que respeite e valorize o local, em
contrapartida ao processo globalizador de identidades,
culturas, costumes e de valorização do exterior as
realidades locais.
4. AS
CONTRUIÇÕES DO SERVIÇO SOCIAL PARA UMA EDUCAÇÃO LIBERTADORA
Até o momento se fez
algumas considerações sobre o papel da educação
contemporânea, como a conceituou-se. Também se buscou
identificar a escola como instrumento essencial para a
transformação das realidades sociais e consequentemente
imprescindível para o processo libertador e emancipador.
Ainda, procurou-se através da dimensão cultural nas práticas
pedagógicas sinalizar suas contribuições para o
fortalecimento das identidades locais, como valorização da
cultural local e processo formativo exímio. Por fim, neste
último subtítulo do presente artigo, buscar-se-à apresentar
as contribuições do Serviço Social em face de uma educação
libertadora.
Sabe-se que o
Serviço Social é uma profissão regulamentada pela Lei
8.662/93, sendo que as suas primeiras escolas surgiram no
Brasil na década de 30, mais especificamente no Estado do
Rio Grande do Sul na década de 40. Pode-se afirmar que toda
a atuação do Assistente Social, possui um caráter educativo,
tendo em vista que este profissional objetiva por meio de
sua intervenção proporcionar novas discussões, revolucionar
consciências e trabalhar as relações interpessoais e
grupais.
No que se refere à
inserção do Serviço Social na educação brasileira, pode-se
afirmar que a mesma vem acontecendo prioritariamente na
educação privada/filantrópica e posteriormente na educação
pública, por meio de leis municipais e estaduais que inserem
o profissional nesse campo de intervenção. No Rio Grande do
Sul, encontramos Assistentes Sociais majoritariamente em
realidades escolares privadas/filantrópicas.
O objetivo neste
momento não será o de detalhar como vem ocorrendo à inserção
do Serviço Social na Educação, mais sim apontar quais suas
exeqüíveis contribuições para uma educação libertadora.
Neste sentido,
referindo-se a prática do Serviço Social na Educação,
Martins (1999, p.60), destaca:
- Contribuir para o ingresso, regresso,
permanência e sucesso da criança e adolescente na escola;
- Favorecer a relação
famíla-escola-comunidade ampliando o espaço de participação
destas na escola, incluindo a mesma no processo educativo;
- Ampliar a visão social dos sujeitos
envolvidos com a educação, decodificando as questões
sociais;
- Proporcionar articulação entre
educação e as demais políticas sociais e organizações do
terceiro setor, estabelecendo parcerias, facilitando o
acesso da comunidade escolar aos seus direitos.
Segundo o Conselho
Federal de Serviço Social, CFESS (2001, p.23), os problemas
a serem enfrentados pelo Assistente Social na realidade
escolar são:
- Baixo rendimento escolar;
- Evasão escolar;
- Desinteresse pelo aprendizado;
- Problemas com disciplina;
- Insubordinação a qualquer limite ou regra
escolar;
- Vulnerabilidade às drogas;
- Atitudes e comportamentos agressivos e
violentos
Assim, destaca-se
que o profissional do Serviço Social se insere na área da
educação com o objetivo de complementar o quadro funcional e
tradicional já conhecido na estrutura escolar. Pode-se
afirmar que o Assistente Social vem atender as demandas
inerentes a escola, que as situações da contemporaneidade,
elegem a escola à um patamar de não resolutibilidade de suas
necessidades atuais, oriundas das expressões da questão
social e da desigualdade social produzida pelo sistema
capitalista.
Neste sentido,
abordando sobre a intervenção do Serviço Social nesta
realidade, Santos (2009, p.01), afirma:
É de extrema importância que o profissional
do Serviço Social, inserido na escola, saiba trabalhar com
programas visando à prevenção e não dispender o seu tempo
meramente com a efervescência dos problemas sociais. Na
escola, o assistente social deve ser o profissional que
precisa se preocupar em promover o encontro da educação com
a realidade social do aluno, da família e da comunidade, a
qual ele esteja inserido.
Deste modo,
situa-se o Assistente Social como o profissional inserido na
educação, o qual deverá intervir na busca pela promoção da
inclusão social, da formação para a cidadania,
entendendo que a educação se constitui
em uma política social que tem como compromisso garantir os
direitos sociais, conseqüentemente podendo apresentar uma
ampliação do conceito de educação impregnado na sociedade
atual. Neste contexto, a prática profissional do Assistente
Social na educação deve concretizar-se nas seguintes
atribuições:
- Melhorar as condições de vida e
sobrevivência das famílias e alunos;
- Favorecer a abertura de canais de
interferência dos sujeitos nos processos decisórios da
escola (os conselhos de classe);
- Ampliar o acervo de informações e
conhecimentos, a cerca do social na comunidade escolar;
- Estimular a vivência e o aprendizado do
processo democrático no interior da escola e com a
comunidade;
- Fortalecer as ações coletivas;
- Efetivar pesquisas que possam contribuir
com a análise da realidade social dos alunos e de suas
famílias;
- Maximizar a utilização dos recursos da
comunidade;
- Contribuir com a formação profissional de
novos assistentes sociais, disponibilizando campo de estágio
adequado às novas exigências do perfil profissional
(MARTINS, 1999, p.70).
Ainda podemos
sinalizar que uma dos maiores subsídios do Serviço Social
para a área da educação, segundo Santos (2005, p.44), é:
Acredita-se que
uma das maiores contribuições que o Serviço Social pode
fazer na área educacional é a aproximação da família no
contexto escolar. É intervindo na família, através do
trabalho de grupo com os pais, que se mostra à importância
da relação escola-aluno-família. O assistente social poderá
diagnosticar os fatores sociais, culturais e econômicos que
determinam a problemática social no campo educacional e,
conseqüentemente, trabalhar com um método preventivo destes,
no intuito de evitar que o ciclo se repita novamente.
Diante do exposto,
acredita-se que o Serviço Social tem sim enorme relevância
no que se refere a sua contribuição para uma educação
libertadora, pois na medida em que se intervém numa
perspectiva de democracia, autonomia, cidadania,
universalização dos direitos sociais, pode-se afirmar que se
tem como pano de fundo a proposta de uma educação que não
reproduza, mais que liberte o educando, que o faça sujeito
de sua história.
5. CONCLUSÃO
O artigo buscou
suscitar reflexões sobre o modelo de educação do século XXI,
e o papel da educação e da escola atual, ou seja,
reprodutora ou libertadora. Nesse sentido buscou-se na
dimensão cultural das práticas pedagógicas reforçar a
importância da valorização da identidade cultural e da
cultura local para o sucesso de processos formativos que
conduzem a transformação social.
Ainda a partir da
inserção do Serviço Social na educação, procurou-se
vislumbrar suas exeqüíveis contribuições para a realidade
educacional contemporânea, a partir da perspectiva de uma
educação libertadora, a qual vise à autonomia do educando.
Concluindo,
afirma-se na possibilidade da construção de uma educação que
sirva não somente aos interresses econômicos de um país,
mais que primeiramente, seja capaz de transcender seu real
sentido, não meramente seu aspecto financeiro, e que possa
verdadeiramente transformar vidas, ser libertadora e
formadora de cidadãos conscientes enquanto sujeitos de
direitos.
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