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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 04 de fevereiro de 2010 22:50:53                                               

 
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EDUCAÇÃO

Refletindo sobre a película “Um namorado para minha esposa” (Um novio para mi mujer)

   

Fernanda Gabriela Soares dos Santos[*]

publicado em 04/02/2010

“Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?” Legião Urbana

 

  

Todos nós conhecemos alguém que reclama de tudo. O tempo todo. Não é contente com o tempo, com o espaço, com as pessoas, com nada a sua volta. Todos, caso perguntados, teríamos algum exemplo para citar, temos a representação de alguém que procede dessa maneira.

  

Essa é uma das primeiras risadas que damos da hilariante Tana (Valeria Bertuccelli) que rouba várias cenas do filme. Nada lhe contenta ou agrada. As conversas das pessoas lhe parecem muito chatas, nenhum trabalho lhe parece interessante.

 

Então Tenso (Adrián Suar), seu marido, comenta no futebol que gostaria de se separar, porém não sabe como. Frente a indignação de Tenso, seus companheiros de jogo lhe falam de Cuervo Flores (Gabriel Goity), um sedutor que tempos passados arrasou com o bairro, tal sua fama com mulheres casadas.

 

Tenso então procura Cuervo para ter um motivo para se separar de Tana. Ele duvida que Tana vá se interessar por Cuervo, mesmo assim, tenta. E a tentativa é muito válida. Concomitantemente Tenso também arruma um trabalha para Tana em uma rádio. 

 

O quadro que Tana apresenta se torna famoso: as pessoas creditam seu mal humor a uma maneira irreverente de olhar o mundo. Seu quadro passa a ter admiradores e o emprego que era para ser uma armação acaba fazendo sucesso, assim como sua história de amor com Cuervo.

 

A partir desse momento Tana melhora em todos os sentidos, já não é uma mulher irritada, às vezes, até dança pela casa. Tana passa a sorrir. Tenso então lembra porque um dia se apaixonou por ela. E se arrepende de um dia ter procurado Cuervo. Para sua surpresa, quando vai dispensar os trabalhos de Cuervo, descobre que esse também está apaixonado por Tana, para complicar a história. O que fazer agora?  

 

Filme que, antes de ser uma história de amor é uma comédia. E das boas. Faz-nos rir de situações pelas quais também passamos e, alguns momentos também nós espectadores nos identificamos com Tana. Algumas de suas reclamações também poderiam ser nossas, indignamo-nos com situações semelhantes e, como ela, por vezes também não vemos saída. Humor inteligente, bem construído e com falas que nos fazem chorar de rir, faz-nos sentir, nós que conhecemos uma nostalgia da Argentina.

 

E como termina essa história de amor? O convite está feito e lembremo-nos que, talvez mais importante que o final de tudo, seja o processo. Faz-nos lembrar que relacionamentos também possuem altos e baixos e que talvez mais complexo que desistir seja querer lutar por ela. A escolha é a de cada um de nós.


 

[*] Professora de Filosofia e Ensino Religioso da Rede Municipal de Formigueiro, RS, mestranda em Educação pelo PPGE/UFSM.


 

Como citar este artigo:

 SANTOS, Fernanda Gabriela Soares, Filme “O Gigante”: Uma Ode Ao Amor P@rtes (São Paulo). V.00 p.eletrônica. dezembro 2009. Disponível em <www.partes.com.br/educaca/jeancharles.asp>. Acesso em _/_/_.

 

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