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Uma professora do
ensino fundamental me relata, por e-mail, o seguinte caso:
“Tenho uma aluna que está na 3ª série e além de ter algumas
dificuldades na leitura e na escrita, também apresenta um
déficit fonológico”.
E prossegue a professora na
descrição das dificuldades de sua aluna: “Ela não consegue
emitir o som da letra g, troca pelo
che. E também troca o d pelo
t”. E conclui: “Gostaria de saber se você
poderia me orientar sobre o que fazer para ajudá-la. A mãe
já consultou fonoaudiólogos e parece que nada adiantou.
Desculpe por incomodá-lo, mas gostei da maneira como abordou
o problema no seu artigo "O papel dos pais na formação
leitora dos filhos" e espero poder contar com sua
orientação”.
O presente artigo se propõe a
comentar a indagação da professora e propor uma reflexão
lingüística e metalingüística sobre a aquisição das
consoantes no primeiro ciclo do ensino fundamental.
Com relação ao sistema
alfabético, existem duas dificuldades básicas para alunos
que estão no primeiro ciclo do ensino fundamental (1ª a 4ª
série, incluindo, agora, também, o ano inicial aos seis anos
de idade). A primeira é quanto ao traçado das letras,
sobretudo as letras minúsculas, que exigem informações de
rotação, sentido e direção das letras durante o traçado das
mesmas. Na verdade, o que está em jogo é a memória de curto
prazo das crianças de guardar tantas informações espaciais
e geométricas das letras. O traçado das letras e de todos os
demais grafemas (diacríticos como o til, circunflexo, agudo
etc), não poucas vezes, exige conhecimentos rudimentares das
formas geométricas.
Aos três anos, por exemplo,
uma criança deve copiar o desenho de um círculo; aos quatro
anos, copiar uma cruz; aos cinco, um quadrado e aos seis
anos, um triângulo e assim por diante. Quando sentem
dificuldades para copiar estas formas geométricas, podemos,
com uma certa segurança, afirmar que terão dificuldades
também de desenhar as letras do alfabeto. Estas formas
básicas têm os mesmos movimentos e rotações das letras do
nosso alfabeto.
Partindo desta relação entre
caligrafia e geometria, particularmente, as figuras
geométricas, o professor poderá conceber o ensino das
letras do alfabeto dentro de uma perspectiva
interdisciplinar. Um círculo, na matemática, definido como
uma superfície plana limitada por uma linha curva - a
circunferência - cujos pontos são eqüidistantes de um ponto
fixo - o centro, favorece o traçado das seguintes letras
minúsculas: a b c d e g o p q u h m n s. E as maiúsculas: B
C G O P Q U D S.
A cópia do desenho da cruz
contribui sobremodo para o traçado das seguintes letras
minúsculas do nosso alfabeto: v x z t. E também as
maiúsculas: T X Z
´ A cópia do desenho do
losango, quadrilátero plano cujos
lados são iguais, a ser exigido, a partir dos cinco anos de
idade, favorece as seguintes letras minúsculas: v x
z. E as maiúsculas são: V X Z N N H I J L .
A cópia do desenho do
quadrado, forma que tem os lados e os ângulos iguais,
permite que o aluno possa traçar as seguintes letras
minúsculas: t f z i j l r. E maiúsculas: A E F H I L M N P
R.
A cópia do desenho do
triângulo, um polígono de três lados, também chamado
trilátero, dá uma idéia para o aluno como é o traçar, na
forma minúsculas, das seguintes letras: v x z. E as
maiúsculas: A V X Z
Uma outra dificuldade, quanto
ao sistema alfabético, reside na consciência fonêmica da
criança durante sua fase de aquisição da leitura e da
escrita ortográfica. Há uma relação estreita entre as letras
do alfabeto, que aparecem na escrita, e os sons da fala, a
que chamamos fonemas, isto é, as vogais, as consoantes e as
semivogais. Não é uma relação perfeita, biunívoca, mas
equívoca. Como se fala não é como se escreve. Não é como um
espelho. Um som que se escuta não é diretamente escrito da
forma que nos chega à intuição ou percepção auditiva.
No caso relatado pela
professora, refere-se a uma dificuldade da criança de não
conseguir emitir o som da letra g, que o
troca por chê. Da mesma forma troca o som
do d pelo t.
O que se observa, pois,
claramente, é que a dificuldade da criança reside na
articulação das consoantes. De logo, observamos que são
consoantes homorgânicas. O que é isso?
Foneticamente, são sons que
têm o mesmo ponto de articulação, embora se diferenciem por
outros traços (diz-se de dois ou mais sons); p.ex.: [b], [p]
e [m], que são pronunciados com a mesma oclusão labial. Ou
ainda, são fonemas que têm pontos de articulações distintos,
como /p/ (consoante labial) e /t/ (consoante linguodental.
Para atuar bem nesses
casos, o professor precisa conhecer, teoricamente, alguns
conceitos lingüísticos (nas definições e exemplos abaixo,
recorreremos ao dicionário eletrônico de Houaiss). O
primeiro conceito é o de consoante. O que é consoante?
Foneticamente e do ponto de
vista articulatório, diz-se de ou som em que a corrente de
ar encontra, na cavidade bucal, algum tipo de empecilho,
seja total (oclusão), seja parcial (estreitamento).
Portanto, as consoantes são fonemas de difícil articulação
ou produção da fala. Decanta-las, pois, um decifrar, um
mistério para muitos alunos.
Pelo conceito de consoante, o
fonema consonantal, como disse, é, particularmente,
difícil de ser articulado, isoladamente. Quando em sílaba
ou expresso em palavra, essa dificuldade é ainda maior. Por
isso, podemos entender por consoante, foneticamente, um tipo
de som que funciona nas margens das sílabas, ou seja, som
assilábico, não constituindo o núcleo da sílaba, nem podendo
formar sozinho uma sílaba.
Voltemos à observação da
professora. A criança, segundo ela, troca /g/ por /ch/ e /d/
por /t/. Observemos que coloquei as consoantes entre barras
para mostrar que são sons da fala e não letras. Pois bem, as
consoantes /gê/ (como aparece no início das palavras
gente e jeito) e /chê/ (como em cheiro ou
xadrez) são constritivas. Isso quer dizer que em cada
uma delas, durante a articulação, a corrente aérea é
expirada e parcialmente obstaculizada, mas não interceptada,
em algum ponto do canal bucal. Esta classe de consoantes
inclui as fricativas, as laterais e as
vibrantes.
As consoantes constritivas na
língua portuguesa são realmente difíceis de serem
articuladas durante a fase de aquisição da linguagem.
São consoantes constritivas:/f/, /v/, /s/, /z/, /š/, / chê
/, / gê /, /lhê/,/r/ e / rr/. Em outra palavras, as
constritivas são consoantes em que a corrente expiratória
passa por uma abertura apertada, formada em algum ponto do
canal bucal, gerando um ruído semelhante ao de uma fricção.
Podemos lembrar situações de
uso das constritivas como nas palavras a seguir: as
consoantes do português /f/ como na articulação da palavra fato;
/v/ como em vate;/s/ como em seta, massa,
cio, traço, próximo;/z/
como em zoada, mesa, exército;/ch/
como em xadrez, ancho;/j/ como em jeito,
gesto. Essa dificuldade fonológica, decerto, é
responsável, decerto, por parte dos erros ortográficos em
que há bastante troca de letras que representam, na escrita,
estas consoantes, como no caso das letras X, J, G ou grupos
de letras como CH e SS, os chamados dígrafos. Em geral,
chamamos as alterações ortográficas, quando manifestos nos
textos escritos, como “erros de motivação fonológica”.
Nessas alturas, não há como
negar a importância do estudo da Fonética para aqueles que
pretendem eficazmente alfabetizar em leitura. A Fonética é a
parte da lingüística que estuda e classifica os elementos
mínimos da linguagem articulada (fones, sons da fala) em sua
realização concreta. A fonética articulatória é o ramo da
fonética que trata da descrição do aparelho vocal humano e
dos seus movimentos durante a articulação dos sons,
classificando-os basicamente em função da sonoridade
(atividade das cordas vocais), do ponto de articulação
(local onde ocorre maior estreitamento do conduto
orofaríngeo) e do modo de articulação (maneira como
se dá o escoamento do ar). Com a fonética, podemos melhor
entender o nosso dialeto e as razões que levam a um falar
diferente, mesmo que estejamos em mesmo país, como ocorre
com nós, brasileiros.
No mundo da escola, caberá ao
professor do ensino fundamental também se apoderar de
conhecimentos da Fonologia. Por Fonologia, devemos entender
o estudo dos sons da linguagem humana ou o ramo da
lingüística que estuda os sistemas de fonemas de uma língua
ou das línguas em geral. Ou, ainda, e mais precisamente, a
parte da lingüística que estuda os fonemas do ponto de vista
de sua função na língua. Não há como o professor ou
professora orientar ou corrigir bem alterações ortográficas
do seu aluno sem uma base fonológica. Sem esse conhecimento,
o aluno, por sua vez, não dá aquele “estalo” ou “ insigt”,
pronto para a leitura inicial.
Diante desse tipo de
dificuldade fonológica ou déficit fonológico, acho que
trabalha, metodologicamente, do particular para o geral, do
letra para o som, ou seja, partir de estratégias indutivas,
não só são procedimentos mais científicos e criteriosos,
como, ao certo, os mais recomendáveis para o professor ou
professora levar a criança à consciência fonológica durante
a fase de leitura inicial, no ensino fundamental, ou mesmo
durante a produção da fala espontânea, na primeira infância.
Então, comecemos a
falar mais sobre o som da letra gê. O gê é a sétima letra e
quinta consoante do nosso alfabeto. Foneticamente, a letra g
representa a consoante oclusiva velar sonora, quando
antecede as vogais a, o, u (galo,
goma, gude), quando formando grupos
consonantais (grito, gnose, glória) e
quando seguida da vogal u muda ou não (guerra,
água, ou a consoante fricativa palatoalveolar sonora, se
diante das vogais e e i (gesso, giz).
No caso da dificuldade da aluna descrita pela professora,
envolve, pois, a consoante fricativa palatoalveolar sonora
e a surda.
Partamos, agora, para
o o chê. Em geral, representado pela letra x ou pelo
dígrafo ch é a vigésima segunda letra ou décima sétima
consoante do nosso alfabeto. Foneticamente, representa 1) a
consoante fricativa côncava palatoalveolar surda, como em
xadrez, mexe, enxame; 2) o grupo consonantal [ks],
como em fixo, nexo; 3) a consoante fricativa
dental sonora [z], em exame, exército No campo
gramatical, o x não é pronunciado como [ks], mas como
uma fricativa côncava dental [z] antes de vogal (exímio,
exogamia); antes de consoante, será fricativa côncava
surda, dental ou palatoalveolar, dependendo do dialeto (exportar,
exclamar), do mesmo modo que o x do prefixo
extra- (extraordinário); se seguido de c, o
conjunto é pronunciado como [s]: exceto,
excelente.
Mas não podemos parar aqui. Há
muito o que se dizer do xis como representante das
consoantes portuguesas, presente na fala e na leitura ou na
escrita ortográfica, a que podemos chamá-lo de grafema. Pois
bem. Como grafema, o emprego do x- (xis
inicial), do -x- (xis medial) e do -x (xis final) é objeto
de convenção ortográfica em que entram, a um tempo, a
tradição gráfica, a busca de fundamentação etimológica e
fatores fonológicos; de modo geral, o x pode
representar/x/ (como em caixa, xará),/s/ (como
em próximo, trouxe),/z/ (exato,
exorcismo) e/cs/ (como em fixo, nexo).
Observemos os casos abaixo de
mais emprego do xis:
1) o x- é, sem
discrepância, sempre pronunciado como/x/, mas seu uso
ortográfico busca ser fiel ao étimo (gr., lat. ou de outra
qualquer língua com tradição gráfica), ademais da convenção
de que, se indigenismos (de preferência brasílicos) ou se
africanismos, ademais de línguas exóticas não grafadas com
caracteres lat., deve tb. ser com x-;
2) o
-x- é objeto de algumas regras implícitas (é o que
representa/x/ depois de ditongo ai - caixa,
faixa -, ei - feixe, deixa -, oi
ou ou - troixa/trouxa [salvo trouxe]),
ademais das quais é objeto de algumas sistematizações: a)
na seqüência aux-, se de base gr., é/cs/ (auxese,
auxésico, auxético, auximate), se de
base lat., é/s/ (auxiliador, auxiliante,
auxiliar, auxiliário, auxiliarmente,
auxiliável, auxílio); b) na seqüência
axa-, é/x/ (axá, axabeba, axaboucado,
axadrezado, axadrezar), mas/cs/ no grecismo
axanto; c) nas seqüências axe-, axi-,
axo- e axu-, é/x/ nos voc. que não sejam gr.,
lat. ou greco-latinos (axe, axevina, axi,
contra - com/cs/ - axe, axial, axiologia,
axiológico, axioma, axiomático [com/cs/
ou/s/], áxis, axófito, axóide,
axótomo, axúngia); d) na seqüência baix-,
como dito anteriormente, sempre como/x/; e) na
seqüência baux-, flutua (ver o caso único de
bauxita e cognatos); f) na seqüência deix-,
sem equívoco,/x/ (como em deixa, deixação,
deixado, deixar); g) na seqüência dex
+ (vogal)-, é sempre/cs/ (deximontano, dexiocardia),
mas já em dext- o -x- vale como -s-
final de sílaba ou como/cs/ em pronúncia afetada (dextante,
dexteridade, dextra, dextrocardíaco,
dextrogiro, dextrorso, dextrose); h)
em diox-, vale sempre como/cs/ (dioxano,
dioxia, dioxirribonucléico); i) em dix
+ (vogal)-, vale como/x/, salvo em díxico e díxis/cs/;
j) em dox-, vale sempre como/cs/ (como em
doxiclina, doxografia etc.); k) em enx-,
vale sempre como/x/; l) em ex-, em Portugal
corresponde a/ays/ antes de consoante e a/iz/ antes de
vogal, sendo esse/s/ como se de final de sílaba; já no
Brasil, antes de consoante, tanto ocorre a forma/eys/,
quanto/is/, sendo esse/s/ o equivalente a final de sílaba,
e/i/ ou/e/ +/z/, antes de vogal; nuns quantos casos, porém,
o -x-, seguido de vogal, tem pronúncia não fixada,
ora com/z/, ora com/cs/, p.ex., exametamorfismo,
exantema, exantemático e derivados como
exantropia, exantrópico,
exarquia, entre outros.
Sobre o tê,
representado pelo grafema t, podemos dizer que se trata da
décima nona letra e décima quinta consoante do nosso
alfabeto. Foneticamente, o t é uma letra que representa o
fonema oclusivo dental-alveolar surdo, como na palavra
talvez. Vale destacar que, em alguns dialetos do
português do Brasil, entre os quais o carioca, a letra t
antes da vogal [i] representa o alofone africado
palatoalveolar surdo do fonema/t/, como em tia,
mate
O dê é a
quarta letra e terceira consoante do nosso
alfabeto. O dê ou simplesmente o grafema d é a letra que
representa a consoante oclusiva dental-alveolar sonora do
português, como em dou. Em alguns dialetos do
português do Brasil, entre os quais o carioca, a letra d
antes da vogal [i] representa o alofone africado
palatoalveolar sonoro do fonema.
Onde, então, residiriam as
dificuldades na articulação dos fonemas acima descritos?
Levanto, aqui, a hipótese, da sonorização. Por sonorização,
devemos entender a passagem de um fonema ou de um som surdo
a sonoro, pela entrada em vibração das pregas vocais (por
exemplo, em português, as consoantes fricativas finais
sonorizam-se antes de vogal ou consoante sonora, como na
palavra dois, em doi[z] amigos, doi[z]
dedos.
A consoante /t/ é
surda. A /d/ é sonora. Lembremos aqui, a primeira queixa da
professora: a criança “troca o d pelo
t”. E por que isso ocorre? Porque os
fonemas sonoros exigem mais da criança durante a produção da
consoantes, especialmente as oclusivas e fricativas.
As consoantes sonoras
são sons da fala que apresentam, em sua articulação,
vibração das pregas vocais, pelas sucessivas aberturas e
fechamentos da glote sob pressão periódica da massa de ar
expirado, o que não ocorre com os fonemas surdos. Em
português são geralmente sonoras as vogais e as consoantes/b/,/d/,/g/,/v/,/z.
N. No campo gramatical, são sonoras as vogais, as
consoantes líquidas e as nasais; as oclusivas e as
constritivas formam pares opositivos em que uma consoante
sonora se opõe a uma
surda:/b/:/p/,/d/:/t/,/g/:/q/,/v/:/f/,/z/:/s/,/j/:/x/; além
disto, as consoantes sonoras distinguem-se das surdas por
uma articulação fraca ou branda.
As consoantes surdas, como já
dissemos, anteriormente, são sons vocais em cuja articulação
as pregas vocais não vibram, por estarem semi-abertas,
sendo, portanto, inexistente a produção de ondas sonoras de
origem laríngea (p.ex., os sons [p], [t], [f], [s] etc.). Na
língua portuguesa, as consoantes oclusivas e as constritivas
opõem-se duas a duas pelo seu caráter de surdas versus
sonoras:/p/:/b/,/t/:/d/,/k/:/g/,/f/:/v/,/s/:/z/,/x/:/j/,
Mattoso Câmara Jr.
Dependendo da região
do falante ou do alfabetizando em leitura, o ensurdecimento
pode ser também uma marca dialetal ou uma variação
lingüística. O ensurdecimento é um fenômeno que consiste na
perda da sonoridade de um fonema sonoro. As sibilantes e
chiantes sofrem ensurdecimento antes de consoante surda ou
pausa, como na palavra paz, em pa[z]
duradoura, pa[s] terrestre).
E na prática, como proceder,
para fazer a reeducação da fala ou da leitura? Explorar a
glote e as cordas ou pregas vocais. Mais uma vez, o docente
terá, para atuar bem na alfabetização em leitura ou na
reeducação lingüística da fala, que se converter numa
espécie de “médico” ou “fonoaudiólogo” de modo a entender
que a chamada glote é uma abertura triangular na parte mais
estreita da laringe, circunscrita pelas duas pregas vocais
inferiores, com cerca de 16 mm de comprimento e abertura
máxima de cerca de 12 mm.
Foneticamente, a glote é o
espaço compreendido entre as pregas
vocais e que, durante a respiração (e a articulação das
consoantes surdas e das aspiradas), tem forma triangular,
fechando-se na produção das vogais, das consoantes sonoras e
dos glides (ou semivogais), quando o fluxo de ar, ao
passar através das pregas vocais levemente relaxadas,
ocasiona a sua vibração, a que se dá o nome de voz ou
sonoridade, conforme definimos anteriormente.
Para entender melhor o
conceito de corda vocal há de defini-la como cada uma das
duas pregas localizadas logo acima das pregas vocais que
serve para fechar a laringe durante a deglutição, impedindo
a entrada de alimentos e partículas estranhas no sistema
respiratório, não influindo na fonação.
Mais precisamente, pode ser
entendia a corda vocal como cada uma das duas pregas que se
estende ao longo das paredes da laringe a partir da
cartilagem tireóide até a cartilagem aritenóide, relacionada
com a produção da voz. Anatomicamente, a corda vocal é
entendida como cada uma das duas pregas que se estende ao
longo das paredes da laringe a partir da cartilagem tireóide
até a cartilagem aritenóide, relacionada com a produção da
voz.
Pedir que
a criança coloque a mãozinha na garganta para sentir as
vibrações ou não das cordas vogais durante a produção das
consoantes sonoras (vibram) e surdas (não vibram) pode ser
exercício extremamente mnemônico, eficiente e suficiente
para a criança compreender as distinções entre os fonemas
surdos e sonoros, e, doutra sorte, levá-la à consciência
fonêmica, utilizando, para isso, e ludicamente, o próprio
corpo, manto do ser e templo do espírito |