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Como as crianças entram no mundo
da linguagem |
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Vicente Martins |
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publicado em 02/06/2008 |
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Passaporte da Leitura
Estudos mais recentes sobre os processos
lingüísticos e psicolingüísticos envolvidos nos processos de
aquisição da linguagem das crianças, no período escolar, apontam
o reconhecimento das palavras escritas como o
passaporte das crianças para o ingresso no mundo da leitura.
Aquelas crianças que reconhecem uma palavra escrita diante um
texto é capaz de desenvolver uma competência discursiva,
imprescindível para uma boa educação leitora e mais ainda para
conviver com os outros na sociedade do conhecimento.
Ensinar os alunos a reconhecerem as palavras
escrita nos livros, nos muros, nas placas, nos ônibus, nos sites
é, sem dúvida, a principal missão educacional dos professores de
língua materna e da escola de educação básica, isto é, o de
formar leitores hábeis durante o processo de formação escolar.
O reconhecimento da linguagem escrita não é,
porém, herança genética nem dádiva dos céus. As crianças
necessitam de técnicas ou estratégias de reconhecimento das
palavras para a leitura proficiente. O reconhecimento da palavra
envolve, substancialmente, domínio dos elementos fonéticos e
estruturais das palavras, regras de acentuação, silabação e
aquisição de um amplo vocabulário visual. São nas ambiências
escolares, com o ensino sistemático da língua materna dos
professores e o apoio dos pais, que, fundamentalmente, levam as
crianças a aprenderem e reaprenderem o reconhecimento da
linguagem no mundo da leitura e da escrita.
Sem reconhecimento da palavra escrita, não é
possível o desenvolvimento da capacidade de aprender, soletrar,
decodificar e compreender um texto escrito. Por definição,
reconhecimento da palavra é o processo de determinar a
pronúncia e algum grau de significado de uma palavra na forma
escrita ou impressa. Também podemos definir o reconhecimento da
palavra como a identificação rápida e fácil da forma, da
pronúncia e do significado apropriado de uma palavra encontrada
anteriormente em texto escrito ou impresso. É o reconhecimento
da palavra que aproxima o mundo da escrita do mundo da leitura,
a palavra escrita da palavra falada, e faz com que a leitura de
um texto escrito aprimore, por sua vez, o desempenho lingüístico
das crianças na escola, desde a educação infantil à educação
básica.
Para o reconhecimento da palavra escrita, são
necessárias as seguintes habilidades lingüísticas:
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(1)
Percepção da palavra
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(2)
Identificação da palavra |
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(3)
Discriminação da palavra
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A
percepção das palavras escritas
O processo de reconhecimento da palavra requer do
leitor a percepção da palavra. Em que consiste a percepção da
palavra? Consiste na identificação visual ou auditiva de uma
palavra e algum grau de significado.
Graças à percepção da palavra, o leitor tem o
conhecimento do significado apropriado de uma palavra após sua
identificação ou reconhecimento. A percepção das palavras
dependerá, todavia, dos significados que estão presentes na
identificação e no reconhecimento das palavras.
O lingüista Ferdinand de Saussure, no início do
século XX, viu nas palavras mais do que “ unidades da
língua escrita, situada entre dois espaços em branco, ou entre
espaço em branco e sinal de pontuação” ou “unidades pertencentes
a uma das grandes classes gramaticais, como substantivo, verbo,
adjetivo, advérbio, numeral etc., não levando em conta as
modificações que nela ocorrem nas línguas flexionais, e sim,
somente, o significado” (visão gramatical). As palavras vão
além das categorias gramaticais, especialmente os nomes,
substantivos, adjetivos e advérbios.
Para Saussure, as palavras eram (e são) signos
lingüísticos, isto é, são unidades lingüísticas constituídas,
socialmente, pela união de um conceito, ou significado, e de uma
imagem acústica, ou significante, geralmente, através de uma
relação arbitrária, pela qual não existe uma semelhança formal
entre o significante e o significado.
O estruturalismo saussuriano entendeu por
significante “imagem acústica que é associada a um significado
numa língua, para formar o signo lingüístico .Segundo o Mestre
de Genebra, essa imagem acústica não é o som material, ou seja,
a palavra falada, mas sim a impressão psíquica desse som. Com
esta compreensão do significante, nascia as bases da
psicolingüística, ramo da Lingüística que estuda a relação mútua
entre o comportamento lingüístico das pessoas e os processos
psicológicos que se encontram, supostamente, por trás deste
comportamento.
O lingüísta franco-suiço entendeu que as palavras
tinham, do ponto de perceptual, um significante, uma imagem
acústica, entendida como sendo uma “face material, sensível do
signo lingüístico (significante) ligada ao significado”. Para
se entender bem este conceito, bastar-nos –á lembrar de palavras
que quando ditas ou ouvidas nos sugerem nojo, repulsa, revolta
ou tristeza. Uma palavra ou frase de efeito pode levar alguém a
lágrimas de alegria ou de tristeza.
Por outro lado, viu Saussure, no signo
lingüístico, um significado, definido como “conteúdo semântico
de um signo lingüístico; acepção, sentido, significação,
conceito, noção” ou, como assinalariam, mais tarde, os
lingüistas contemporâneos,o significado é a ”a face do signo
lingüístico que corresponde ao conceito ou conteúdo”.
A rigor, só podemos dizer que o leitor faz a
percepção da palavra quando é capaz de encontrar certo grau ou
matiz de significado na palavra, daí entendermos que o
significado é central no processo leitura muito mais do que uma
simples soletração ou decodificação leitora. È através do
significado que o leitor poderá compreender, através das
palavras do texto, o sentido possível, viável e atribuído ao
texto pelo autor. É pelo significado que o leitor constrói o
sentido do texto.
A percepção da palavra, através da identificação
do significado lingüístico, permite o alcance do significado da
palavra e ao sentido do texto, na verdade, aos sentidos
textuais. Pelo menos, duas formas de significado podem ser
decantadas através da percepção da palavra: (1)
significado gramatical: noção semântica que está contida
nos morfemas gramaticais de uma língua e que é
estabelecida dentro de um determinado sistema lingüístico e dele
dependente e (2) significado lexical,
recorte que a semântica de uma língua faz na realidade
físico-bio-social e que constitui o conteúdo dos morfemas
lexicais (raízes, semantemas, radicais etc., de substantivos,
adjetivos, verbos e advérbios.
Durante a leitura, se o leitor percebe que uma
palavra traz um significado gramatical e lexical terá as bases
para a compreensão literal do texto e partir dessa competência
poderá inferir, ou seja, atribuir sentido ao texto lido,
portanto, interpretá-lo.Encontrar sentido, antes, durante e
depois da leitura, é na verdade, desenvolver a faculdade de
sentir ou perceber, de compreender e de julgar o texto. À luz
da filosofia, diríamos que é o sentido que nos permite captar
uma determinada classe ou grupo de sensações, estabelecendo um
contato intuitivo e imediato com a realidade, e assentando desta
maneira os fundamentos empíricos do processo cognitivo. A
leitura é um ato cognitivo. Mais do que um ato de produção de
linguagem, sua complexidade a torna uma habilidade plenamente
cognitiva.
Pensando no compreensão literal, durante o
processo de leitura, o sentido atribuído a um texto, no primeiro
momento, expressa-se como “ aquilo que uma palavra ou frase
podem significar num contexto determinado”. Em se tratando de
procedimentos de leitura, poderemos falar em compreensão literal
e compreensão inferencial.
A compreensão inferencial vai além do literal.
Enquanto a compreensão literal possibilita a localização de
informações explícitas no sentido, graças ao sentido que
poderemos fazer inferência, de modo a permitir, por exemplo, a
identificação de informação implícita, uma vez que identifica o
tema e distingue fato de opinião relacionada a esse fato. |
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A
identificação das palavras escritas
A identificação da palavra escrita é o processo
de determinar a pronúncia e algum grau de significado de uma
palavra desconhecida.
As habilidades de identificação da palavra
comumente ensinadas são as seguintes:
v
análise fônica
v
análise estrutural
v
habilidades no uso de dicionários
v
indícios de configuração
v
indícios de ilustração
v
indícios do contexto
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A
análise fônica na identificação da palavra
No processo ensino-aprendizagem da leitura, a
identificação das palavras ocorre a partir dos sons da fala. O
processo de análise fônica envolve a associação de sons da fala
com letras e a combinação desses sons em sílabas e palavras. Na
leitura inicial ou na chamada decodificação leitora, os leitores
disléxicos, por exemplo, deixam de desenvolver, com
proficiência, a habilidade de análise fônica.
Em seu livro Leitura: teoria, avaliação
e desenvolvimento (Artes Médicas, 1987), Mabel Condemarín e
Felipe Alliende afirmam que o aperfeiçoamento das habilidades
envolvidas na análise fônica ajuda a criança a obter a adequada
pronúncia das palavras.
É através da análise fônica, segundo Mabel
Condemarín e Felipe Alliend (1987, p.99) que a criança passa a
dominar, progressivamente, a ortografia de sua língua materna e
envolve, assim, habilidades para a rápida decodificação de
palavras que contenham:
·
Consoantes de duplo fonema:c, g;
·
Consoantes de duplo grafema (dígrafos): ch, lh,
nh;
·
Consoantes seguidas de U mudo, como: gue, gui,
que, qui
·
Consoantes seguidas de ü, como: güe, güi, qüe,
qüi
·
Ditongos e encontros vocálicos;
·
Encontros consonatais complexos, como: obs, obv,
str
·
Grupos consonantais, como: br, dr, tr, fl,m bl e
outros
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A
análise estrutural da palavra
A teoria da linguagem em muito pode contribuir
para o desempenho leitor em se tratando de identificação da
palavra. É o caso da estrutura e formação das palavras aqui,
simplesmente, chamada de análise estrutural. Se de
um lado, a pronúncia escorreita dos fonemas e a consciência
fonológica ajudam na decodificação leitora, isto é, na
soletração da palavra, diríamos que os morfemas são fundamentais
para a identificação das palavras escritas. Que são morfemas?
Morfemas são, lingüisticamente, as menores unidades lingüísticas
que possuem significado, abarcando raízes e afixos, formas
livres (p.ex.: mar) e formas presas (p.ex.: sapat-,
-o-, -s) e vocábulos gramaticais (preposições,
conjunções)
Para o estruturalismo norte-americano, o morfema
pode ter, ainda, outras manifestações, como a ordem das palavras
na frase, indicando as funções sintáticas dos constituintes, ou
a entonação sozinha, que pode mudar o sentido de um enunciado:
Você vai. Você vai?
Eis os principais tipos de morfemas relacionados
com a linguagem escrita e decantados durante o processo leitor:
v
Morfema derivacional:
trata-se de um afixo que cria um novo vocábulo, combinando-se
com um radical (p.ex., -eir, -o em livreiro);
afixo derivacional
v
Morfema flexional:
o que é empregado na flexão dos substantivos, dos
adjetivos ou verbos, sem mudar a classe da palavra (p.ex., o -s
do plural em irmãs); afixo flexional
v
Morfema gramatical:
um tipo de afixo que se acrescenta aos radicais dos nomes e
verbos para expressar noções gramaticais de número, gênero,
caso, pessoa, tempo, modo etc., ou vocábulo da gramática como,
p.ex., preposições, artigos e partículas, que criam relações
gramaticais na frase.
v
Morfema lexical:
cada unidade, indecomponível em unidades menores, pertencente ao
inventário ilimitado e aberto do léxico [Aqui se incluem aquelas
que ocorrem independentemente e as que só ocorrem combinadas com
outros morfemas (derivacionais ou gramaticais), formando
palavras.]
Durante a leitura, os bons e maus leitores,
inclusive os que apresentam dificuldades no aprendizado da
leitura (dislexia), para a identificação das palavras escritas,
terão que identificar os elementos do significado das palavras,
como re e ler na palavra reler.
A análise estrutural é poderoso auxiliar no
entendimento do significado de uma palavra como um todo.
A análise estrutural (vem da noção de estrutura
da língua ou das palavras) ou análise morfêmica (vem de
morfema), em geral, envolve a identificação de:
v
Afixos:
infelizmente, onde in- é prefixo; feliz, raiz e –mente, sufixo.
v
Contrações ou aglutinações:
fidalgo (filho de algo)
v
terminações flexionadas e derivadas (desinências):
casas, casas, casinhas
v
Formas com hífen:
pé-de-moleque
v
Palavras compostas:
guarda-roupa ou girassol(sem hífen)
v
Raízes:
cabeleira vem de cabel-o
v
Silabação:
depósito (substantivo) X deposito(verbo)
A análise estrutural é usada como um recurso para
a pronúncia ou leitura em voz alta ou, em combinação com a
análise fônica, em programas de análise das palavras nos
chamados métodos fônicos de leitura, o mais indicado para os
casos de dislexia fonológica, isto é, nos casos em que os
disléxicos apresentam dificuldade no reconhecimento de palavras
e na correspondência de letras em sons da fala (fonemas).
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Os indícios de contextos da palavra
No processo de leitura, o indício do contexto
permite que os leitores tenham uma informação do cenário textual
imediato que ajuda a identificar uma palavra ou grupo de
palavras, como por meio de palavras, frases, sentenças,
ilustrações, sintaxe, tipografia.
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Os indícios de configuração da palavra
Nas práticas de leitura, particularmente nos
anos iniciais do ensino fundamental (1º a 5º ano, ou a partir
dos seis anos), o indício de configuração é uma forma ou
contorno que auxilia na identificação da palavra. Em especial, o
padrão que as letras fazem acima e abaixo do corpo principal da
palavra, como em feliz, geléia, general, leitura. Graças
a essa habilidade é que podemos distinguir os diversos tipos de
letras na escrita:
·
letra ascendente:
letra cuja haste preenche o ombro superior do tipo, como o d,
l
·
letra caligráfica:
letra manuscrita, grafada com elegância e harmonia, segundo
certos padrões de estilo ou de beleza e excelência artística
letra capital ou
capitular: letra grande, em geral ornamentada, com que se
inicia um capítulo
·
letra de forma (ô):
a letra
impressa; letra de imprensa, letra redonda
·
letra de médico:
letra ruim, pouco legível
letra descendente: aquela que
ultrapassa a parte inferior da linha do tipo, como
g
·
letra garrafal:
caráter muito grande e legível
·
letra maiúscula:
letra de
tamanho maior e formato próprio, cuja fonética é a mesma de sua
correspondente minúscula, sendo geralmente, us. em início de
períodos e de nomes próprios e como fator de destaque de certas
palavras; letra capital, letra capitular, versal
·
letra média: aquela
que nem é
ascendente, nem descendente, como a, c, m,
r etc.; letra curta
·
letra minúscula:
letra de tamanho menor em relação a sua correspondente maiúscula
e de formato próprio, mais apropriado para os textos em geral [É
mais us. do que a maiúscula, exceto no início de período e de
nome próprio.]
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O
uso de dicionários
Na identificação das palavras, o uso de
dicionários se faz necessário à medida que desenvolve, no
leitor, habilidades cognitivas relacionadas com a linguagem,
como identificar uma palavra em um dicionário, na ordem
alfabética, em série, respeitando a lógica da família lexical,
que são necessárias para muitos exercícios ou atividades
melingüísticas no aprendizado da leitura e da escrita.
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Discriminação das palavras escritas
A discriminação das palavras pode ser definida
como o processo de notar diferenças em palavras, especialmente
em seus contornos visuais ou formais visuais em geral. Para que
isso, seja possível, os leitores proficientes e menos os
leitores disléxicos, devem notas semelhanças e diferenças nas
formas ou formatações das palavras escritas.
Ao certo a discriminação visual, entendida como o
processo de perceber semelhanças e diferenças em estímulos por
meio da visão, especialmente de textos. Sem esta capacidade as
crianças, especialmente as disléxicas, trocam grafemas (letras)
simétricas como
Durante o ensino sistemático da caligrafia, na
educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, os
professores devem levar em conta que a habilidade caligráfica
está muito relacionada com a destreza e o automatismo das
crianças em desenhar algumas formas básicas e geométricas.
Vejamos o quadro a seguir q relação entre forma geométrica e
signo alfabético:
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Quem é
capaz, na educação infantil, de copiar ou desenhar as
seguintes figuras: |
Desenvolverá, nos anos iniciais do ensino fundamental, a
habilidade grafar as seguintes letras minúsculas e
maiúsculas do alfabeto |
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UM
CÍRCULO
(aos 3
anos de idade)

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a b c d e g o p q u h
m n s |
B C G O P Q U D S
|
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UMA CRUZ
(aos 4 anos de idade)
 |
v x z t
|
T X Z
|
|
UM
QUADRADO (aos 5 anos de idade)
|
t f z i j l r
|
A E F H I L M N P R
|
|
UM
TRIÂNGULO (aos 5 anos e 6 meses de idade)
 |
v x z
|
A V X Z
|
|
UM
LOSANGO (aos 6 anos de idade, quando ingressa no ensino
fundamental)

|
v x z
|
V X Z N N H I J L
|
Por
isso, um aspecto psicopedagógico desta capacidade de
processamento é o de adquirir sensibilidade aos traços
distintivos de materiais impressos comuns, como as letras,
palavras e frases. Segundo Theodore L. Herris e Richar E. Hodges,
em seu Dicionário de Alfabetização: vocabulário de leitura e
escrita (Artes Médicas,1999, p.84), não desenvolvem a habilidade
de discriminação visuais deixarão não farão o processamento
mais rápido e acurado dos textos escritos. |
Sugestões de leitura
1.
COLOMER, Teresa, CAMPS, Anna. Ensinar a ler,
ensinar a compreender. Tradução de Fátima Murad. Porto
Alegre: Artmed, 2002.
2.
CONDEMARÍN, Mabel, ALLIENDE, Felipe. Leitura:
teoria, avaliação e desenvolvimento. Porto Alegre: Artemed,
1987.
3.
CONDEMARÍN, Mabel, MEDINA, Alejandra.
Avaliação autêntica: um meio para melhorar as competências
em linguagem e comunicação. Tradução de Fátima Murad. Porto
Alegre: Artmed, 2005.
4.
ELLIS,
Andrew W. Leitura, escrita e dislexia: uma análise
cognitiva. 2ª ed. Tradução de Dayse Batista. Porto Alegre:
Artmed, 1995.
5.
GRÉGOIRE, Jacques, PIÉRART, Bernadette.
Avaliação dos problemas de leitura: os novos modelos
teóricos e suas implicações diagnósticas. Tradução de Marian
Regina Borges Osório. Porto Alegre: Artmed, 1997.
6.
GUIMARÃES,
Sandra Regina Kirchner. Aprendizagem da leitura e da escrita:
o papel das habilidades metalingüísticas. São Paulo: Vetor,
2005.
7.
KATO,
Mary. O aprendizado da leitura. São Paulo: Martins
Fontes, 1999.(Coleção Texto e Linguagem).
8.
KLEIMAN, Ângela. Oficina de leitura:
teoria & prática. Campinas, SP: Pontes, 2001.
9.
MARTINS,
Vicente. O método fônico na alfabetização de crianças. In
CLEBSCH, Júlio. Educação 2008: as mais importantes
tendências na visão dos mais importantes educadores. Curitiba:
Multiverso, 2008.
10. SMITH,
Frank. Leitura significativa. 3ª Ed.Tradução de Beatriz
Affonso Neves.Porto Alegre: Artmed, 1999. |
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