É
relevante pontuar que a trajetória da educação infantil, no Brasil,
fundamentou-se pela construção de uma Pedagogia da Educação
Infantil, voltada às pesquisas nas diferentes áreas do conhecimento,
buscando conhecer a criança em espaços coletivos, ou seja, nos
Centros de Educação Infantil, na produção das culturas infantis.
Outro aspecto preponderante aos atuais estudos voltados à educação
da infância (zero a seis anos de idade) é pensar espaços
educacionais não-escolarizantes, em que as necessidades,
especificidades, e particularidades das crianças sejam ouvidas,
percebidas. Com isso, deve-se criar uma relação de pertencimento a
elas no ambiente e nas relações estabelecidas nos Centros de
Educação Infantil, bem como a produção de conhecimento através das
múltiplas linguagens (oralidade, escrita, música, artes plásticas e
visuais, movimentos, brincadeira, entre outras) expressas pela
criança.
Ao ponderarmos o debate sobre a
história da(s) infância (s) e os lugares em que elas vivenciam o seu
momento de serem crianças, principalmente, os espaços
institucionalizados de educação infantil, é concebido como um debate
recente e um projeto da modernidade; a produção de políticas
educacionais para a educação das crianças até seis anos é
contemporânea, ou seja, uma conquista recentíssima das últimas
décadas do século XX no Brasil.