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Em
ano
de
eleição,
nada
como
falar
em
“como
falar!”
Já
pensou nisso?
Você
já
fez
planos
de
mudança
para
este
ano?
Com
certeza!
Uma
lista,
como
todos
nós,
mortais.
Mas
que
tal
aproveitar
a
agenda
ainda
nova
(2006) e
incluir
um
item
diferente
que
pode
dar
um
novo
tempero
à
sua
vida
–
pessoal
e
profissional?
–
perder
o
medo
de
falar
em
público.
Diferentes
estudos
e
estatísticas
mostram
que
falar
em
público
é o
maior
medo
das
pessoas.
Depois
seguem
baratas,
avião,
e
por
aí
vai.
E
não
estou
apenas
pensando
em
enfrentar
o
medo
de
fazer
palestras
ou
conferências,
isso
vem
depois.
Estou
me
referindo ao
medo
de
falar
diante
de
grupos
de
pessoas:
em
reuniões,
na
empresa,
nos
encontros
sociais,
ao
iniciar
um
romance
e
até
na
televisão.
Quantos
pretendentes
a
cargos,
majoritários
ou
não,
vemos na telinha e
nem
mesmo
sabem
olhar
para
uma
câmera?
A
maioria
é
um
desastre.
Imagino
que
nem
pensam nisso,
porque
se pensassem,
não
passariam
pelo
ridículo
de uma
exposição
desta
natureza.
Já
imaginou
como
a
vida
poderia
ser
mais
agradável
se
você
pudesse expressar-se
em
qualquer
ambiente
de
maneira
desembaraçada,
confiante,
serena,
sem
medo?
E
isto
é
possível!
Sem
medo
de
censuras
ou
críticas.
Nem
do
ridículo.
É
só
querer.
O
que
não
adianta é
ficar
só
sonhando
em
ser
um
comunicador
eficiente
e
seguro.
É
preciso
trabalhar
duro,
sem
medo
de
ser
feliz!
Se
não
transformar
seus
propósitos
em
ações
só
vai
sonhar...
E
isso
não
te
levará a
lugar
nenhum.
Primeiro
saiba
muito
bem
sobre
o
assunto.
Tenha
mais
informações
do
que
pode
precisar.
Se for
falar
por
trinta
minutos,
tenha uma
hora
na
bagagem.
Uma
hora?
Leve
noventa
minutos
de
informação.
É o
que
vai
te
deixar
mais
tranqüilo
e
seguro.
E veja
bem:
não
se
trata
apenas
de
conhecer
o
assunto:
é
importante
que
as
informações
estejam organizadas.
Para
isso,
ordene a
mensagem
da
maneira
que
mais
lhe
convier –
sempre
com
lógica
e
profundidade.
Conquistar
os
ouvintes,
ganhar
sua
simpatia,
é o
primeiro
passo.
E
talvez
o
mais
importante.
Mostre
que
você
tem
informações
relevantes
e o
que
seus
ouvintes
vão
levar
como
benefício.
Não
se esqueça: os
ouvidos
são
interesseiros
e ouvem o
que
querem
ouvir.
Entendem o
que
querem
entender.
Depois
dessa
etapa,
fale a
que
veio,
com
entusiasmo
e
energia.
Ninguém
vai
querer
saber
o
que
você
tem a
dizer
se
você
mesmo
não
está
convencido
disso.
Não
seja
morno...
Agora
que
você
já
conquistou e preparou
sua
platéia
para
o
que
vai
dizer
é
momento
de
apresentar
uma
linha
de
conduta,
com
exemplos,
estatísticas,
estudos
técnicos
e
científicos,
pesquisas
e
todos
os
argumentos
de
que
puder
dispor.
Se for
este
o
caso.
Se
perceber
alguma
resistência
defenda
seu
ponto
de
vista.
Mais
uma
vez
você
deve
estar
preparado,
com
antecedência,
para
as
objeções
que
possam
surgir.
Finalmente
faça o encerramento.
Peça
reflexão
e
levante
questões
para
que
surja uma
interação
entre
você
e
seus
ouvintes.
Provoque
perguntas!
Porque
não?
Aquece uma
apresentação.
Conhecendo
o
assunto
a
fundo
e organizando
suas
informações,
tudo
passa
a
ser
muito
mais
tranqüilo
e
você
vai
perceber
que
o “bicho”
não
era
tão
feio
e
nem
tão
grande...
Lembre-se:
só
sentimos
confiança,
em
qualquer
atividade
na
vida,
com
muita
prática
e
experiência.
Mas
para
isso
é
preciso
começar.
Ninguém
nasce sabendo e
nunca
paramos de
aprender.
Muitos
preferem a
desculpa
à
realização,
pois
esta
não
é
permanente:
precisamos
nos
provar
todos
os
dias.
E
não
é
diferente
com
a
arte
de
falar
em
público.
É
um
ofício
como
outro
qualquer.
Só
se aprende fazendo.
Assim,
aproveite todas as
oportunidades
que
tiver
para
falar
– seja fazendo
perguntas
em
aulas,
palestras
e
seminários
onde
estiver
como
ouvinte;
aceitando
convites
para
falar
nas
reuniões
de
condomínio
(eu
sei, é
chato,
mas
vale
a
pena),
rádio,
Tv,
homenagens,
debates.
Até
em
filas,
lojas,
elevadores
(onde
as
pessoas
nem
se olham) todas as
ocasiões
onde
tiver
chance
de se
expressar,
faça-o.
No
começo
é
duro,
mas
depois
você
vai se
orgulhar
do
quanto
já
se desinibiu e
mais,
o
quanto
às
pessoas
à
sua
volta
vão
notar
a
diferença.
Mesmo
que
seja
tímido
e sinta-se
inseguro
ou
nervoso,
desconfortável
mesmo,
vá
fundo,
pois
a
prática
leva
a
excelência.
E
excelência
é
fazer
coisas
comuns
de
maneira
extraordinária.
A
princípio,
mesmo
que
a
sua
apresentação
não
seja
complexa,
com
muitos
detalhes,
utilize
um
roteiro
escrito,
onde
você
possa
colocar
frases
que
indiquem o
conteúdo
da
matéria.
Isso
ajuda
e
não
faz
você
parecer
que
não
conhece o
assunto.
Os
grandes
oradores,
em
toda
a
História,
mostram
isso.
Mas
preocupe-se
com
cada
frase,
pois
devem
conter
uma
idéia
completa.
Facilita
sua
apresentação,
pois
ao
ler
a
frase
fica
mais
fácil
comentar
as
informações
com
a
platéia.
E
com
o
tempo,
mesmo
levando
um
roteiro,
de
repente
você
mal
vai
olhar
para
ele.
Mas
dá
segurança.
Se dá!
Quando
a
apresentação
for
simples,
com
menos
detalhes,
mais
fácil:
você
pode
trocar
o
roteiro
por
um
simples
cartão
de
notas,
ou
então
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