.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Editado pela última vez em 20-03-2007 

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Por Celene Araújo

Em ano de eleição, nada como falar emcomo falar!” pensou nisso?

Você fez planos de mudança para este ano? Com certeza! Uma lista, como todos nós, mortais. Mas que tal aproveitar a agenda ainda nova (2006) e incluir um item diferente que pode dar um novo tempero à sua vida pessoal e profissional? – perder o medo de falar em público.


Diferentes estudos e estatísticas  mostram que falar em público é o maior medo das pessoas. Depois seguem baratas, avião, e por vai.

E não  estou apenas pensando em  enfrentar o medo de fazer palestras ou conferências, isso vem depois. Estou me referindo  ao medo de falar diante de grupos de pessoas: em reuniões, na empresa, nos  encontros sociais, ao iniciar um romance e até na televisão. Quantos pretendentes a cargos, majoritários ou não, vemos na telinha e nem mesmo sabem olhar para uma câmera? A maioria é um desastre. Imagino que nem pensam nisso, porque se pensassem, não passariam pelo ridículo de uma exposição desta natureza.

imaginou como a vida poderia ser mais agradável se você pudesse  expressar-se em qualquer ambiente de maneira desembaraçada, confiante, serena, sem medo?


E
isto é possível! Sem medo de censuras ou críticas. Nem do ridículo. É querer.

O que não adianta é ficar    sonhando em ser um comunicador eficiente e seguro. É  preciso trabalhar duro, sem medo de ser feliz! Se não transformar seus propósitos em ações vai sonhar...  E isso  não te levará a lugar nenhum.

Primeiro  saiba muito bem sobre o assunto. Tenha mais informações do que pode precisar.

Se for falar por trinta minutos, tenha uma hora na bagagem. Uma hora? Leve noventa minutos de informação. É o que vai te deixar mais tranqüilo e seguro.   

E veja bem: não se trata apenas de  conhecer o assunto: é importante que as informações estejam organizadas. Para isso, ordene a mensagem da maneira que mais lhe convier – sempre com lógica e profundidade.
Conquistar os ouvintes, ganhar sua simpatia, é o primeiro passo. E talvez o mais importante. Mostre que você tem informações relevantes e o que seus ouvintes vão levar como benefício. Não se esqueça: os ouvidos são interesseiros e ouvem o que querem ouvir. Entendem o que querem entender. Depois dessa etapa, fale a que veio, com entusiasmo e energia. Ninguém vai querer saber o que você tem a dizer se você mesmo não está convencido disso. Não seja morno...

Agora que você conquistou e preparou sua platéia para o que vai dizer é  momento de apresentar uma linha de conduta, com exemplos, estatísticas, estudos técnicos e científicos, pesquisas e todos os argumentos de que puder dispor. Se for este o caso.

Se perceber alguma resistência defenda seu ponto de vista. Mais uma vez você deve estar preparado, com antecedência,   para as objeções que possam surgir.

Finalmente faça o encerramento. Peça reflexão e levante questões para que surja uma interação entre você e seus ouvintes. Provoque perguntas! Porque não? Aquece uma apresentação.

Conhecendo o assunto a fundo e organizando suas informações, tudo passa a ser muito mais tranqüilo e você vai perceber que o “bicho não era tão feio e nem tão grande...

Lembre-se: sentimos confiança, em qualquer atividade na vida, com muita prática e experiência. Mas para isso é preciso começar. Ninguém nasce sabendo e nunca paramos de aprender. Muitos preferem a desculpa à realização, pois esta não é permanente: precisamos nos provar todos os dias. E não é diferente com a arte de falar em público. É um ofício como outro qualquer. se aprende fazendo. Assim,  aproveite todas as oportunidades que tiver para falar – seja  fazendo perguntas em aulas, palestras e seminários onde estiver como ouvinte; aceitando convites para falar nas reuniões de condomínio (eu sei, é chato, mas vale a pena), rádio, Tv, homenagens, debates. Até em filas, lojas, elevadores (onde as pessoas nem se olham) todas as ocasiões onde tiver chance de se expressar, faça-o.

No começo é duro, mas depois você vai se orgulhar do quanto se desinibiu e mais, o quanto às pessoas à sua volta vão notar a diferença.
Mesmo que seja tímido e sinta-se inseguro ou nervoso, desconfortável mesmo, vá  fundo, pois a prática leva a excelência. E excelência é fazer coisas comuns de maneira extraordinária.

A princípio, mesmo que a sua apresentação não seja complexa, com muitos detalhes, utilize  um roteiro escrito, onde você possa  colocar frases que indiquem o conteúdo da matéria. Isso ajuda e não faz você parecer que não conhece o assunto. Os grandes oradores, em toda a História, mostram isso.
Mas preocupe-se com cada frase, pois devem conter  uma idéia completa.
Facilita
sua apresentação, pois ao ler a frase fica mais fácil comentar as informações com a platéia. E com o tempo, mesmo levando um roteiro, de repente você mal vai olhar para ele. Mas segurança. Se dá! 

Quando a apresentação for simples, com menos detalhes, mais fácil: você pode  trocar o roteiro por um simples cartão de notas, ou então