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ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 04 de junho de 2010 20:34:25                                               

 
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EM QUESTÃO

Fumo passivo de cigarro: Perigo ao nosso lado

Dr. Walter Cordoni Filho

publicado em 05/01/2010

 

          

Tendência mundial, a limitação ou proibição do ato de fumar em locais públicos é, antes de tudo, um ato de proteção à vida.

 

Foi-se o tempo em que os políticos e administradores públicos viam como importante a arrecadação de impostos decorrentes da venda de cigarros, charutos e sua matéria-prima, o fumo.

 

Hoje, estudos indicam que a sociedade paga muito mais caro pelas conseqüências dos males do fumo do que qualquer receita tributária gerada pelo setor.

 

Doenças respiratórias de baixa, média e alta complexidade, como bronquites e pneumonia, câncer, internações, despesas médicas, despesas hospitalares e os desdobramentos sociais de todas as etapas da evolução clínica de milhares de pacientes – e suas famílias – geram custos inimagináveis tanto para o fumante, quanto para a família e para toda a sociedade.

 

O tabagista ativo, ou seja, o indivíduo que fuma, é o grupo de maior risco de morte evitável.

 

O tabagista passivo - que é o indivíduo não fumante que convive com fumantes em ambientes fechados – integra o terceiro grupo de maior risco de morte evitável, logo atrás do alcoolismo.

 

Assim, é importante salientar que fumantes têm uma responsabilidade maior. Além dos riscos para si, a atitude gera desdobramentos severos junto aos familiares, colegas de trabalho e demais pessoas de sua convivência diária.

 

As ações que verificamos, notadamente no Estado de São Paulo, com restrição ao ato de fumar em ambientes fechados, além de reduzir a exposição de não fumantes, incentiva o debate de um tema crucial para a saúde pública: o homem público precisa tomar atitudes visando a segurança e a qualidade de vida de toda a população.

 

Parte do processo de conscientização pode ser creditado ao poder público e, nesta situação, o governo do Estado de São Paulo, nos últimos anos, vem tomando as medidas necessárias, elogiáveis.

 

Agora, muito precisa ser feito pelo próprio fumante, como ato de desprendimento e inteligência: reduzir ao mínimo o consumo de cigarros, quando não eliminar sua prática. E nunca, jamais, fumar em ambientes fechados: o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima em mais de 2.500 as mortes de brasileiros causadas apenas pelo fumo passivo.

 

 

 

 

Dr. Walter Cordoni Filho

É médico pediatra, especialista em saúde púbica,

Gestão hospitalar, Medicina do Trabalho e Medicina Ambiental

 

 

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