Os
investimentos externos estão diretamente ligados a uma
preocupação mundial: o meio ambiente. Investidores
estão procurando empresas que se preocupam com o meio ambiente,
e, isso está fazendo com que as companhias mudem a cultura
corporativa e se preparem para ir às vitrines internacionais
através da elaboração de relatórios de sustentabilidade. Na
Bovespa, por exemplo, existe uma carteira de empresas que fazem
parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) - que
apresenta as companhias socialmente responsáveis. O ISE
obteve um crescimento de mais
de 103% desde que foi criado, em dezembro de 2005.
Muitas
empresas já estão fazendo a lição de casa.
O IBGE divulgou na primeira quinzena de agosto os
números do crescimento da produção industrial em 14 locais
distintos do país onde a pesquisa é realizada.
Com taxas
de dois dígitos destacaram-se: Espírito Santo (16,1%), Paraná
(11,3%) e Goiás (11,1%). Em seguida, vieram São Paulo (9,8%),
Pernambuco (7,9%), Amazonas (7,5%) e Minas Gerais (6,6%).
Uma outra
pesquisa do IBGE, aplicando uma metodologia desenvolvida pelo
Banco Mundial, identificou pela primeira vez, alguns municípios
do Rio de Janeiro que têm os maiores potenciais de emissão
industrial de poluentes atmosféricos. O estudo mostrou também
quais são os tipos de indústrias com maior capacidade de poluir
o ar: refino de petróleo, minerais não metálicos e metalurgia.
Os poluentes identificados são dióxido de enxofre (SO2
), os particulados finos (PM10) - produzidos por indústrias de
materiais não metálicos -substâncias que causam danos à saúde
respiratória e ao meio ambiente.
A
identificação da localização e da concentração dessa poluição em
potencial pode facilitar o seu monitoramento e controle pelos
órgãos ambientais.
A poluição industrial é apenas um
dos problemas que estamos vivendo. Os efeitos do desequilíbrio
ecológico aumentam diariamente e, não é de agora. Vem sendo
provocado por décadas ou séculos de industrialização com
resultados para toda a cadeia de negócios, que vai desde a
extração de matérias-primas, industrialização de produtos e
comercialização da produção industrial.
A
indústria brasileira cresceu 6,3% em 2007 em muitos setores,
como os de bens de capital, que fabricam máquinas e equipamentos
para a indústria, e os de bens de consumo duráveis (produtos com
vida longa, como carros e eletrodomésticos). A promessa para os
próximos anos é de mais expansão.
Um
levantamento da CNI (Confederação nacional da Indústria) mostrou
que 42% de mais de 1.600 indústrias pesquisadas têm intenção de
investir em máquinas e equipamentos nos próximos meses, o que é
ótimo para o crescimento do país e uma boa notícia é que essa
expansão do setor vem acompanhada de uma boa intenção:
fabricação de produtos que não prejudiquem o meio-ambiente com a
utilização de matérias-primas com responsabilidade
socioambiental e desenvolvimento de projetos sustentáveis. Hoje,
algumas empresas são conscientes de que a sustentabilidade é o
caminho para a perenidade dos negócios. Outra boa notícia é que
o mercado de trabalho para profissionais que desenvolvem e atuam
em projetos e programas sustentáveis, está muito valorizado.
Algumas pesquisas mostram que profissionais como estes, em
níveis de gerencia, chegam a ganhar perto de R$ 20 mil mensais.
Esses profissionais terão muito
trabalho pela frente. Além da poluição industrial, existem
outros fatores contribuem para a destruição da natureza e que
estão totalmente ligados à crescente onda de urbanização e
concentração populacional. O consumo desenfreado e irresponsável
de bens e produtos que contribuem para a contaminação das nossas
águas, do solo e também do ar, além do desmatamento de florestas
e extinção de espécies de animais. É necessário muito esforço
para a erradicação desses problemas. Acreditamos que um
planejamento macro de marketing muito forte há que ser feito
para conscientizar a população da importância do nosso meio
ambiente. O que falta ainda é educação.
Nosso grande marketing para o planeta, apesar de ainda vivermos
individualmente como citamos no parágrafo acima, é nossa fonte
de energia renovável: o etanol, que ainda engatinha mas caminha
para o sucesso. Nós temos um grande trunfo nas mãos para dar
exemplo ao mundo que ainda utiliza combustíveis fósseis não
renováveis e muito poluidores como o petróleo. Mas, para isso,
precisamos nos reeducar.