O movimento de despolitização, o
cultivo do pensamento irracionalista, e negação do movimento
histórico existente no interior do modelo neoliberal, aliado aos
estampidos arrogantes da baixa academia contra o pensamento
marxiano. Levaram alguns intelectuais a considerar a mesma, como
uma teoria ultrapassada e de princípio filosófico arcaico para o
entendimento da sociedade atual, obviamente, não poderíamos deixar
de avocar o oposto. O pensamento de Karl Marx é contemporâneo,
atualíssimo e necessário.
Segundo escreve Marx no Manifesto
Comunista: “O governo moderno não é senão um comitê para gerir os
negócios comuns de toda a classe burguesa” (1847), sim para ele o
Estado é o gerente dos interesses da classe dominante nacional e
internacional, que não simula ou camufla essa essencialidade. Mas
sim, explicita seus interesses de classe amparados por meio da
montagem de uma burocracia, que mescla relações de sociabilidade
coloniais, com a de compadrio aquartelado por meio de leis de
cunho repressivo que compõem o quadro jurídico da chamada
“legalidade” de Estado.
Esses fatos começaram vir à tona com
maior intensidade, quando a classe política brasileira e
funcionários com o status ainda de funcionários “régios” tiveram
suas condutas e direitos questionados pela sociedade civil. Em
decorrência de atritos por interesses políticos entre seus
próprios pares, que forjaram esquemas de privilégios financeiro,
material e político para beneficio pessoal.
O Presidente do Senado Federal José
Sarney comanda literalmente a casa dos senhores senadores ou como
poderíamos também chamar a “Casa da Mãe Joana” dentro dos
seguintes absurdos:
-
Emprega funcionários segundo
interesses do presidente da casa, aceitando pedido de emprego da
filha para seu namorado;
-
Nega ter responsabilidade
administrativa sobre a fundação Sarney, sendo que José Sarney é
fundador e presidente vitalício dessa entidade.
-
Desvio de dinheiro ocorrido pela
fundação Sarney;
-
Criação de atos administrativos
referentes à nomeação e posse para cargos comissionados e de
confiança. Todos possuíam uma característica bastante peculiar,
decorrente da prática do hábito de governar o “bem público” em
beneficio do parlamentar, por isso tratavam-se de atos
administrativos secretos.
-
O emprego de parentes do senador e
aliados na área pública.
Marx tem toda a razão, quando
denuncia que a classe dominante transforma o Estado em escritório
de seus interesses particulares. Na verdade as vantagens salariais
desses burrocratas parlamentares são marcadas por dezenas de
vantagens moradia; verba de gabinete; verbas indenizatórias (para
hospedagem, combustível e consultorias); despesas com telefone e
postagem de cartas, além de uma cota para cobrir passagens aéreas.
Por isso, leitor não vote em quem tem a ficha suja ou que ainda
não foi condenado, mas praticou ou vem praticando atos nocivos a
democracia brasileira, em razão de sua atuação política. Basta de
impunidade!!!!!!!!