.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Editado pela última vez em 10-04-2008 

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Imprensa escrita à passarela
Por Ana Marina Godoy

 

Pouco levado a sério, o jornalismo de moda é acusado de ausente quanto a criticidade e de insipiente em conteúdo. Com atrativos quanto a fofocas e criações ou aparições de celebridades, grandes nomes evidenciam que a moda pode ser bem escrita. Exemplos são Glória Kalil, Joyce Pascowitch e Constanza Pascolato. Elegantes, aproveitam e sabem “peruar”, mas fazem acontecer moda de alto nível também no jornalismo especializado.

 

Por ser arte, expressão e comunicação, a moda pode confundir e gerar subjetividade. Mas não pode deixar de ser feita com profundidade respeito quando foco de notícia. Fotos originadas de eventos de moda, como o Crystal Fashion e o Paraná Fashion, são jornalísticas e impactantes. Inclusive, chegando a superar a de cadernos tradicionalmente importantes: política, economia ou notícias gerais.

 

Aspectos como a imparcialidade da notícia, a verdade como ideologia e o notar de todos os lados - não só das modelos, mas dos fatos em si – contribuem para o despir do amadorismo.  Merecem jornalismo as análises que fogem de futilidades pessoais em frases feitas, que buscam investigar os novos materiais, o corre-corre dos bastidores, a vida competitiva de modelos e estilistas, a necessidade de contínua criatividade e renovação, bem como os tantos profissionais envolvidos.

 

O mercado de consumo de moda e interligado a moda contribui para este setor conquistar solidificação não só econômica. Mais do que flashes, a moda tem tendências impulsionadas por páginas da imprensa especializada. O jornalismo investe informação do clássico ao alternativo, estendendo papel-jornal, espaço e chance de lay out ao que é informação. O desenvolvimento se traduz com estilo ao gosto do freguês: o leitor.

 

“Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo”. Coco Chanel

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Ana Marina Godoy  é mestranda em Turismo na UCS
contatos:   turismologia@bol.com.br


 

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