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Pouco
levado a sério, o jornalismo de moda é acusado de ausente quanto
a criticidade e de insipiente em conteúdo. Com atrativos quanto
a fofocas e criações ou aparições de celebridades, grandes nomes
evidenciam que a moda pode ser bem escrita. Exemplos são Glória
Kalil, Joyce Pascowitch e Constanza Pascolato. Elegantes,
aproveitam e sabem “peruar”, mas fazem acontecer moda de alto
nível também no jornalismo especializado.
Por ser
arte, expressão e comunicação, a moda pode confundir e gerar
subjetividade. Mas não pode deixar de ser feita com profundidade
respeito quando foco de notícia. Fotos originadas de eventos de
moda, como o Crystal Fashion e o Paraná Fashion, são
jornalísticas e impactantes. Inclusive, chegando a superar a de
cadernos tradicionalmente importantes: política, economia ou
notícias gerais.
Aspectos como a imparcialidade da notícia, a verdade como
ideologia e o notar de todos os lados - não só das modelos, mas
dos fatos em si – contribuem para o despir do amadorismo.
Merecem jornalismo as análises que fogem de futilidades pessoais
em frases feitas, que buscam investigar os novos materiais, o
corre-corre dos bastidores, a vida competitiva de modelos e
estilistas, a necessidade de contínua criatividade e renovação,
bem como os tantos profissionais envolvidos.
O
mercado de consumo de moda e interligado a moda contribui para
este setor conquistar solidificação não só econômica. Mais do
que flashes, a moda tem tendências impulsionadas por páginas da
imprensa especializada. O jornalismo investe informação do
clássico ao alternativo, estendendo papel-jornal, espaço e
chance de lay out ao que é informação. O desenvolvimento se
traduz com estilo ao gosto do freguês: o leitor.
“Quem não gosta de estar consigo mesmo em geral está certo”.
Coco Chanel |