De sabonetes à academias, tem-se no mercado produtos
segmentados, cada vez mais, para focos exclusivos no homem ou
na mulher. Sem falar nas outras (inventadas) possibilidades,
como os metrossexuais, homossexuais, etc.
Ser feminina nunca é demais. É admitir e reafirmar o que se é:
mulher. Com ares de boneca, de malvada ou de própria
personagem, o desvencilhar do sexo oposto também na escolha e
no uso de produtos acaba por enaltecer ambos: o homem e a
mulher. Complementares, mas diferentes.
Classicamente os tratamentos de banho, vestimentas e modos à
sociedade pouco se assemelhavam quando se tratava de feminino
e masculino.
Com tantas revoltas e revoluções, depois de queimas de sutiãs
e afins, hoje as mulheres querem de volta o uso do espartilho
(olhem pelas vitrines e comprovem!) e homens com posição
masculina: protetores, cavalheiros e com opinião. Mas eles só
poderão ser assim, clássicos, se elas permitirem, não
invadindo a cena masculina. Dividir sim, tomar não. Negociar,
brincar, ousar sim, mas perder a identidade classicamente
feminina não.
Esse é o ponto de vista para as clássicas. Deixando claro que
estas também são inteligentes e abrem leques de possibilidades
para quem queira montar o seu próprio arsenal de valores -
muito além de acessórios ou perfumaria - , sem tentar
desmanchar o mundo de outrem.
La vie en rose!