.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Editado pela última vez em 05-04-2008 

 
  Principal
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Humor
 Cultura
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Política e Cidadania
 Entrevistas
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Crônicas
 Reflexão
 Expediente
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Assédio Moral
.
 Em Questão

O corpo em debate

Por Wilton Garcia

 

 

 

O corpo é um tema emergente, que está na agenda dos debates e tornou-se um assunto instigante para pensar as transformações instantâneas: atina e (re)ajusta a imagem corporal. As conseqüências das novas tecnologias (des)envolvem um mundo de novas idéias e possibilidades, antes inimagináveis. Se era difícil pensar em recuperar seios caídos, agora rejuvenescer toma outro destino. A idade já não é mais referência da performance corporal, pois está desconectada da realidade de bens materiais e simbólicos.
 

 

As novidades dos produtos na gôndola do hipermercado surgem como as mudanças imediatas dos corpos, no consultório médico. Mídia, mercado, biotecnologia e/ou ginástica formalizam um movimento crescente, na sociedade capitalista de sintomas do consumo, para atestar tais mutações efervescentes, incluindo as intervenções no corpo.
 

 

Os equívocos distorcem a percepção sobre o Outro. É um problema de leitura que diferencia o olhar acerca das matizes do corpo. Os valores aguçam traços efêmeros. Então, qual a medida ideal de corpo? Corpo é diferente de imagem corporal, que é sua própria extensão.
 

 

Seja no design, na moda, na publicidade, o corpo aparece como estado provisório de performance e ressalta, estrategicamente, sua plasticidade. Portanto, a imagem corporal se reconfigura em efeitos, que não se apreendem. É o efeito que marca! A imagem produz efeitos que integram o fino rastro quase apagado pela poeira do corpo. Deixa apenas resíduos, vestígios, os quais contêm anotações fragmentadas. Não há amarras que segurem o lugar dessa (i)materialidade.

 

 

 

 

Wilton Garcia é  doutor em Comunicação e Estética do Audiovisual pela ECA/USP, professor do mestrado em Design da Universidade Anhembi Morumbi e organizador do livro "Corpo e subjetividade: estudos contemporâneos"

 

 

 

© copyright Revista P@rtes 2000-2006
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil