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O
corpo é um tema emergente, que está na agenda dos debates e
tornou-se um assunto instigante
para pensar as transformações instantâneas: atina e (re)ajusta a
imagem corporal. As conseqüências das novas tecnologias
(des)envolvem um mundo de novas idéias e possibilidades, antes
inimagináveis. Se era difícil pensar em recuperar seios caídos,
agora rejuvenescer toma outro destino. A idade já não é mais
referência da performance corporal, pois está desconectada da
realidade de bens materiais e simbólicos.
As
novidades dos produtos na gôndola do hipermercado surgem como as
mudanças imediatas dos corpos, no consultório médico. Mídia,
mercado, biotecnologia e/ou ginástica formalizam um movimento
crescente, na sociedade capitalista de sintomas do consumo, para
atestar tais mutações efervescentes, incluindo as intervenções
no corpo.
Os
equívocos distorcem a percepção sobre o Outro. É um problema de
leitura que diferencia o olhar acerca das matizes do corpo. Os
valores aguçam traços efêmeros. Então, qual a medida ideal de
corpo? Corpo é diferente de imagem corporal, que é sua própria
extensão.
Seja no
design, na moda, na publicidade, o corpo aparece como estado
provisório de performance e ressalta, estrategicamente, sua
plasticidade. Portanto, a imagem corporal se reconfigura em
efeitos, que não se apreendem. É o efeito que marca! A imagem
produz efeitos que integram o fino rastro quase apagado pela
poeira do corpo. Deixa apenas resíduos, vestígios, os quais
contêm anotações fragmentadas. Não há amarras que segurem o
lugar dessa (i)materialidade.
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