Qual
empresário ou profissional não se sente confuso com a
rapidez das mudanças do mundo, com a concorrência cada vez
mais global e acirrada, as informações se multiplicando numa
velocidade assustadora? As ameaças estão por toda parte, mas
é possível enxergar uma luz no fim do túnel, se soubermos
transformar as ameaças em oportunidades.
Neste século
XXI, em que predomina uma visão econômica global, essas
oportunidades podem vir de onde menos se espera. Á todo
momento as empresas estão sendo observadas por investidores,
inclusive internacionais. Pesquisas recentes mostram que o
Brasil já é visto como um dos cinco países do mundo que mais
deverão receber investimentos diretos a curto e médio prazo.
Com todo este
potencial, porém, o otimismo do empresariado vem
apresentando uma queda constante. Aproximadamente 48% dos
empreendimentos brasileiros acabam encerrando suas
atividades nos três primeiros anos de atividade. Quase 97%
das falências acontecem principalmente pelo desconhecimento
dos números reais da empresa, carga tributária excessiva e
falta de entendimento da legislação. Resta, então, a
pergunta: o que fazer para manter a empresa viva e com
sucesso sustentável ?
Em primeiro
lugar, é preciso educar-se para ser global e acompanhar o
cenário mundial; pensar e aprender internacionalmente; agir,
competir e liderar localmente. A fórmula da empresa da nova
era inclui aprendizagem permanente de todos e preocupação
com a qualidade total, técnica e humana. É preciso saber dar
voz ao cliente cada vez mais exigente, ao pioneirismo humano
cada vez mais criativo e à evolução tecnológica cada vez
mais veloz. A excelência comportamental gerencial e
operacional bem como a conduta ética dos negócios devem ser
faces percebíveis da educação corporativa.
Hoje, o poder
mudou das mãos da empresa para a mão do cliente. Já não
valem mais os sonhos das gordas margens de lucro, pois a
tecnologia e os preços dos concorrentes são mais próximos. O
real diferencial reside no prestar serviços e no
comportamento das pessoas. O lucro só vêm da satisfação do
cliente-parceiro. Sempre é bom ter em mente o velho ditado
de que é melhor prevenir do que corrigir problemas. A
disciplina orçamentária agrega mais do que a redução de
custo; e a valorização de pessoas conta mais do que números.
Lembre-se sempre de que treinamento intenso é investimento,
não “gasto”.
O país tem um
cenário positivo a seu favor. O Brasil tem o
empreendedorismo como um propulsor macro-econômico. Entre
1995 e 2000, empresas com menos de 100 funcionários criaram
95% dos novos empregos no Brasil. O mundo dos negócios
pertence cada vez mais àqueles que identificam as melhores
oportunidades e sabem como aproveitá-las.
Para enfrentar
este desafio, deve-se pensar bem sobre os vários fatores que
envolvem o negócio, ou seja, um planejamento bem detalhado é
essencial antes de atividades corporativas. Foque o negócio
central num nicho que cresce e que a empresa domina, agregue
mais valor do que o concorrente quer ou pode, venda
soluções, não apenas produtos. Assuma riscos, mas ofereça
treinamento intenso. Assim, sua empresa estará num processo
contínuo de melhoria e inovação.
As
características de um empreendedor de sucesso, em qualquer
ramo de atividade, incluem saber transformar idéias boas em
negócio bom, sob pressão, conseguindo escolher com foco e
responsabilidade a melhor das alternativas. O empreendedor
conhece profundamente o que faz e aprende continuamente o
que lhe falta. Nunca desiste; ao contrário, persiste até que
as coisas comecem a funcionar adequadamente.
Ele acredita
na sua própria capacidade de arriscar, ousar e resolver. Ao
imaginar-se sempre vencedor, enxerga os fracassos como
oportunidades de aprendizagem, mesmo frente a ameaças e
obstáculos. O empreendedor tem uma visão que chamo de
“helicóptero”, sempre visionando vários cenários
alternativos: pior, provável e melhor. Ele não fica parado
reclamando ou criticando, mas arregaça as mangas rumo a uma
solução: cria equipes, delega, acredita nos outros, e, por
fim, sabe liderar, definindo objetivos, direcionando
esforços e dirigindo harmonia entre equipe e trabalho.
A informação
transformada em conhecimento e o conhecimento transformado
em sabedoria serão os únicos “produtos” daqui para frente. A
informação por si própria não vale nada; mas a informação
transformada em conhecimento compartilhado vale dinheiro.
De agora em
diante, seja você executivo de carreira, dono do próprio
negócio ou autônomo liberal, é impossível sobreviver no
mercado se não tiver espírito empreendedor, ou seja, elevado
grau de atração pelo desafio, auto-confiança, determinação,
senso de urgência, objetividade, estabilidade emocional,
auto-controle, realismo, capacidade analítica e boa saúde.
Desenvolva e
faça percebidas habilidades como ambição, objetivos claros,
ações assertivas, comprometimento com disciplina,
perseverança e foco, energia abundante, otimismo
contagiante, coragem de quebrar paradigmas, paixão pelo que
faz, disposição de correr riscos e muita autoconfiança, que
o faça encarar cada dia da vida como um novo dia, marcado
por mais um aprendizado e mais um avanço.
Em resumo:
Os 7
valores, levando à fórmula da excelência em educação
corporativa, são:
1) Pensamento
global, aprendizado internacional, aplicação local
2) Identificação
de valor agregado para o pessoal, o cliente e o investidor
3) Responsabilidade
social, respeito multicultural, resultado remunerado
4) Atitude
ética, objetiva e transparente na negociação ganha/ganha
5) Mescla
ponderada de senso de prioridade, urgência e ação
6) Inovação,
erro e aprendizado compartilhado
7) Desempenho
evidenciado por diligência, dedicação e disciplina
= Excelência
em Educação Corporativa
Adote as 4
faces da pirâmide empreendedora:
Capital Humano
+ Capital Gerencial + Capital Mercadológico = Capital
Econômico