.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 12/02/2007 15:51:53 

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As 4 faces da pirâmide empreendedora
por Werner Kugelmeier


Qual empresário ou profissional não se sente confuso com a rapidez das mudanças do mundo, com a concorrência cada vez mais global e acirrada, as informações se multiplicando numa velocidade assustadora? As ameaças estão por toda parte, mas é possível enxergar uma luz no fim do túnel, se soubermos transformar as ameaças em oportunidades.

Neste século XXI, em que predomina uma visão econômica global, essas oportunidades podem vir de onde menos se espera. Á todo momento as empresas estão sendo observadas por investidores, inclusive internacionais. Pesquisas recentes mostram que o Brasil já é visto como um dos cinco países do mundo que mais deverão receber investimentos diretos a curto e médio prazo.

Com todo este potencial, porém, o otimismo do empresariado vem apresentando uma queda constante. Aproximadamente 48% dos empreendimentos brasileiros acabam encerrando suas atividades nos três primeiros anos de atividade. Quase 97% das falências acontecem principalmente pelo desconhecimento dos números reais da empresa, carga tributária excessiva e falta de entendimento da legislação. Resta, então, a pergunta: o que fazer para manter a empresa viva e com sucesso sustentável ?

Em primeiro lugar, é preciso educar-se para ser global e acompanhar o cenário mundial; pensar e aprender internacionalmente; agir, competir e liderar localmente. A fórmula da empresa da nova era inclui aprendizagem permanente de todos e preocupação com a qualidade total, técnica e humana. É preciso saber dar voz ao cliente cada vez mais exigente, ao pioneirismo humano cada vez mais criativo e à evolução tecnológica cada vez mais veloz. A excelência comportamental gerencial e operacional bem como a conduta ética dos negócios devem ser faces percebíveis da educação corporativa.

Hoje, o poder mudou das mãos da empresa para a mão do cliente. Já não valem mais os sonhos das gordas margens de lucro, pois a tecnologia e os preços dos concorrentes são mais próximos. O real diferencial reside no prestar serviços e no comportamento das pessoas. O lucro só vêm da satisfação do cliente-parceiro. Sempre é bom ter em mente o velho ditado de que é melhor prevenir do que corrigir problemas. A disciplina orçamentária agrega mais do que a redução de custo; e a valorização de pessoas conta mais do que números. Lembre-se sempre de que treinamento intenso é investimento, não “gasto”.

O país tem um cenário positivo a seu favor. O Brasil tem o empreendedorismo como um propulsor macro-econômico. Entre 1995 e 2000, empresas com menos de 100 funcionários criaram 95% dos novos empregos no Brasil. O mundo dos negócios pertence cada vez mais àqueles que identificam as melhores oportunidades e sabem como aproveitá-las.

Para enfrentar este desafio, deve-se pensar bem sobre os vários fatores que envolvem o negócio, ou seja, um planejamento bem detalhado é essencial antes de atividades corporativas. Foque o negócio central num nicho que cresce e que a empresa domina, agregue mais valor do que o concorrente quer ou pode, venda soluções, não apenas produtos. Assuma riscos, mas ofereça treinamento intenso. Assim, sua empresa estará num processo contínuo de melhoria e inovação.

As características de um empreendedor de sucesso, em qualquer ramo de atividade, incluem saber transformar idéias boas em negócio bom, sob pressão, conseguindo escolher com foco e responsabilidade a melhor das alternativas. O empreendedor conhece profundamente o que faz e aprende continuamente o que lhe falta. Nunca desiste; ao contrário, persiste até que as coisas comecem a funcionar adequadamente.

Ele acredita na sua própria capacidade de arriscar, ousar e resolver. Ao imaginar-se sempre vencedor, enxerga os fracassos como oportunidades de aprendizagem, mesmo frente a ameaças e obstáculos. O empreendedor tem uma visão que chamo de “helicóptero”, sempre visionando vários cenários alternativos: pior, provável e melhor. Ele não fica parado reclamando ou criticando, mas arregaça as mangas rumo a uma solução: cria equipes, delega, acredita nos outros, e, por fim, sabe liderar, definindo objetivos, direcionando esforços e dirigindo harmonia entre equipe e trabalho.

A informação transformada em conhecimento e o conhecimento transformado em sabedoria serão os únicos “produtos” daqui para frente. A informação por si própria não vale nada; mas a informação transformada em conhecimento compartilhado vale dinheiro.

De agora em diante, seja você executivo de carreira, dono do próprio negócio ou autônomo liberal, é impossível sobreviver no mercado se não tiver espírito empreendedor, ou seja, elevado grau de atração pelo desafio, auto-confiança, determinação, senso de urgência, objetividade, estabilidade emocional, auto-controle, realismo, capacidade analítica e boa saúde.

Desenvolva e faça percebidas habilidades como ambição, objetivos claros, ações assertivas, comprometimento com disciplina, perseverança e foco, energia abundante, otimismo contagiante, coragem de quebrar paradigmas, paixão pelo que faz, disposição de correr riscos e muita autoconfiança, que o faça encarar cada dia da vida como um novo dia, marcado por mais um aprendizado e mais um avanço.

Em resumo:

Os 7 valores, levando à fórmula da excelência em educação corporativa, são:

1) Pensamento global, aprendizado internacional, aplicação local

2) Identificação de valor agregado para o pessoal, o cliente e o investidor

3) Responsabilidade social, respeito multicultural, resultado remunerado

4) Atitude ética, objetiva e transparente na negociação ganha/ganha

5) Mescla ponderada de senso de prioridade, urgência e ação

6) Inovação, erro e aprendizado compartilhado

7) Desempenho evidenciado por diligência, dedicação e disciplina

= Excelência em Educação Corporativa

Adote as 4 faces da pirâmide empreendedora:

Capital Humano + Capital Gerencial + Capital Mercadológico = Capital Econômico

 

 

Werner Kugelmeier é Diretor da WK Prisma, Educação Corporativa Modular de Campinas.

 


 


 

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