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Recentemente, em uma palestra sobre as novas tendências da
administração, entre uma série de constatações
interessantes, ouvi do conferencista – um PhD na área –
uma explicação bastante incoerente. Quando falava no que
deve fazer parte da formação básica dos administradores,
ele citou a comunicação empresarial. Sem dúvida, esse é um
requisito essencial para qualquer gestor. No entanto, o
conceito do palestrante sobre o tema parecia equivocado.
Para ele, a comunicação empresarial consiste em saber
falar e escrever bem. Fosse assim, as áreas de Relações
Públicas, Jornalismo e Publicidade e Propaganda não teriam
valor para as organizações e todas as teorias estudadas
exaustivamente a fim de encontrar os resultados mais
favoráveis nas relações das empresas com seus diversos
públicos poderiam ser esquecidas.
A
comunicação empresarial possui um conceito muito mais
amplo. Ela trabalha de forma integrada com o objetivo de
criar ou melhorar a imagem da empresa diante dos públicos,
estudar o fenômeno comunicacional dentro e fora das
organizações, difundir informações sobre a instituição e
aproximar os diferentes públicos.
Essa
área é imprescindível tanto na esfera privada quanto na
pública. A comunicação empresarial parte da premissa de
que os cidadãos têm o direito de ser informados sobre as
organizações que interferem de alguma forma nas suas
vidas. O homem como animal político citado por Aristóteles
tem tomado cada vez mais lugar na sociedade, buscando a
responsabilidade social das organizações, a ética e a
transparência. É nesse sentido que comunicação empresarial
trabalha, dirigindo-se a funcionários, acionistas,
clientes, fornecedores, imprensa, comunidade, enfim, a
todos os que são atingidos direta ou indiretamente por
suas ações.
Portanto, mais importante do que saber comunicar-se bem é
saber como e para quem falar e quais instrumentos
utilizar. E é essa a visão que deve guiar os gestores de
Organizações Não Governamentais, do Poder Público e das
empresas privadas quando pensam em comunicação
empresarial. |