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Massa +
Exclusividade =
Massclussivity
Já ouviu
falar?
Pense
nos
termos:
Massa e
Exclusividade. O
que aparece na
sua
mente
em
primeiro
lugar?
Posso
arriscar
que
para a
maioria das
pessoas, a
palavra
massa (depois
de
macarrão) significa
alta
escala, commodities,
enquanto
que
exclusividade é
um
benefício restrito aos
poucos
que podem
pagar
por
ela, os
especiais.
Paradoxal vê-los
juntos?
O
fato
é
que
ao
longo
do
último
século,
as
empresas
cresceram usando a
estratégia
de Henry Ford,
onde
o
segredo
do
sucesso
é
vender
muito
e
fabricar
barato
através
da
padronização.
Quando
declarou
que
seus
carros
viriam
em
qualquer
cor
que
os
clientes
quisessem,
contanto
que
fossem
pretos,
Ford defendia
que
os
indivíduos
queriam
apenas
automóveis
para
rodar
mais
liberdade.
Assim,
acreditou-se
por
longos
anos
que
o
consumidor
era
um
bloco
homogêneo
interessado
em
ter
acesso
aos
produtos
restritos
pela
produção
artesanal...
Era
mesmo?!
As
bases
para
obter escalabilidade e
globalização foram plantadas
desde o
começo do
século 20 e
suas
sementes cresceram vigorosas
em todas as
áreas: na
indústria dos
bens de
consumo, dos
bens duráveis, dos
serviços, da
comunicação e
até do
entretenimento
como o
cinema.
Tudo passou a
ser
rigorosamente controlado
pelas “linhas de
montagens”
para
garantir
alta
eficiência,
alta
qualidade e
muita
homogeneidade. E
para
impulsionar as
vendas de
tantos
produtos
iguais, a
propaganda passou a
ser a
melhor
forma de
comunicação
com
milhares de
consumidores ao
mesmo
tempo: o
menor
custo de atingimento
unitário.
Números?!
Pois
esses
números construíram
um
mundo
imerso no "made in
China",
ícone da
sociedade de
massa
onde vivemos
atualmente.
Entretanto,
quanto
mais
esse
homem
compra,
mais
inovações
ele
passa a
desejar.
Consumir é
um
vício
psicológico
que consolida a
escalada
pela
pirâmide de Maslow.
Novas
necessidades
são criadas
para
que se compre
mais. Instala-se o
círculo
virtuoso do
consumo:
quanto
mais se
compra,
mais se
quer
comprar.
Um
círculo
virtuoso,
entretanto, é
um
círculo
em
movimento
constante. E
constante
não significa
igual, no
mesmo
lugar. Lembra-se da
força
tangencial? Aquela
que pressiona os
objetos
para
fora do
círculo?
Então, é a
sua
pressão
que fez o
homem
escapar
pela
tangente da “mesmice”
de
usar
tudo
igual a
todo
mundo.
Não
basta
mais
ter o
que
todos têm,
aliás, é
preciso
ter
exatamente o
que
ninguém tem
ainda. E
cada
vez
mais
atento ao
diferente,
cada
vez
mais
cansado do
tudo
igual, o
homem redescobre na
virada do
século 21
que pode
ser
novamente o
centro do
universo, tendo
todos os “planetas”
(ou
melhor
fabricantes!) girando ao
seu
redor,
como imaginado
por Cláudio Ptolomeu no
começo da
humanidade. Está
aqui instalada a
alta competitividade,
onde
ser
bom,bonito
e
barato
não bastam
mais, e
tão
pouco
vender no
preço
certo, na
hora
certa e no
lugar
certo. É
preciso
ainda
mais! E na
busca
por diferenciais a
produção de
massa estimula a
exclusividade.
Paradoxal
ou
não, o
termo Massclusivity
ilustra uma
tendência
que está se consolidando e
promete
entregar a
produtos personalizados.
Criado
pela Trendwaching (visite
a
página
www.trendwatching.com/trends/MASSCLUSIVITY)
, uma organização que monitora as grandes tendências do
comportamento do consumidor, a sociedade não quer mais
comprar um Ford modelo T preto para apenas rodar pela
cidade, mas ter estilo próprio no seu passeio, ser
reconhecido como único, valorizado e DIFERENCIADO.
Comportamento naturalmente usado em alguns segmentos como
automóveis, moda e artigos de luxo, a “massclusividade”
(já aportuguesando o termo), começa a ganhar força em
produtos tipicamente de massa.
No Brasil, encontramos os
índicios do “Massclusivity” na
nova
linha da Brastemp.
Entre no
site da
www.brastemp.com.br e observe a linha “Brastemp You”.
Por muitos anos os blocos brancos dominaram a cozinha e
escravizaram os decoradores e arquitetos que tinham de
submeter-se a sua vontade. Agora (com preços menos módicos
e ainda garantindo uma certa exclusividade para quem pode
pagar) a Brastemp disponibiliza versões “personalizadas”
de seus produtos. Uma grande evolução!
Pela “home” do
site (verificado
em 05/05/05), pode-se
perfeitamente
ver o
discurso do “Massclusivity”
:
O
cliente escolhe as
cores e
até a
estrutura
interna de
prateleiras
para
melhor
atender às
suas
necessidades.
Internacionalmente
o “Massclusivity”
lança
suas
garras
sobre
o
consumidor
muito
antes
do Brasil.
Desde
2002, algumas
empresas
no
mundo
iniciaram
investidas
pela
exclusividade
para
massa.
O
site
da Nike
nos
E.U.A.
já
entrega
tênis
personalizado há
muito
tempo.
Foi uma das
empresas
pioneiras a
utilizar
a
internet
para
venda
de
produto
customizado.
Assim, percebe-se
que as
empresas, num
processo
sem
retorno, estão abusando da
segmentação
para
conhecer
seus
consumidores e se
aproximar deles
tanto na
comunicação
como no
desenvolvimento de
novos
produtos. E
não foi à
toa
que
estratégias
como CRM (customer
relationship management) rapidamente viraram uma
febre
dentro das
áreas de
marketing. Indo
muito
além da
antiga
personalização do
marketing
direto, a
comunicação
começa a
ser dirigida, customizada no
conteúdo e individualizada
nas
ofertas.
Até
mesmo a
revista
Exame publicou
um
anúncio “personalizado”
com o
nome de
cada dos
assinantes.
Bag the only one
Uma
bolsa
por
dia. É
este o
conceito. Uma
bolsa
com a
data de
criação e
assinatura do
designer Sabine Fasching, É
para
ser usada
em
apenas
um
único
dia.(fonte:
http://www.springwise.com/newsletter/previous_16.html).
Os
exemplos
acima
tratados significam o
início de
um
novo
momento nas
relações de
consumo: o
surgimento de
um
consumidor
mais
ciente do
seu
poder de
compra.
Um
consumidor
que
não comprará
mais
um
produto
em
si
mesmo,
mas o
estilo
que vier a
ele
agregado.
Compra-se
intangíveis...
pois os
produtos
já
não valem
mais
nada!?
E a
tecnologia
que “se vire”
para
continuar produzindo
em
alta
escala e
baixo
custo,
mas
agora
com
exclusividade.
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