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“Não existe país
subdesenvolvido, existe país subadministrado”, teorizou o
administrador Peter Drucker. Para evidenciar a coerência
da afirmação, tomemos como exemplo as administrações
públicas praticadas em países como Estados Unidos e
Brasil. No primeiro, 19% dos graduados nas universidades
são formados em administração e são esses profissionais
que ocupam os cargos executivos do Poder Público. Eles
usam a ciência para criar e conduzir os processos de
geração de renda e de desenvolvimento sócio-econômico.
Estudam história, tradição e cultura do país para
identificar as necessidades e fazem com a ciência da
administração os blocos de construção de uma nação forte,
enfrentando com seriedade problemas econômicos como a
miséria, o desemprego, a má distribuição de renda, falta
de educação e de saúde , entre outros.
A realidade é diferente
quando governantes insistem em fazer experimentos no uso
do poder. Em função da falta de conhecimento científico,
assistimos à ineficiência gritante de ações que utilizam
milhões de reais retirados dos cofres públicos em
programas que prometem soluções milagrosas, mas que
promovem maior atraso ao invés do incremento econômico e
social. A experiência de vida não descarta a necessidade
do conhecimento científico.
A administração desenvolve
os aspectos capitais do conhecimento, porém o material
fundamental da administração é o homem, o que faz dela
uma ciência moral e humana. Assim como o Maestro de uma
orquestra, além de marcar o tempo para garantir que todos
os executantes comecem juntos e permaneçam juntos na mesma
direção, responde pela harmonia do resultado sonoro
produzido por vários grupos de instrumentos, cabe ao
administrador a missão de reger as diversas áreas de uma
organização, levando-a ao encontro dos seus mais
elevados objetivos com eficiência e eficácia.
Por esses motivos, é
imprescindível o trabalho profissional de administradores,
assim como nas empresas privadas, nos Poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário, em todas as esferas, que
demandam uma gestão séria e competente. |