A preocupação crescente das empresas com ações que buscam a melhoria
da qualidade de vida dos funcionários, traz a tona o tema que trata da
transição para o Pós-Carreira. Assunto de muita importância tanto para o
desenvolvimento da imagem institucional da empresa como para o
funcionário, no ponto em que uma fase de transição para a aposentadoria
bem elaborada e executada servirá de meio para que a mudança venha a ser
o início de uma nova fase produtiva e não um problema.
Ações junto aos funcionários no sentido de possibilitar condições
para que eles se apropriem de suas vidas e carreiras, são cada vez mais
eficientes. O crescimento obtido no desenvolvimento dos funcionários com
programas de treinamento, monitoramento de carreiras, aconselhamento,
sempre visando melhores condições de trabalho e, é óbvio, melhores
resultados, é notório.
São ações que revelam a intenção de otimizar a performance individual
que certamente irá repercutir positivamente nos resultados da empresa e
mais: demonstram clara preocupação com o estado de satisfação pessoal
e profissional de seus funcionários, o que também sabidamente influencia
a performance individual e, como já dissemos os resultados da empresa.
Estes movimentos ocorrem inclusive com os funcionários que deixam a
empresa, os quais habitualmente recebem no pacote de desligamento o
benefício do “outplacement”, voltado a conduzir com dignidade e respeito
os processos de demissão, permitir a continuidade da carreira e
propiciar um desligamento com menor impacto no moral dos funcionários
remanescentes, reforçando a imagem institucional da empresa.
Nossa população, até pouco tempo, tida como de jovens, tem sua
expectativa de vida gradativamente aumentada, estando hoje em torno 76
anos para as mulheres e 70 anos para os homens. É a demonstração que já
não somos um país de jovens. Com carreiras mais curtas e expectativa de
vida mais longa, o tempo de vida pós-carreira aumenta e necessariamente
devemos nos preparar ainda durante o período de atividade na empresa de
modo a otimizar o aproveitamento da nova fase.
Como costuma afirmar o Consultor e especialista em Preparação para o
Pós-Carreira, Renato Bernhoeft, “este é um assunto tão importante que
deveria ser tratado a partir da palestra de integração de novos
funcionários”. Tratar deste assunto somente às portas da aposentadoria
seria irresponsabilidade com nós mesmos. E é também uma atribuição da
empresa participar deste processo, assim como o faz quando de demissões
por outros motivos que não a aposentadoria.
O enfoque do aspecto financeiro é muito importante e vem sendo
tratado com sucesso pelas empresas por meio da Previdência Privada.
Porem, os aspectos psicológicos são tão importantes como os financeiros
e devem receber preparação especializada para que se obtenha sucesso. Ao
nos referimos a sucesso, este só será completo quando permitir a ambos
os lados, empregador e empregado, atingirem os objetivos considerados.
Para as empresas uma transição adequada no que concerne á gestão do
conhecimento em poder dos que deixam a empresa é essencial para a
seqüência das atividades e para os sucessores. Não só do conhecimento
explícito como também do conhecimento tácito em poder dos que estão a
longo tempo nas empresas e em vias de se retirar para a pós-carreira.
Não podemos nos esquecer que com a saída de um funcionário, saem
também os investimentos realizados ao longo de anos, que resultaram em
desempenho diferenciado.
Podemos considerar também os benefícios para a imagem institucional
da empresa e, principalmente, que um empregado bem preparado para o
Pós-Carreira continuará produzindo em ritmo normal até o último dia de
trabalho, transmitindo seus conhecimento ao seu sucessor e atingindo os
objetivos de performance estabelecidos, dando retorno aos investimentos
feitos como citado acima.
Para os empregados, realizar a transição para a nova fase com os
eventuais conflitos pessoais resolvidos, completamente preparado para
novas atividades, quaisquer que sejam elas, e com um projeto de vida
totalmente pronto e assimilado, permitirá que o pós-carreira seja
efetivamente um prêmio e não um castigo.