Ainda temos muito que aprender além das
palavras bonitas, dos bons e conceituados livros, das teses e “tiorias” que
frequentemente adotam-se para garantir na pratica, a validade daquilo que
nos ensinam como formulas vencedoras.
Lamentavelmente, e em raríssimas exceções,
doutrinamos como lideres o poder dos conquistadores, pelo volume dos seus
comandados, pela imposição e refinação das ações diante das diretrizes dos
crescimentos, execução, lógica das idéias, e sua proporcionalidade de metas
e acréscimos de desafios.
Sabemos que na maioria das vezes enquanto
executores, somos induzidos, pela inevitável seleção competitiva, pela vida
avaliada como sobrevivência. Sabemos também que quando em consumo, num mundo
de grifes, impulsos e falsificações, somos avaliados pelas tendências, e
cada vez menos pelos nossos ideais, gostos e velhos sonhos.
Não podemos questionar ou criticar as
regras do jogo, pois as cartas que nos são oferecidas são as mesmas nos sete
cantos do planeta, ou seja, ou fazemos da melhor forma, ou não faltarão
substitutos, melhores, mais rápidos, menos exigentes, e muito mais
profissionais do que pessoais.
Talvez no futuro não muito distante,
nossas seleções não permitam mais relacionamentos entre pares, também
esqueçam o como era importante a “macarronada” dos fins de semana. O tempo
substituiu as tradições validando a velocidade no ritmo das mutações, assim
como a direção dos comportamentos dos que vivem e dependem desses circuitos.
Lamento tudo isso, mas também faço parte
desse meio, e quem sabe ainda possa continuar minhas obrigações, sem
abandonar um pouco da alquimia, não pela procura do ouro material, mas para
manter a parte que me aproxima dos valores humanos, que sempre deverão ser a
verdadeira relação para que possamos administrar nossas qualidades através
dos encontros com a cumplicidade.