.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 16/11/2005 15:19:12 

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A difícil missão de escalar o time
Por Eleanderson C. Eugênio

 

Caros leitores... Venho novamente discorrer sobre as “aventuras” deste tão falado “Mercado de Trabalho”. Acompanho e sinto na “pele” os sabores e dissabores deste tão magnífico mundo... As empresas e seus colaboradores. Esta é minha linha editorial e faço questão de dissertar com entusiasmo e com o coração. É um prazer compartilhar com vocês as experiências e pontos de vista que venho absorvendo ao longo de meus 20 anos de “chão de Fábrica”, de “trecho” (Termo popular, utilizado dentro das empresas, que significa pessoas que já trabalharam em várias cidades, estados etc) e de Salas de Aula.

 

Recebo vários e-mails com sugestões, elogios e críticas e isto é o que alimenta minha participação neste site. Gostaria que vocês, caros leitores, continuem participando, me enviem comentários, sugestões, críticas... Isto fará nossa coluna ficar cada vez melhor!!! Conto com a participação de vocês!!!

 

Esta semana vou comentar sobre uma das poucas coisas, se não a única, que uma empresa, por mais que tente, não consegue copiar de seu concorrente... É o “time” que nela trabalha e o decorrente clima organizacional.

 

Nas organizações modernas, e até por uma questão de sobrevivência, as palavras de ordem são: produtividade, qualidade, eficácia e competitividade, e nesse contexto as pessoas deixam de ser o problema das organizações e passa a ser a solução, reconhecidas como o fator de diferenciação e exclusividade, gerador de melhores e importantes resultados.

 

Toda essa situação faz com que as empresas busquem novos métodos, no sentido de “escalar o seu time” para enfrentar e vencer o adversário, ou seja, há um despertar empresarial para a necessidade de conhecer, de verdade, o seu capital humano e assim trabalhar, com tranqüilidade, com as características individuais e do grupo.

 

As empresas procuram soluções rápidas, simples e eficazes para a formação de suas equipes, mas essa mágica não existe. Quando nos referimos as pessoas, o que está envolvido é conhecimento, sentimentos; as pessoas “casam” com a empresa, e assim como na vida afetiva, o envolvimento, a confiança, o respeito se intensificam com o convívio do dia-a-dia, com a intimidade do relacionamento; ou não.

 

O mais importante na hora de “escalar o time” é fazer um estudo profundo do capital humano existente na empresa, considerando fatores como aptidão e características comportamentais e sempre avaliar o perfil da pessoa x o perfil do cargo; se as características do indivíduo são adequadas para o papel profissional que vai desempenhar e sua relação com o grupo de colaboradores; se isso não for considerado, em pouco tempo, virá à tona a famosa frase “contratamos a pessoas errada”.

 

Um exemplo de empresa que investe no seu capital humano é o Fran’s Café, que numa iniciativa inédita no segmento de franquias contratou a Arquitetura Humana para a realização de um trabalho junto aos franqueados da rede, com o objetivo de conhecer o perfil comportamental de seus funcionários, buscarem a estrutura humana mais adequada para cada ponto-de-venda e conseqüentemente diminuir o alto índice de turn-over.

 

Segundo declarações do sócio-diretor do Fran’s Café, Lupércio Fernandes de Moraes, ‘este tipo de iniciativa é fundamental, pois cada vez mais temos que conhecer as pessoas com as quais trabalhamos, suas habilidades, pontos fortes e pontos fracos. “As organizações modernas já entenderam que quem faz a diferença nos resultados são as pessoas”.

 

Citei acima um exemplo de uma empresa estrangeira, mas temos sim, aqui no Brasil, em Minas e em Varginha empresas que se enquadram no mesmo perfil. Tomo a liberdade de citar, entre várias, a empresa GW PNEUS, que através dos Srs. Nivaldo (Gerente) e Gilmar (Comercial), são um belo exemplo de “TIME”.

 

Uma boa semana a todos!!!

 

 

Eleanderson C. Eugênio  é Consultor Industrial e Articulista de Jornais e Periódicos de circulação nacional. E-mail: eleanderson2004@yahoo.com.br


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