| Em
Rhede |
 |
|
O Fim do Emprego
Por Eleanderson C.
Eugênio
|
|
 |
“Hoje, um terço da força de trabalho
mundial - algo em torno de um bilhão de pessoas - está sem
emprego, mas não vive em ‘cabanas eletrônicas’, não está
no ‘setor de serviços’ nem se dedica, aparentemente, ao
ócio criativo. Pelo contrário, o que as estatísticas
mostram é que esses milhares de desempregados seguem
ligados ao mesmo ‘paradigma do trabalho’, só que agora
como trabalhadores terceirizados ou subcontratados, com
direitos cada vez mais limitados”.
Não quero ser negativo, mas o quadro
acima diz aquilo que todos sabem, mas poucos têm coragem
de aceitar: o emprego e as relações de trabalho mudaram.
O economista Jeremy Rifkin escreveu o
livro "O fim dos empregos" há oito anos e causou uma
enorme polêmica ao descrever um cenário tão sombrio para o
futuro do trabalho. Dizia ele que a busca cega da redução
dos custos de produção promoveria uma eliminação drástica
de postos de trabalho nas empresas tradicionais. Isto
tornaria os bens e serviços dessas organizações cada vez
mais competitivos e lucrativos.
Infelizmente, Rifkin acertou.
Atualmente o desemprego é uma ameaça real em grande parte
do continente europeu e nos países subdesenvolvidos do
resto do mundo.
Além disso, as rígidas leis
trabalhistas são um convite tentador para fortalecer a
informalidade, pois o empregador precisa pagar muito caro
para contratar alguém. Por exemplo: ao contratar um
funcionário que ganhe R$ 1.000,00 mensais, o empregador
tem o custo total de R$ 2.000,00, o dobro do salário.
Conseqüentemente...
O fim da carteira assinada:
Carteira assinada é um artigo raro hoje em dia - os novos
empregos, quando surgem, já nascem na informalidade. Com
isto, mais da metade dos trabalhadores brasileiros estão à
margem dos direitos trabalhistas.
A reinvenção das profissões: Todas
as profissões estão passando por um processo de
reinvenção, inclusive a sua. Por conseguinte, algumas
praticamente desapareceram (alfaiate, por exemplo), outras
estão em processo de desaparecimento (bancário), há uma
relação daquelas que morreram e ressuscitaram (torneiro
mecânico), enquanto muitas foram reinventadas
(datilógrafo, que atualmente é o digitador).
Alguns empregos permanecerão:
Emprego sempre vai existir, o problema é que a
qualificação necessária para se conquistar uma boa
colocação já impede e vai continuar a impossibilitar a
contratação da maior parte dos trabalhadores brasileiros.
As empresas desejam colaboradores:
Quando os profissionais são vistos como colaboradores e
estes também entendem seu novo papel, todos ganham. As
empresas já compreenderam que precisam de gente criativa,
entusiasmada e comprometida com suas atribuições.
Por último...
Empregador paternal não existe mais.
Pare de sonhar com isto! Você é o dono da sua carreira e o
responsável por criar as oportunidades. É hora de escolher
as empresas onde você irá passar os melhores dias de sua
vida, ao invés de apenas aceitar qualquer condição por uma
carteira assinada.
O mundo está vivendo apenas a era do fim do emprego e
não do fim do trabalho. |
|
|
|
|
|
|