ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 01 de outubro de 2009 23:12:00                                               

 
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Você tem medo de mudar?

Eleanderson C. Eugênio

publicado em 01/10/2009


Mudar por quê, por que mudar? Entre tantas razões, há uma que não se pode ignorar: ou você muda, ou mudam você!


Não, não tem jeito. A única coisa que não deve mudar nos próximos anos é o constante estado de mudanças que vivemos. E mais: elas serão cada vez mais rápidas. E o que isso significa? Significa que para conseguirmos acompanhar o ritmo e termos sucesso em nossa vida, pessoal e profissional teremos de nos adaptar a novas situações, aprender a aprender, reciclar conceitos, postura e atitudes. Mas mudar nosso jeito de ser não é fácil. Lembrando que quando falo em mudança não estou sugerindo que você mude tudo. Muito pelo contrario. As mudanças mais eficazes são as que são feitas sem traumas, planejadas e executadas de forma transparente, pequenas, mas continuas. Fazendo o que sempre faço, só ganho aquilo que sempre ganhei. Agora, por que mudar? Simplesmente porque o mundo em que nós nascemos não é mais o mundo em que vivemos. A grande maioria de nós faz parte da geração Kichute/Conga/Bamba, ou seja, era uma grande alegria ganhar um Kichute novo para jogar bola – no qual dávamos um laço em volta do tornozelo ou por baixo do dito cujo – ou um Bamba monobloco branco, para as aulas de educação física no colégio, e o velho e bom conguinha branco para desfilar no dia 7 de setembro. Éramos felizes assim.

Mas como mudar?

Saia da zona de conforto. Todos nós, sem exceção, temos nossos hábitos, crenças, valores, preconceitos e soluções testadas para determinadas situações. O problema maior, na verdade, não é mudar. É saber o quê e quanto mudar. Ao mesmo tempo, estamos evoluindo como profissionais e seres humanos. Então, como descobrir qual a velocidade em que devo mudar? Nada é estático, e aceitamos certos graus de mudanças. Descubra quais os pontos que hoje atrapalham a sua ascensão profissional ou algo no campo pessoal. É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Questione-se sempre: “Quais competências me faltam?”. Mudar não é fácil e é preciso responder de forma adequada às perguntas acima.

Medo e insegurança

Anormal seria se não tivéssemos essas sensações. O desconhecido gera medo e insegurança. É natural passarmos por esse processo. Aliás, é benéfico, por que nos faz ponderar um poço mais e nos ajuda a evitar que tomemos decisões precipitadas. O problema é quando o medo não nos deixar agir. Medo é normal, mas continue a pesquisar, verificar se vale a pena mudar. Não fique estático, não pare o processo. Torne o medo um aliado, tentando descobrir: “O que exatamente me causa medo no processo de mudança?”; “Medo de perder o emprego?”; “A família?”; “Meus bens materiais?”; “O que assusta tanto que não me deixa evoluir?”.

Novas possibilidades

Este é a recompensa para quem consegue superar as etapas acima. Novas possibilidades de ganho, atravessar e conhecer novas fronteiras, vencer o desconhecido. Novos desafios demandam novos talentos e competências a serem adquiridos. Não existem desafios que não exigem mudanças. Diga não à rotina. E pergunte sempre: “por que não?”. Essa pergunta é preciosa. Para mudar é preciso questionar. Questione, questione e questione exaustivamente. Procure olhar a situação com novos olhos, de forma empática, e não fique preso a somente um ponto de vista. Aceite opiniões, novas idéias, crie novas oportunidades.

Convença a si mesmo

Seja qual for o processo de mudança, a primeira pessoa a ser convencida de que vale a pena mudar é você mesmo. Somente inicie um processo de mudança, seja profissional ou pessoal, se estiver plenamente convencido de que vale a pena, de que existem riscos, se você não está muito convicto do que fazer, é melhor preparar-se um pouco mais. Lembro que dificilmente alguém estará 100% pronto. Imprevistos ocorrem no meio do caminho, mas só os supera quem estiver realmente comprometido e convencido de que os resultados esperados podem surgir. É incrível, mas o primeiro sabotador de nossos projetos está dentro de nós. É algo que se manifesta através daquelas duas vozes internas, uma falando para ir em frente e a outra dizendo que não vai dar certo.
Finalmente , lembre-se do seguinte: você dever ser o primeiro a estar convencido de que mudar vale a pena. Do contrario, para que mudar?

É preciso buscar novas habilidades e aptidões para ser mais competitivo no mercado. Questione-se sempre: “Quais competências me faltam?” E não se esqueçam... "No mundo globalizado em que vivemos nada há de permanente, exceto a MUDANÇA"!!!


 

Reflitam...
 

 

 

 
 

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::sobre o autor::

Eleanderson C. Eugênio.

Mestre em Engenharia e Gerente Industrial

Professor Universitário nas Cadeiras de: Física, Gestão da Qualidade e Produção

Membro do Núcleo de Empresas e RH do Sul de Minas

Articulista de Jornais, Sites e Periódicos de circulação nacional.

E-mail: ec.eugenio@uol.com.br
 

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