ISSN 1678-8419         última atualização em: sexta-feira, 07 de agosto de 2009 09:24:00                                               

 
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"Não existe problema sem solução"

Eleanderson C. Eugênio

publicado em 03/08/2009

Creio que os leitores deste conceituado site devem se lembrar (ou ouvido falar) da famosa PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE MASLOW.

Costuma-se afirmar que nenhum comportamento humano é gratuito, isto é, que toda atitude é meramente fruto da busca da satisfação de uma necessidade. Praticamente, vive-se para satisfazer necessidades e a própria dinâmica da vida é conseqüência disso. Mas as necessidades não são as mesmas nem ocorrem no mesmo período para todos os indivíduos.

Abraham Maslow sugeriu uma teoria sobre a ordem específica de desenvolvimento das necessidades humanas, em função da história de sua satisfação. Propôs que as necessidades se desenvolvem numa ordem, das “inferiores” às “superiores”. É o que se denomina PIRÂMIDE de MASLOW.

Acontece que, no desenvolvimento do indivíduo, uma necessidade “inferior” precisa ser satisfeita adequadamente antes de surgir a necessidade “superior”. Após a pessoa ter saído de um nível inferior de necessidade e estar num nível superior, as necessidades de nível inferior assumem um papel menos importante. Não obstante, pode, outra vez, tornar-se temporariamente dominante por causa das privações que a vida pode causar.

Uma destas privações é a do direito ao emprego, que leva o indivíduo a “descer rolando” até o primeiro degrau desta pirâmide, o degrau das Necessidades Básicas e isto, convenhamos, é um GRANDE problema!

Faço agora uma pergunta aos Internautas:

Será que existe Problema sem Solução?

Encontrei um antigo texto em meus arquivos, que gostaria de compartilhar com vocês para tentar solucionar ou, até mesmo, amenizar este impasse.
Não sei se esta história, que circulou pela Internet no fim do ano de 1998, é verdadeira. Se não for, não faz mal. Ela ilustra o fato de que, por mais complicado que seja um problema, sempre tem solução. Basta colocar a cabeça para funcionar.

Eis a história:

Um homem comprou um carro, que tinha um defeito curioso. Mandou uma carta à fábrica relatando seu problema: “Não os culpo se não responderem. Sei que parece loucura. Toda noite, depois do jantar, pego o carro e vou tomar sorvete. Quando compro sorvete de Creme, o carro não funciona. Quando compro de outro sabor, liga na hora. Por que isto ocorre?”
A carta foi parar na mesa do presidente da empresa, que destacou seu melhor Engenheiro para desvendar o mistério. Incrédulo, o Engenheiro chegou à casa do homem na hora em que ele saía para comprar sorvete. Os dois foram juntos a sorveteria. Pediram de Creme. Voltaram ao carro. Ligaram... Nada. No dia seguinte, repetiram o passeio. Pediram de Baunilha. O carro pegou. No terceiro dia, de Nozes. Tudo bem. No quarto, Cereja. O motor perfeito. No quinto, Creme, de novo. O motor não deu sinal de vida. Inacreditável. A única conclusão possível: O carro era alérgico a sorvete de Creme. O que fazer diante dessa constatação? Trocar o óleo por creme antialérgico?
O engenheiro não podia acreditar naquilo. Passou uma semana cruzando dados e comparando hipóteses. Um dia, olhando suas anotações, achou uma pista: O homem levava menos tempo para comprar sorvete de Creme. Como era um sabor bastante pedido, o latão com Creme ficava à mão do atendente. Para pegar os outros sabores, tinha de lavar a concha, enxugá-la, dar alguns passos para pegar o sorvete e mais outros para entregá-los ao cliente. Além disso, o de Creme custava R$ 1,00. Os outros sabores, R$ 1,20. Como o homem nunca tinha 20 centavos trocados, quando comprava de Chocolate ou de Morango tinha de esperar para receber e conferir o troco. Isso representava 01 minuto a mais.
 


Com isso, o mistério ganhou nova configuração. Não se tratava de o carro gostar ou não de sorvete de Creme. A questão agora era: Por que ele não funcionava quando se levava menos tempo? O engenheiro abriu o motor, conectou aparelhos a várias peças e descobriu que havia um relé com uma ventoinha defeituosa, que causava um problema de resfriamento. Touché! (ou Eureka, se preferirem). Quando o homem comprava sabores como Flocos ou Pistache, a peça tinha mais tempo para se resfriar. Quando pedia de Creme, o serviço era mais rápido, o relé ainda estava quente e não funcionava. Estava esclarecido o mistério. Era só não embarcar nas aparências, estudar o problema com cuidado e encontrar o caminho certo.

Moral da história: Se você, caro amigo (a), se encontra desesperado, sem encontrar uma solução para seu problema, tenha calma. Coloque a cabeça para funcionar e analise os fatos. Por mais complicado que seja, não há problema sem solução.

E não se esqueçam:

“Se você se contentar com menos do que pode ser, será infeliz pelo resto da vida” (Abraham Maslow)
 

 

 

 

 
 

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::sobre o autor::

Eleanderson C. Eugênio. Mestrado em Engenharia da Produção/Automação e Gerente Industrial. Articulista de Jornais, Sites e Periódicos de circulação nacional.

E-mail: ec.eugenio@uol.com.br
 

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