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Caros
leitores, li um artigo esta semana de uma amiga Colunista
(Maria
Aparecida Francisquini / Artigo: Mulheres) e fiquei
impressionado com o ponto de vista dela. Aproveitei o
“gancho” e a inspiração da colega colunista para escrever
um artigo ligado diretamente a Mulher no Mercado de
Trabalho. Espero que gostem!!!
Entrar numa empresa de calças curtas e só sair dela quando
chegar à aposentadoria é definitivamente uma idéia do
passado. A partir de agora, os funcionários e
colaboradores terão cada vez menos chances de
estabilidade, benefícios por tempo de serviço e promoções
por fidelidade. Com a competição cada vez mais acirrada,
empresas não sabem sequer prever se continuarão a existir
nos próximos cinco anos e, por conta disso, estão abolindo
os empregos para a vida toda. Esse processo começou nos
Estados Unidos e vem correndo o mundo todo.
No
Brasil, o empresariado nacional, acompanhando as
tendências e influências do mercado de trabalho
internacional, gradativamente, foi alterando os critérios
de contratação. Currículo e capacitação técnica, que até
pouco tempo eram valores decisivos e inquestionáveis,
perdem espaço para outros fatores, agora, exigidos pelas
empresas que acompanham a evolução do mercado de trabalho.
O
sucesso depende mais do coração do que da cabeça; os
sentimentos valem mais do que o quociente de inteligência.
O temperamento equilibrado da pessoa que se emociona,
porque coloca o coração nas coisas que faz, essa tem seu
lugar garantido. Hoje, no mercado de trabalho, tem valor o
profissional que participa, extravasa e consegue
sensibilizar, gerenciando sua rotina com "feeling". A
fórmula do sucesso na vida profissional é vista, hoje,
como uma combinação bem temperada de pensamento racional,
com controle e autoconhecimento emocional. Eu costumo
dizer que está bem em moda a frase do grande filósofo
Sócrates "Conhece-te a ti mesmo".
Para
trabalhar em equipe e ter desenvolvimento pessoal e
profissional, eu preciso realmente conhecer-me e saber das
minhas potencialidades, para que possa ter um bom
relacionamento com o grupo e com a comunidade. O perfil do
profissional valorizado anteriormente era baseado
principalmente no currículo e até no nível de seu "QI".
Eram contratados os primeiros de turmas; aqueles
acadêmicos que, em geral, tinham como objetivo único,
mergulhar nos estudos, e nem participavam de atividades
extraclasse. Hoje as empresas continuam dando preferência
para profissionais bem qualificados, mas necessariamente
com comportamento emocional equilibrado.
Antigamente, valia mais a cabeça, hoje vale mais o
coração. A pessoa preferida no mercado de trabalho é
aquela que exercita as inteligências múltiplas. A mulher
profissional, geralmente, é mais produtiva que o homem e
tem maior capacidade de administrar as tantas tarefas que
devem ser executadas, como:
o Ligar para escola do filho, para saber quando é a
reunião de mães e mestres (deixou de ser reunião de pais e
mestres, porque o pai dificilmente comparece).
Pedir
para a empregada descongelar a comida para o almoço da
família, administrar a casa, a TPM, o marido chato, a
costureira, o remédio dos filhos, etc. É lógico que muitos
maridos ajudam. o Comprar Avon, Hermes, Pierre Alexander,
lingerie, tudo isso durante seu período de trabalho e,
ainda assim ser mais produtiva que os homens. Por quê?
Ela é
intuitiva e tem uma visão sistêmica, cria relações entre
os elementos de um todo, é detalhista e generalista ao
mesmo tempo, desenvolvendo múltiplas habilidades. E como
diz o professor Valdez Ludwig: "Neste mundo patriarcal e
machista, a mulher pode brincar com a casinha toda,
desenvolvendo sua criatividade, homens só brincam de
carrinho". A mulher tem a emoção à flor da pele e, nestes
tempos de inteligência emocional, isso é fundamental para
se dirigir os negócios. A intuição é mais importante do
que a qualidade e é, por isso, que cada vez mais estão
ocupando cargos de direção em empresas do porte de
Coca-Cola, Rede Globo, entre outras. E quando "a coisa"
aperta, ainda, podem chorar. E os homens se derretem em
volta delas. É por isso que esse mundo é muito bom!
O que
mais se pede hoje são pessoas dispostas, até mesmo sem
experiência. Promoções por tempo de serviço ou merecimento
e estabilidade não existem mais. Hoje em dia, as pessoas
têm de administrar suas próprias carreiras, como se fosse
um produto, um bem de consumo. Costumo dizer que pessoas
no mercado não estão faltando, o que o mercado precisa é
de pessoas humanas. Acredite em você... O universo é o
limite... Você é a diferença!
Tenham uma ótima semana!!! |