.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Ano V - 09/07/2009 13:39:06 

 
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Qual o real valor da emoção?
Por Eleanderson C. Eugênio


Caros leitores, li um artigo esta semana de uma amiga Colunista (
Maria Aparecida Francisquini / Artigo: Mulheres) e fiquei impressionado com o ponto de vista dela. Aproveitei o “gancho” e a inspiração da colega colunista para escrever um artigo ligado diretamente a Mulher no Mercado de Trabalho. Espero que gostem!!!

Entrar numa empresa de calças curtas e só sair dela quando chegar à aposentadoria é definitivamente uma idéia do passado. A partir de agora, os funcionários e colaboradores terão cada vez menos chances de estabilidade, benefícios por tempo de serviço e promoções por fidelidade. Com a competição cada vez mais acirrada, empresas não sabem sequer prever se continuarão a existir nos próximos cinco anos e, por conta disso, estão abolindo os empregos para a vida toda. Esse processo começou nos Estados Unidos e vem correndo o mundo todo.

No Brasil, o empresariado nacional, acompanhando as tendências e influências do mercado de trabalho internacional, gradativamente, foi alterando os critérios de contratação. Currículo e capacitação técnica, que até pouco tempo eram valores decisivos e inquestionáveis, perdem espaço para outros fatores, agora, exigidos pelas empresas que acompanham a evolução do mercado de trabalho.

O sucesso depende mais do coração do que da cabeça; os sentimentos valem mais do que o quociente de inteligência. O temperamento equilibrado da pessoa que se emociona, porque coloca o coração nas coisas que faz, essa tem seu lugar garantido. Hoje, no mercado de trabalho, tem valor o profissional que participa, extravasa e consegue sensibilizar, gerenciando sua rotina com "feeling". A fórmula do sucesso na vida profissional é vista, hoje, como uma combinação bem temperada de pensamento racional, com controle e autoconhecimento emocional. Eu costumo dizer que está bem em moda a frase do grande filósofo Sócrates "Conhece-te a ti mesmo".

Para trabalhar em equipe e ter desenvolvimento pessoal e profissional, eu preciso realmente conhecer-me e saber das minhas potencialidades, para que possa ter um bom relacionamento com o grupo e com a comunidade. O perfil do profissional valorizado anteriormente era baseado principalmente no currículo e até no nível de seu "QI". Eram contratados os primeiros de turmas; aqueles acadêmicos que, em geral, tinham como objetivo único, mergulhar nos estudos, e nem participavam de atividades extraclasse. Hoje as empresas continuam dando preferência para profissionais bem qualificados, mas necessariamente com comportamento emocional equilibrado.

Antigamente, valia mais a cabeça, hoje vale mais o coração. A pessoa preferida no mercado de trabalho é aquela que exercita as inteligências múltiplas. A mulher profissional, geralmente, é mais produtiva que o homem e tem maior capacidade de administrar as tantas tarefas que devem ser executadas, como:
o Ligar para escola do filho, para saber quando é a reunião de mães e mestres (deixou de ser reunião de pais e mestres, porque o pai dificilmente comparece).

Pedir para a empregada descongelar a comida para o almoço da família, administrar a casa, a TPM, o marido chato, a costureira, o remédio dos filhos, etc. É lógico que muitos maridos ajudam. o Comprar Avon, Hermes, Pierre Alexander, lingerie, tudo isso durante seu período de trabalho e, ainda assim ser mais produtiva que os homens. Por quê?

Ela é intuitiva e tem uma visão sistêmica, cria relações entre os elementos de um todo, é detalhista e generalista ao mesmo tempo, desenvolvendo múltiplas habilidades. E como diz o professor Valdez Ludwig: "Neste mundo patriarcal e machista, a mulher pode brincar com a casinha toda, desenvolvendo sua criatividade, homens só brincam de carrinho". A mulher tem a emoção à flor da pele e, nestes tempos de inteligência emocional, isso é fundamental para se dirigir os negócios. A intuição é mais importante do que a qualidade e é, por isso, que cada vez mais estão ocupando cargos de direção em empresas do porte de Coca-Cola, Rede Globo, entre outras. E quando "a coisa" aperta, ainda, podem chorar. E os homens se derretem em volta delas. É por isso que esse mundo é muito bom!

O que mais se pede hoje são pessoas dispostas, até mesmo sem experiência. Promoções por tempo de serviço ou merecimento e estabilidade não existem mais. Hoje em dia, as pessoas têm de administrar suas próprias carreiras, como se fosse um produto, um bem de consumo. Costumo dizer que pessoas no mercado não estão faltando, o que o mercado precisa é de pessoas humanas. Acredite em você... O universo é o limite... Você é a diferença!

Tenham uma ótima semana!!!

 

 

Eleanderson C. Eugênio  é Consultor Industrial e Articulista de Jornais e Periódicos de circulação nacional. E-mail:
ec.eugenio@uol.com.br eleanderson2004@yahoo.com.br
 


Outros artigos do autor:
Delicadeza ainda não saiu de moda publicado em 17/10/2005

O Fim do Emprego

Utopia ou realidade?



 

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