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“...o ápice do sucesso profissional ou pessoal depende do
estímulo,
das escolhas, e principalmente deste exercício cotidiano fantástico
que é a prática incessante do networking...”
Fábio Azevedo
Cultivar relacionamentos é literalmente construir novas
oportunidades, aquele profissional que busca incessantemente relacionar-se e
transitar em todas as rodas, desenvolve e aperfeiçoa sua inteligência
social. O mundo já sabe que não possuímos uma única inteligência como
julgávamos décadas atrás, nas quais o QI (Quociente de Inteligência) era a
única medida para a inteligência de um adulto. Os primeiros testes de
avaliação da inteligência, se desenvolveram na antiga China por volta do
século V, com a função de orientar e “encaixar” cada indivíduo dentro de
trabalhos e tarefas especificas e adequadas ao seu perfil intelectual, desta
forma, o Império Chinês conquistou uma evolução gradual, tornando-se o mais
influente e organizado do antigo oriente.
Mas foi Wilhelm Stern em 1912 que propôs a criação e utilização do termo QI
ou Quociente de Inteligência, que representaria desta forma, o nível mental
de um indivíduo. Mas somente em 1939, o primeiro teste de QI foi elaborado
de forma explícita com aplicação em adultos, por David Wechsler. Um passado
recente, mas já superado pela psicologia moderna. Mesmo ainda utilizados,
sabe-se que os testes de QI atuais, já não medem mais o nível real da
inteligência, alias, ainda não existe um consenso, uma unanimidade sobre o
que realmente é “inteligência” e seus fatores medidores projetados
teoricamente. Identificar os níveis da inteligência humana é um trabalho
muito mais profundo, que desce a níveis ainda obscuros da mente humana.
O renomado psicólogo Daniel Goleman, autor do best seller Inteligência
Emocional, criou um guia para a compreensão e utilização desta inteligência,
e ao contrário das aplicações e diretrizes do QI, estável ao longo da vida
do indivíduo, ele define que a inteligência emocional pode ser desenvolvida
ao longo da vida. Em resumo, podemos aprender a utilizar as competências da
inteligência e assim, evoluirmos intelecto e socialmente!
Goleman nos mostra que a inteligência social é a real aplicação da
inteligência emocional no mundo das relações interpessoais. Desta forma,
começamos a compreender que para sermos socialmente inteligentes, precisamos
de fato, conviver socialmente. Isso mesmo, nós construímos e desenvolvemos a
inteligência social interagindo no meio em que vivemos, estimulando nosso
cérebro com cultura, conhecimento, costumes, hábitos. Essas experiências
novas e contínuas, desencadeiam valiosas conexões neurais em nossa máquina
cerebral, que moldam nossas emoções, criando desta forma, um ser humano
sociável, empático, totalmente adaptável ao meio e ao convívio social.
No mundo atual, vivemos a era das inteligências múltiplas, e estas, podem
ser menos ou mais ativadas em nosso cérebro, e os fatores determinantes
dependerão das oportunidades disponíveis no ambiente sócio-cultural, e das
decisões e escolhas pessoais ou do grupo de convívio. Estes fatores são tão
específicos e variantes, que moldam o ser humano como espécime único, com
inteligências diferenciadas e totalmente adaptadas ao meio.
Uma das competências mais requisitadas e apreciadas no universo profissional
é a inteligência social, capacidade que proporciona maior colaboração entre
indivíduos, desenvolvendo a empatia e a habilidade de trabalhar em grupo e
conviver em comunidade, com maior interação, envolvimento e comprometimento.
Praticar networking, é sem dúvida alguma praticar o desenvolvimento da
inteligência social, este exercício diário tão presente na vida dos que
habitam o mundo dos negócios, deve ser feito por toda e qualquer pessoa, e
até mesmo aqueles que não sabem o que significa networking, o praticam
diariamente em menor ou maior grau.
Goleman nos ensina que a “construção dos nossos relacionamentos” - vamos
chamar aqui de networking -, não moldam apenas nossas experiências, mas
principalmente nosso corpo físico, literalmente nossa biologia. Isso pode
nos afetar de maneira maligna ou benigna, pois somos o que vivemos!
Relacionamentos desagradáveis constroem verdadeiras “bombas-relógio”
emocionais dentro de nós, que são montadas lentamente ao longo da vida,
prontas para explodir tomando formas como: Descontrole emocional, estresse,
ansiedade, doenças cardíacas e respiratórias, úlceras entre tantos outros
males que afligem a população contemporânea.
Já os relacionamentos agradáveis, são celeiros de experiências positivas e
saudáveis ao nosso corpo e principalmente ao cérebro, abastecendo-o de
informações que construirão o ser profissional e social que nos tornamos
pouco a pouco, apto e disposto ao relacionamento interpessoal.
Obter os benefícios do networking não é difícil, mas exige empenho e
dedicação full time, pois como vimos até agora, estamos sempre em processo
contínuo de trabalho e desenvolvimento de nossa inteligência social. Um
cérebro menos ou mais sociável, é fruto do exercício do convívio, do
relacionamento e do acúmulo de experiências desde a mais tenra idade.
No mundo dos negócios, os que possuem cérebros mais sociáveis, são os que
quase sempre puxam a fila dos bem sucedidos, dos exemplos a serem seguidos,
aqueles que servem de estímulo para alcançarmos nossos objetivos de sucesso.
Podemos concluir, que conquistar o ápice do sucesso profissional ou pessoal
depende do estímulo, das escolhas, e principalmente deste exercício
cotidiano fantástico que é a prática incessante do networking, que nos leva
de encontro a redes de relacionamento sólidas, gerando experiências
valiosas, que lapidadas pelo convívio, constroem nossa inteligência social.
Networking é muito mais que relacionamento, seria desperdício adjetivar de
forma tão simples uma prática tão importante para a nossa formação humana.
Fazer networking é realmente transpirar emoções, como diria Goleman,
“interagir cérebro a cérebro”, e é exatamente a química desta mistura de
experiências, vidas, emoções e inter-relações, que produz a fórmula para a
criação dos “seres humanos de sucesso”.
Por isso, não perca tempo, comece agora a construir relacionamentos,
interaja, participe, opine, conviva, faça parte, pratique networking com sua
alma e seu corpo, e não esqueça do órgão principal, seu cérebro, pois ele é
a residência de sua tão valiosa inteligência social.
Sucesso sempre!
Fábio Azevedo
www.fabioazevedo.net
* Fábio Azevedo é empresário, consultor, palestrante,
escritor e professor da escola do varejo – CDL Goiânia, escreve
periodicamente, no Brasil e no exterior para várias revistas, jornais, sites
e portais na internet, sobre vendas, qualidade de vida, gestão, liderança,
comportamento, networking, franquias, marketing, estratégia,
empreendedorismo e inovação.
www.fabioazevedo.net
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