ISSN 1678-8419  

Última atualização feita em:25-10-2005 18:02

PRINCIPAL

 Agenda

 Colunistas

 Cultura e Humor

 Editorial

 Educação

 Em Questão

 Em Rhede

 Entrevistas

 Notícias

 Poesias e Crônicas

 Política e Cidadania

 Reportagens

 Reflexão

 Sócio Ambiental

 Turismo e Lazer

 Terceira Idade

 Outras edições

 

   Participe

 Cartas

 Expediente

 Fale Conosco

  

   Especiais

 SP 450 anos

 Gilberto Freyre

 Igrejas

 Meio Ambiente

 Assédio Moral

 Em Rhede

 Nossa bagagem

 por Gilberto Wiesel

Pergunto-me vez por outra, de onde vem o entendimento que tenho sobre o mundo e a forma como consigo lidar com as situações muitas vezes, complicadas do dia-a-dia. Acredito sinceramente que reajo bem diante das intempéries da vida. Vejo, no entanto que não é muito freqüente encontrar pessoas com atitudes serenas diante do inesperado.

Ao analisar algumas pessoas que conheço, percebo a maioria delas sempre esperando um golpe. É como se a vida oferecesse somente perdas e situações de risco. Acredito que são pessoas que vivem superficialmente e, quando buscam uma força interior, encontram somente revolta e amargura. Por isso, lidam muito mal com a dor e os problemas. Insistem em acreditar que a vida não passa de uma grande traição. A cada exigência, um vazio. A cada posicionamento, a autopiedade. Este estilo é preocupante à medida que impede as pessoas de superarem seus próprios limites.

Sei que a força para nos guiar, na vida, terá sempre de vir do nosso interior. O apoio, o bom senso, a lucidez se originam da bagagem que fomos armazenando, em nosso íntimo, ao longo do tempo.

Mas da onde vem nossa bagagem interna?

Grande parte tem origem na qualidade da nossa infância. A intensidade do afeto que recebemos, as crenças dos nossos pais, a conduta deles diante dos problemas, sua esperança ou pessimismo. Tudo isso, molda-nos até onde permitimos.

Isso me lembra uma passagem da minha adolescência que envolveu a minha mãe. Lembro-me bem que ela sufocava as iniciativas de todos lá de casa. Até que um dia enfrentei aquilo que mais estava me sufocando. Disse a minha mãe:

- De hoje em diante não aceitarei mais nenhuma lamentação sua sobre o passado ou referência negativa e sem esperança sobre o futuro. Perguntei por qual motivo insistia tanto na idéia de que a vida é triste e difícil? Por mais que eu tentasse ser obediente à minha mãe, eu não conseguia ver e muito menos sentir assim!

Lembro que ela desconcertou e seu olhar se perdeu em um grande vazio. Longos minutos depois, caiu em si e comentou:

- Eu faço isso? Pois bem, nunca pensei, que deveria ser diferente. Acho que me acostumei a viver nesses padrões!

O conceito que temos sobre o mundo pode inibir nossas decisões.

A partir daquele dia, minha mãe tornou-se sua própria aluna. O conteúdo que mais ocupou seu tempo foi a mudança da velha bagagem interna por outra mais nova. Seu foco de interesse passou a ser a aquisição da alegria, da esperança, do otimismo e, principalmente, no cuidado de não mais limitar seus filhos com posturas empoeiradas. O resultado disso foi um alivio para minha mãe e seus filhos. Iniciou-se, simultaneamente, uma nova era em todo ciclo familiar. Os novos tempos trouxeram prosperidade e uma bagagem interior altamente positiva.


Outros artigos do autor

A nova imagem da competência

 

 

 

 

 

Clique aqui e leia as últimas notícias
 

                        
 

 

 

Gilberto Wiesel é Conferencista Motivacional nas áreas de Vendas, Marketing, Atendimento e Relações Humanas. Graduado em Adminstração, Pós-graduado em Marketing e Vendas, Consultor de Empresas, Especialista em Transfor mação Pessoal, Formação de Líderes e Empreendedores. Autor do Livro: Você em Primeiro Lugar e do CD Um Tempo Para Vida. Fundador do Portal da Motivação.
www.gilbertowiesel.com.br

 

© copyright Revista P@rtes 2000-2005
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil