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Já faz certo tempo que soaram os alertas
quanto às condições decadentes da natureza e aos males que a humanidade tem
causado ao planeta em que vivemos. Desde então o assunto permeou por entre a
mídia e pelo mundo, e a nova onda da sustentabilidade já não é mais tão recente
assim. Porém, em meio ao enorme montante de informações sobre o tema, estudos
comprovam que sim, a causa verde é a maior tendência do nosso tempo, mas isso só
é realidade na teoria. Estudos
apresentados pela TNS Ri e Recherche mostraram que, no Brasil, 8% da população
jamais escutou ou muito menos praticou alguma atitude sustentável, e 45% são
considerados “ausentes” quanto à causa verde. Os estudos revelaram também que
51% dos brasileiros são considerados “envolvidos”, e apenas 4% “engajados” de
fato. Contudo, o que mais me chama atenção e que é importante ser ressaltado, é
o fato de que a maioria dos envolvidos é atraída pela economia que a
sustentabilidade proporciona, e não pela consciência ambiental. Ou seja, o ponto
principal ao se limpar a calçada de casa com a vassoura, e não com água, é a
diminuição na conta ao final do mês.
Deixando de lado a questão sobre de quem é a
responsabilidade em conscientizar a parte ausente, e até mesmo a envolvida na
causa, o fato é que a sustentabilidade e a diminuição no consumo desenfreado são
absolutamente necessárias no contexto atual e futuro da humanidade. Se, afinal
de contas, a onda verde não é passageira, pelo bem do planeta e também de suas
empresas, os empresários podem e devem ser agentes da conscientização.
Seja por falta de opções acessíveis, por
desconfiança quanto aos programas ecológicos desenvolvidos pelas empresas, por
ausência de conhecimento, ou por outros motivos, muitos consumidores ainda se
encontram no grupo dos ausentes quanto à causa. Engajar estes clientes, através
de, por exemplo, uma comunicação clara sobre os prejuízos causados pela sua
empresa e sobre o que é realizado para reduzi-los, ações ecológicas que incluam
o cliente e torne-o parte atuante de suas ações em prol do meio ambiente,
relaciona a sua marca à palavra sustentabilidade, acrescenta credibilidade e
agrega valor ao seu negócio.
As iniciativas podem ser geradas por empresas
de qualquer tamanho e de inúmeras maneiras, seja na produção, em mudanças no
espaço físico, na rotina ou nos investimentos. Os lucros devem e continuarão a
ser primeiro foco nos esforços do mercado, mas a questão ambiental passará pouco
a pouco a ser o que destaca um negócio em meio a tantos outros, e é questão de
tempo até que os executivos necessitem assumir uma postura sustentável
definitiva.
Gilberto Wiesel
é empresário, administrador de empresas
pós-graduado em Marketing pela FGV. É Master-Practitioner em Programação
Neurolinguistica pela Sociedade Brasileira de PNL e membro da Time Line Theraphy
Association, Hawai-USA. É escritor, conferencista e diretor dor Grupo Wiesel que
atua na área de Educação Corporativa. |