Somos observados, de longe, pela
solidão. Ela procura parceiros para aumentar sua área de atuação. É importante
que, nos próximos anos, ela agregue o maior número possível de interessados,
pois isso ampliará o seu poder, ainda mais. A meta é agressiva. Estima-se a
conquista de interessados nas pequenas e grandes organizações. Também há um
projeto para atingir as pequenas e pacatas cidades, além de acelerar a solidão
nas grandes metrópoles. O trabalho promete ser intenso, o sonho da solidão é
atingir o maior número possível de adeptos. O foco são as pessoas. O plano
estratégico inclui as fragilizadas, ocupadas demais com o trabalho, senhoras de
suas convicções, além dos teimosos, arrogantes e, principalmente, aquelas que
insistem em esquecer de si mesmas.
É fácil conquistar êxito nessa meta,
afinal, as estatísticas comprovam que cada vez mais o planeta está sendo
habitado por pessoas desavisadas sobre sua real missão. A maioria não perde
tempo em olhar para si mesmo, dessa forma, não ficará sabendo do que realmente
precisa.
Um dia, porém, não saber sobre si mesmo,
poderá significar ser um imenso ímã, ideal para atrair a solidão!
O objetivo da solidão é diminuir o nível
de energia, de vitalidade e, portanto, de produtividade dos que a ela aderirem.
Isso significa que, na grande maioria das vezes, as pessoas estarão reclusas,
confusas, distantes e fora do eixo. O resultado para as organizações é
desastroso. Todos os departamentos poderão ser contaminados pela solidão e,
independente do número de funcionários, estarão deixando a desejar.
Para muitos empresários, esse é um
assunto quase ridículo. Para outros, no entanto, é um assunto que define o
momento certo de uma intervenção.
Drummond já dizia:
“Estou cercado de olhos, de mãos, afetos, procuras. Mas
se tento comunicar-me o que há é apenas a noite e uma espantosa solidão”.
Lembremos, pois, que, antes de tudo, somos gente, e
depois somos profissionais! Precisamos dos amigos, colegas de trabalho e da
família a fim de conseguirmos escapar daquela que nos espreita: A solidão!