Talento é diferente de dom. Dom é algo todo seu e um
presente que a vida lhe deu. É uma aptidão natural, genuína e que o
distingue das demais pessoas sem muito esforço. É mais notado nas artes,
músicas e esportes, mas também podemos pensar nas pessoas que parecem
que nasceram para liderar, negociar ou vender. Dom é um talento nato,
mas nem todo talento é um dom. É bom deixar claro que todos têm talento
ou alguns talentos, mas que esses talentos precisam ser descobertos e,
principalmente, desenvolvidos. Os iluminados são os que desenvolvem e
aperfeiçoam constantemente seus dons, esses são quase imbatíveis, mas
não são a maioria.
Iniciativa e criatividade. Talento sem ação não gera
realização. São suas iniciativas que abrem portas para novas
oportunidades. A iniciativa é um dos ingredientes que não pode faltar na
receita dos vencedores. O verdadeiro talento não fica à espera de que as
coisas aconteçam, cria soluções, agrega valor ao ambiente e sabe que
velhas soluções não são mais a garantia de sucesso no presente. O
talento não tem preguiça, nem medo de ser feliz. Pessoas talentosas, mas
sem iniciativa e criatividade se consideram injustiçadas e de pouca
sorte. Pessoas pouco talentosas, mas com iniciativa e criatividade
assumem a responsabilidade pela sua própria vida e não ficam à espera da
oportunidade passar. Elas criam uma.
Foco e execução. Para a grande maioria das pessoas sob
todos os aspectos ter foco não é algo natural e de fácil execução. No
campo emocional, poucos são os que têm o foco nas coisas de forma
positiva e acreditam verdadeiramente que pode dar certo. A maioria
parece já nascer conformada quando tudo dá errado. No campo corporativo,
foco é lidar com o que mais importa e execução é descobrir maneiras para
fazer acontecer. O talento deve ter poucas metas e atividades, mas é
importante se entregar de corpo e alma na execução dessas tarefas. Saber
dizer não quando necessário e terminar as atividades que se propõe a
fazer. Ter talento não o qualifica a fazer várias coisas ao mesmo
tempo, pois ao final os resultados podem depor contra você.
Relacionamento e Equipe. O talento pode ganhar um jogo,
mas não ganha o campeonato. O talento nasceu para servir, não para ser
servido. Veio ao mundo para cooperar, compartilhar, ensinar e aprender.
Sente prazer em se relacionar com outras pessoas e sabe que ninguém na
história mundial fez algo sem uma grande equipe do lado. Talento
acompanhado de arrogância é um passo para o fracasso. Uma pessoa
talentosa, que não se relaciona com as pessoas certas e não faz uso do
poder da equipe, é só uma promessa.
Integridade e responsabilidade. Vale a pena ter um
craque de bola, mas que vive na balada, perde treinos e desagrega a
equipe? Talento sem honestidade e caráter de nada vale. A
irresponsabilidade e falta de integridade afundam empresas, acaba com
qualquer carreira e não sustenta o sucesso a longo prazo. Não vale a
pena mascarar o talento, encobrir seus defeitos ou varrer os problemas
para debaixo do tapete porque alguém faz algo muito melhor do que o
outro. Manter uma pessoa talentosa na empresa que seja irresponsável e
desonesta é como guardar uma bomba relógio que a qualquer hora pode
explodir e destruir o alicerce de qualquer estrutura.
Aprendizado permanente. Aqueles que se julgam
talentosos têm um sério problema: gostam de aprender, mas não gostam que
ensinem. Por saber muito e por ter consciência disso pensam que são
poucos os que sabem mais do que ele. O verdadeiro talento é humilde na
hora de aprender e ensinar. Faz do aprendizado uma forma de vida e sabe
que sempre existe alguém que sabe mais do que ele em determinado assunto
e não sente necessidade de ser um especialista ou ter opinião formada
sobre tudo. Compreende que seus talentos precisam sempre ser lapidados e
que crescer na carreira e na vida é sempre uma conseqüência de boas
ações no presente. Não vive se lamentado do passado ou sonhando com o
futuro.