ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 03 de agosto de 2009 21:27:00                                               

 
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EM RHEDE

Educação à Distância “... falando de algo real”

Simone do Nascimento da Costa

publicado em 01/07/2009

 

Nos últimos dias venho lendo reportagens, notícias e pesquisas sobre tudo o que engloba a educação a distância, e às vezes fico impressionada em como as informações podem ser altamente influenciadoras no processo de decisão, por exemplo, da carreira de um indivíduo.

- Vamos quebrar alguns paradigmas?

Quando optei por realizar um curso a distância, tive que primeiro me atentar “às possibilidades”.

Não podemos nos enganar, pensando que este modelo segue caminhos totalmente normatizados, visto que o grande diferencial deste tipo de ensino é justamente a flexibilidade que o envolve.

Devido à necessidade de nos encontrarmos uma vez por semana na Universidade, meu primeiro dia de aula foi incrivelmente “divertido e rodeado de perguntas”. Acredito que não só eu, mas a grande maioria dos presentes naquele momento se via em dois grandes extremos: o que nos remetia à surpresa e à curiosidade de como tudo seria; e aquele que  nos levava à insegurança pelo algo até então “desconhecido”.

A receptividade que tivemos era um tanto quanto acolhedora, recebendo palavras de incentivo de todos aqueles que fariam tudo acontecer: reitoria, coordenação, tutoria e monitoria.

Mas da mesma forma que recebíamos todas aquelas informações e palavras amigáveis, todos nós que estávamos ali sentados sabíamos que “algo novo” iria acontecer em nossas vidas.

A primeira grande necessidade era a de nos adaptarmos às inúmeras ferramentas que tínhamos pelo site. Enviar e receber mensagens, realizar atividades pelo portal da Universidade, interagir com os colegas por Chat e Fórum despertava, em todos, a idéia de uma “nova descoberta”. Estávamos sendo desafiados a descobrir um novo método de ensino e aprendizagem!

O tempo passou e hoje posso detalhar com maestria tudo o que vivemos dia após dia, pois muito se equivoca quem pensa que a distância nos separa da Universidade; pelo contrário, ela nos faz querer interagir ainda mais, com aqueles que estão multiplicando informações para nosso estudo (nossos professores e todos aqueles que fazem a Educação a Distância parecer tão próxima), até porque, aprendemos que como não podíamos ter um professor ali conosco, sem ser apenas virtualmente, tínhamos que ser interlocutores desse processo.

Percebendo isso, começamos a utilizar as ferramentas de trabalho dispostas pela Universidade de forma acentuada, e então, descobrimos o primeiro grande poder de comunicação de um aluno: “ser questionador”.

Posso falar com propriedade, que diante destas descobertas, percebemos que independente do modelo de educação, seja presencial ou a distância, era possível compreender que o diferencial se apresentava apenas na forma como contextualizávamos o conhecimento, ou seja, caso nosso intuito fosse o de almejar sermos profissionais de “diferença no mercado”, teríamos que optar pela busca incessante do aprendizado e da interpretação de situações que nos exercitaria  às práticas concretas no diagnóstico e solução de problemas;  mas se apenas quiséssemos obter um conhecimento de “gaveta”, qualquer curso que realizássemos, representaria apenas um mero diploma.

É evidente que o ensino a distância só tem funcionalidade para aqueles que, como pré-requisito básico, utilizem de “disciplina”, pois só através dela é possível conciliar atividades diárias, com as tarefas propostas durante a semana.

Para reforçar, é preciso compreender que a distância só existe no nome da modalidade, pois o comprometimento diário, a necessidade de comunicação com os professores, as trocas de experiências nos fóruns abertos e as aprendizagens em grupo, nos unem pela tecnologia que praticamos, através de novas perspectivas de interação e comunicação, que acontecem por nossas próprias escolhas.

- “O grande diferencial é se destacar utilizando a interatividade como ferramenta de aprendizado, e compreender que a tecnologia só tem efeito, a partir do momento em que existe comunicação”.

Contudo, caso você ainda não tenha optado por esta modalidade de educação, devido às diversas dúvidas que permeiam este assunto, objetivamente posso esclarecer que a Educação a Distância é:

·          Desafiadora, à medida que é um processo de Educação que nos permite “investigar” e “vasculhar” respostas.

·          Altamente capacitadora, pois enriquece a construção do conhecimento. Os vários temas propostos deixam de ser meros textos para leitura, e passam a ser motivo de reflexão e busca de maior aprendizado.

·          Fator que influencia o debate e a discussão, pois à medida que trocamos experiências, estamos alinhando a teoria à prática.

Devemos desta forma nos socializar aos novos padrões que vão surgindo em nossa sociedade, com necessidades de visões empreendedoras, objetivando a necessidade cada vez maior de “interagir” e ser um profissional de atitude no mercado.

 

 

 

 
 

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::sobre o autor::

Simone do Nascimento da Costa

Graduada em Gestão de Recursos Humanos, pela Universidade Metodista de São Paulo

::contato com o autor::

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Simone do Nascimento da Costa é graduada em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista, colunista e colaboradora de diversos sites de discussão que expõem assuntos relacionados ao ambiente interno e externo das organizações, além de abordar questões pertinentes a Gestão de Pessoas, Gestão de Talentos, Comunicação Organizacional e a importância do reconhecimento dos colaboradores no contexto corporativo, dentre outros assuntos. Artigos publicados em Revistas como: Rh Magazine (Portugal), Banas Qualidade e Excelência Metodologia. Vasta experiência em Recrutamento e Seleção de Pessoal, bem como na área de Treinamento & Desenvolvimento. Professora Tutora do curso de Gestão de Recursos Humanos da Universidade Metodista de São Paulo e Gestora de Novos Negócios em uma Consultoria Empresarial.
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