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Tantas polêmicas envolvem
este contexto, que obstante aos fatos que espreitam nossas atitudes em
sermos visionários, encaramos uma realidade onde nossas contribuições no
contexto organizacional passam a ser recursos que propiciam inevitavelmente
a sustentabilidade da empresa.
Quando falamos em retenção
de talentos, estamos falando também de valorização, reconhecimento, alcance
de objetivos e porque não dizer: “da estratégia de sucesso dos novos
tempos”.
Não existem políticas e
processos que facilitem o desenvolvimento organizacional, sem que no centro
das atenções e investimento exista o talento humano. Pode até ser que por
certo momento sua organização dissemine boas práticas através de políticas
que facilitem o processo de produtividade ou de otimização de tempo, porém
por quanto tempo “VOCÊ”, gestor, líder de equipe, vai conseguir alavancar
seus processos sem realizar o desenvolvimento e a retenção dos talentos
humanos da organização.
É necessário compreender
que lidar com pessoas não é administrar apenas o quantitativo ou, o quanto
se espera que a sua organização seja eficiente em números. Grande parte das
organizações que se colocam em posições de fracasso são aquelas que entendem
que o competitivo trata-se do atingimento de metas e lucros que
equacionalizam imposições e regras um tanto quanto incongruentes.
É lamentável que alguns
gestores ainda não tenham percebido que oportunidades de crescimento,
reconhecimento e recompensa, promoções, planos de remuneração diferenciados
e autonomia para exposição de novas idéias representem em alta escala o
ideal fluxograma de equilíbrio para as perspectivas da organização e de seus
colaboradores.
Não podemos, é evidente,
estender processos de retenção de talentos análogos a todas as organizações,
visto que cada uma possui uma cultura diferenciada que necessita de um
conhecimento analítico de sua natureza e realidade, para que somente assim
possa enxergar, a médio e longo prazo, os caminhos que representarão o que
realmente define uma direção contextualizada em bases sólidas de reflexão da
sua capacidade.
A fim de compartilhar
minha visão, sabemos muito bem que cada organização possui uma tecnologia
diferenciada para atender e facilitar seus processos internos, mas você já
parou para pensar que o melhor software da sua organização é o seu
colaborador?
- Vamos analisar alguns
pontos!
Sabemos muito bem que uma
nova tecnologia demanda bom conhecimento sobre a nova ferramenta. Imagine se
começarmos a estreitar os relacionamentos com nossos colaboradores, conhecer
seus desejos em vencer, em superar desafios.
Da mesma forma, podemos
falar que incontestavelmente uma boa tecnologia nos traz otimização de tempo
através das inúmeras possibilidades que o sistema pode oferecer, mas vamos
imaginar quanto um colaborador realmente engajado no contexto organizacional
pode representar no aumento de produtividade!
- Será que não é hora de
percebermos que a eficiência, a criatividade, o desempenho e a superação são
processos que só dependem da introdução de valores humanísticos nas
organizações?
O que é reter talentos
senão fazer o seu colaborador enxergar seu papel no contexto organizacional,
envolvendo-o ininterruptamente em toda a evolução da empresa, sem esquecer
de enquadrar neste contexto os momentos de mudança organizacional, pois não
há nada mais retrocedente do que colocarmos nosso colaborador na posição de
expectador, um mero observador de modificações no seu ambiente de trabalho.
Em um ambiente organizacional, não existirão apenas fatos estáveis, até
porque não existem processos perfeitos, mas devemos reconhecer que a
principal mudança deve acontecer no aspecto de reter nossos colaboradores
com a firmeza do comprometimento que não é apenas uma característica
necessária a eles, mas sim de ambas as partes.
Comprometam-se mutuamente
a integrar e inovar essa rede de relacionamentos, propagando conceitos de
reciprocidade e introjeção de valores. Partindo destes pressupostos, um de
seus resultados será o de impressionar o mercado, porém muito mais que
prender a atenção do seu ambiente externo, sua organização terá uma grande e
satisfeita equipe de trabalho instaurada em seu contexto.
A maior identidade de uma
organização que retém talentos humanos se encontra no fato de que está
mantendo seus mais importantes clientes: seus colaboradores! Perpetuar esta
prática é absolutamente articular dinamismo e dar visibilidade ao
mensurável.
Não podemos falar de ações
de parceria sem o estabelecimento de uma comunicação clara, com objetivos
bem definidos e avaliação permanente de desenvolvimento dos talentos da
organização. O alinhamento dos processos internos é conseqüência do
envolvimento de todos na certificação de que se pode e deve compartilhar
conhecimento e executar novas práticas organizacionais.
Quando retemos talentos
não podemos exacerbar controles autoritários, com argumentos disformes aos
objetivos e metas da organização. Devemos sim, influir nosso ambiente de
trabalho sem manipulações, pois num longínquo passado estão as concepções de
que o comprometimento depende apenas de um bom salário. Seria discrepante
dizer que um bom salário não faz a diferença, mas nos tempos atuais, bons
benefícios e reconhecimento também são importantes fatores na criação de
situações que efetivamente demonstrem que a organização procura corresponder
às expectativas de seus colaboradores.
Seja qual for seu
investimento, preocupe-se com o fator humano, pois de que adianta espreitar
um diferencial ao seu cliente final, se “VOCÊ” não terá quem te represente
verdadeiramente perante ele.
Pense nisso! |