ISSN 1678-8419  

Última atualização feita em:25-10-2005 18:02

RINCIPAL

 Agenda

 Colunistas

 Cultura e Humor

 Editorial

 Educação

 Em Questão

 Em Rhede

 Entrevistas

 Notícias

 Poesias e Crônicas

 Política e Cidadania

 Reportagens

 Reflexão

 Sócio Ambiental

 Turismo e Lazer

 Terceira Idade

 Outras edições

 

   Participe

 Cartas

 Expediente

 Fale Conosco

  

   Especiais

 SP 450 anos

 Gilberto Freyre

 Igrejas

 Meio Ambiente

 Assédio Moral

 
 Em Rhede

 Como dizer as coisas

 por Washington Sorio

Era uma vez um rei que sonhou que havia perdido todos os dentes.

Logo que despertou, mandou chamar um de seus adivinhos para que interpretasse seu sonho.


_Que desgraça, meu rei! Exclamou o adivinho.


_Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade.

_Mas que insolente! Gritou o rei, enfurecido. Como te atreves a dizer-me semelhante coisa? Fora daqui!

Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem chicotadas.


Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho.


Este, após ouvir o rei com atenção, disse-lhe:


_Grande felicidade vos está reservada, meu rei! O sonho significa que haveis de sobreviver a todos os vossos parentes.

A fisionomia do rei iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro ao segundo adivinho.


E quando este saía do castelo, um dos guardas lhe disse admirado:


_Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito. Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem chicotadas e a você com cem moedas de ouro.


_Lembra-te meu amigo, respondeu o adivinho, é que tudo depende da maneira de dizer.

Essa história revela que um dos grandes desafios da humanidade é aprender a arte de comunicar-se.


Da comunicação depende, muitas vezes, a felicidade ou a desgraça, a paz ou a guerra, o sucesso ou a derrota.


Que a verdade deve ser dita em qualquer situação, não resta dúvida. Mas a forma com que ela é comunicada é que tem provocado, em alguns casos, grandes problemas.


A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa. Se a lançarmos no rosto de alguém pode ferir, provocando dor e revolta.


Mas se a colocamos em delicada embalagem e a oferecemos com ternura, certamente será aceita com facilidade.

A embalagem, nesse caso, é a indulgência, o carinho, a compreensão e, acima de tudo, a vontade sincera de ajudar a pessoa a quem nos dirigimos.


Importante mesmo, é ter sempre em mente que o que fará diferença é a maneira de como dizer as coisas...  


Quem é o autor:
Washington Sorio
é graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Recursos Humanos e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no Exterior. Possui 13 anos de experiência na Gestão de Recursos Humanos, atuando em cargos de liderança em empresas multinacionais e nacionais de grande/médio porte de diversos segmentos, conduzindo processos de grandes transformações, tais como: start up de empresas, aquisição, privatização e reestruturação. Gestão de pessoas de diversos níveis sócio-culturais e habilidade na implantação e desenvolvimento da área de RH, com foco em Recrutamento e Seleção, Treinamento e Desenvolvimento, Remuneração, Benefícios e Administração de Pessoal. (www.washingtonsorio.com.br).
Outros artigos do autor

Competição de remo

Reflexão sobre "feedback"

 

 

 

 

Clique aqui e leia as últimas notícias
 

                        
 

 

 

Washington Sorio                  
 
washington.sorio@globo.com  www.washingtonsorio.ws
 (21) 2407-8013
/ 8122-9704

 

© copyright Revista P@rtes 2000-2005
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil