ISSN 1678-8419  

Última atualização feita em:23-01-2007 19:50
 
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Dois homens no Hospital

por Washington Sorio



Dois homens, seriamente doentes, ocupavam o mesmo quarto em um hospital.

Um deles ficava sentado em sua cama por uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões.

Sua cama ficava próxima da única janela existente no quarto. O outro homem era obrigado a ficar de bruços em sua cama por todo o tempo.

Eles conversavam muito. Falavam sobre suas mulheres e suas famílias, suas casas, seus empregos, seu envolvimento com o serviço militar, onde eles costumavam ir nas férias.

O homem na outra cama começou a esperar por esse período onde seu mundo era ampliado e animado pelas descrições do companheiro. Ele dizia que da janela dava pra ver um parque com um lago bem legal... Patos e cisnes brincavam na
água enquanto as crianças navegavam seus pequenos barcos. Jovens namorados andavam de braços dados no meio das flores e estas possuíam todas as cores do arco-íris.

Quando o homem perto da janela fazia suas descrições, ele o fazia de modo primoroso e delicado, com detalhes e o outro homem fechava seus olhos e imaginava a cena pitoresca.

Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu um desfile na rua e embora ele não pudesse escutar a música, ele podia ver e descrever tudo.

Dias e semanas passaram-se.

Em uma manhã a enfermeira do dia chegou trazendo água para o banho dos dois homens mas achou um deles morto. O homem que ficava perto da janela morreu pacificamente durante o seu sono à noite. Ela estava entristecida e chamou os atendentes do Hospital para levarem o corpo embora.

Assim que julgou conveniente, o outro homem pediu à enfermeira que mudasse sua cama para perto da janela.

A enfermeira ficou feliz em poder fazer esse favor para o homem e depois de verificar que ele estava confortável o deixou sozinho no quarto.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em seu cotovelo para conseguir olhar pela primeira vez pela janela.

Finalmente, ele poderia ver tudo por si mesmo. Ele se esticou ao máximo, lutando contra a dor para poder olhar através da janela e quando conseguiu fazê-lo deparou-se com um muro todo branco.

Ele então perguntou à enfermeira o que teria levado seu companheiro a descrever-lhes coisas tão belas todos os dias, se pela janela só dava pra ver um muro branco?

A enfermeira respondeu que aquele homem era cego e não poderia ver nada mesmo que quisesse. Talvez ele só estivesse pensando em distraí-lo e alegrá-lo um pouco mais com suas histórias.


Moral da história:

Há uma tremenda alegria em fazer outras pessoas felizes, independente de nossa situação atual. Dividir problemas e pesares é ter metade de uma aflição, mas felicidade quando compartilhada é ter o dobro de felicidade.
Hoje é um presente e é por isso que é chamado assim.



O autor dessa história é desconhecido, mas ela traz boa sorte para todos que a lêem.

Forte abraço bem carioca!

Washington Sorio


Quem é o autor:
Washington Sorio
é graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Recursos Humanos e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no Exterior. Possui 13 anos de experiência na Gestão de Recursos Humanos, atuando em cargos de liderança em empresas multinacionais e nacionais de grande/médio porte de diversos segmentos, conduzindo processos de grandes transformações, tais como: start up de empresas, aquisição, privatização e reestruturação. Gestão de pessoas de diversos níveis sócio-culturais e habilidade na implantação e desenvolvimento da área de RH, com foco em Recrutamento e Seleção, Treinamento e Desenvolvimento, Remuneração, Benefícios e Administração de Pessoal. (www.washingtonsorio.com.br).

Washington Sorio
Washington@washingtonsorio.com.br
http://www.washingtonsorio.com.br
(91) 4006-0193 / 8814-2010
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Washington Sorio é graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de RH e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no exterior. Possui larga experiência em posições especialistas e generalistas de RH, liderando diversos projetos para as áreas de gestão, remuneração, T&D, recrutamento e seleção, comunicação, entre outras. Sua carreira foi marcada pelo desafio de ajudar as empresas a construírem diferenciais competitivos, sempre realizando grandes processos de transformação e no start up de estruturas de RH. Alia diferenciada visão de negócios e estratégica com grande sensibilidade interpessoal. Por sua consistente experiência profissional, destacando também o respeito de seus liderados e a admiração de seus pares, conquistados ao longo de uma carreira de sucesso, recebeu o Prêmio Gestão de Pessoas “Luiz Carlos Campos”, em 2005, como o “MELHOR PROFISSIONAL DO ANO” concedido pela ABRH-RJ. Atualmente é Diretor de Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional do Grupo Ponte.
www.washingtonsorio.com.br

 

 

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