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ISSN 1678-8419         última atualização em: quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 19:35:00                                               

 
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Festa de final de ano

   

Washington Sorio

publicado em 01/12/2008

  

Se você tem um comportamento estritamente profissional o ano todo, por que não mantê-lo na festa de fim de ano? Taí um evento que pode ser uma alegre reunião de companheiros que batalham lado a lado, dia após dia. Ou uma ocasião com o poder bombástico de derrubar, em apenas algumas horas, o que você levou o ano todo para construir. Falo de imagem. E imagem, como se sabe, é tudo. 

A bebida deixa todo mundo meio descontraído. Quem bebe demais, seja qual for o combustível, transforma-se num chato, pois perde suas "travas" morais e éticas, e vem sempre com um papo inconveniente. É capaz de chegar na secretária do diretor geral e dizer para quem quiser ouvir: "Você é muito gostosa!". 

Outro problema é o video e as fotos, pois tem sempre alguém com uma filmadora indiscreta ou uma máquina fotográfica que sem dúvida está lúcido o bastante para captar os melhores momentos (leia-se micos, vexames e constrangimentos). 

Para as pessoas inteligentes, capazes de desfrutar com bom senso os prazeres do copo, da mesa e da companhia, será hora de recordar os bons momentos da noite anterior. 

Para quem ultrapassou os limites tem a síndrome do dia seguinte, onde você implora a Deus pela chegada do fim do mundo. 

Para fugir da síndrome do dia seguinte, basta seguir as dicas que faço a seguir: 

1) Fique longe o máximo possível da bebida. Não teste sua resistência exatamente neste dia. Se bebida em excesso é um problema, beber e comer exageradamente é um convite ao mal-estar. É imprescindível equilibrar as doses e porções. Isso vai evitar muita dor de cabeça; 

2) Se você é formal com a maioria das pessoas, não pense que, tirando o paletó e a gravata, essa formalidade será esquecida. Não seja na festa quem você não é no dia-a-dia; 

3) Mulheres têm mil opções de roupa, inclusive aquelas capazes de deixá-las sedutoras, poderosas e reveladoras. Esse tipo de roupa deve ficar no guarda-roupa no dia da festa. Não se deixe convencer do contrário; 

4) Mesmo que a festa seja um luau, é só o ambiente de trabalho que mudou, a hierarquia continua a mesma e as relações profissionais não devem ser esquecidas. Portanto, nada de intimidades com chefes e subordinados. Converse com todos. Não se concentre em apenas um ou dois colegas, ou terá que aguentar as indiretas no dia seguinte;

5) Se o marido/esposa é ciumento(a) não o(a) leve à festa. Explique que é uma reunião informal de trabalho, uma comemoração, mas que os cônjuges não são exatamente bem-vindos. Uma mentirinha branca é perdoável se houver a possibilidade de um pequeno escândalo familiar caso aquela colega extrovertida (ou o estagiário atrevido) resolver fazer uma gracinha imprópria diante de seu acompanhante; 

6) Chefe é chefe, o tempo todo. Tem que se manter sóbrio e conservar o distanciamento profissional sempre. Não é no dia da festa que ele vai resolver dançar forró com as funcionárias só para mostrar que é um chefe "pé no chão" ou vai tomar todas e ficar "cantando" as funcionárias; 

7) Em última análise, se algo sair errado, se você teve uma atitude não muito profissional, no dia seguinte escolha o momento adequado e peça desculpas. Afinal, errar é humano. E que fique a lição. 

A festa na empresa é um momento de descontração, de descobertas surpreendentes e uma boa ocasião para transformar aquele companheiro de trabalho no seu mais novo amigo de infância. Boa festa! 

 

Washington Sorio

 

 
  

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::sobre o autor::

Washington Sorio é um executivo de recursos humanos que tem sólida carreira desenvolvida em grandes empresas nacionais e multinacionais.

 

Possui visão sistêmica de negócios de diferentes segmentos e complexidade, concentrando suas atividades no desenvolvimento de estratégias de RH que possam dar suporte aos objetivos organizacionais em aspectos locais e globais, considerando todos os subsistemas de RH.

 

Liderou importantes projetos de mudanças (start up de empresas, aquisição, reestruturação organizacional e profissionalização de empresas) com foco em Desenvolvimento Organizacional, processos de seleção de executivos, redesenho de estruturas e processos, redimensionamento e planejamento de headcount, definição de Missão, Visão e Valores, gestão do clima organizacional, consolidação da cultura e governança corporativa para geração de valor e resultados.

 

Por sua consistente experiência profissional recebeu em 2005 o mais importante prêmio de gestão de pessoas do Rio de Janeiro, o Prêmio “Luiz Carlos Campos”, como o “MELHOR PROFISSIONAL DO ANO”, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos - ABRH-RJ.

 

Em 2008 recebeu o certificado de premiação a um dos mais importantes prêmios de gestão de pessoas da América Latina, o Prêmio Ser Humano “Oswaldo Checchia”, promovido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH-Nacional, sendo um dos 12 case vencedores.

 

É graduado em Administração de Empresas, tem MBA em Gestão de RH e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no Exterior.

 

Seu site pessoal é www.washingtonsorio.com.br
 

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