Era uma
vez
uma
mulher
que foi
renovar
sua
carteira
de
motorista.
Pediram-lhe
para
informar
qual
era
sua
profissão.
Ela hesitou,
sem
saber
como se
classificar.
"O
que
eu
pergunto é se a
senhora
tem
algum
trabalho", insistiu
o
funcionário.
"Claro
que
tenho
um
trabalho" exclamou a
mulher.
"Sou
mãe!"
"Nós
não
consideramos
mãe
um
trabalho. Vou
colocar
dona
de
casa",
disse o
funcionário.
O
tempo
passou e essa
mulher
teve
que
novamente
informar
sua
profissão,
situação
idêntica
a
anterior.
A
pessoa
que atendeu a
mulher
era obviamente
uma
funcionária
de
carreira,
segura
e
eficiente.
"Qual
é a
sua
ocupação?"
perguntou a
funcionária.
"Sou Doutora
em
Desenvolvimento
Infantil e
em
Relações
Humanas", disse a
mulher.
A
funcionária
fez uma
pausa, olhou
para
a
mulher e pediu
para
repetir
a
profissão.
E pausadamente a
mulher
repetiu: "Sou Doutora
em
Desenvolvimento
Infantil e
em
Relações
Humanas."
Então a
mulher
reparou, maravilhada,
como a
funcionária
ia escrevendo no
questionário
oficial.
"Posso
fazer
um
pergunta?“ disse a
funcionária
para
a
mulher.
"O
que
a
senhora faz
exatamente?"
E a
mulher
respondeu: "Desenvolvo
um
programa
de
longo
prazo
(qualquer
mãe
faz
isso),
em
laboratório
e no
campo
experimental (normalmente
eu
teria
dito
dentro
e
fora
de
casa).
Sou
responsável
por
uma
equipe
(minha
família),
e
já
recebi
quatro
projetos
(todas meninas).
Trabalho
em
regime de
dedicação
exclusiva
(alguma
mulher
discorda?). O
grau
de
exigência
é a
nível de 14
horas
por
dia
(para
não
dizer 24)."
Tudo foi resolvido e a
mulher
foi
para
casa,
onde encontrou
sua
equipe:
uma
com 13
anos,
outra
com
7,
outra
com 3 e
um
bebê
de
seis meses.
Ser
mãe... uma
carreira
gloriosa!
Assim, as avós deviam
ser
chamadas
Doutora-Sênior
em
Desenvolvimento
Infantil
e
em
Relações
Humanas, as bisavós Doutora-Executiva-Sênior
em
Desenvolvimento
Infantil
e
em
Relações
Humanas e as tias Doutora-Assistente.
Minha
homenagem a
todas as
mulheres,
Mães, esposas,
amigas, companheiras, Doutoras na
Arte
de
Fazer
a
Vida
Melhor