.ISSN 1678-8419  

Revista Partes - Editado pela última vez em 16-10-2007 

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Tatuagens, não começaria de novo!
entrevista com Alaor Vieira


Leia abaixo entrevista com Alaor Vieira, engenheiro elétrico e gerente administrativo de casas noturnas (Madame Satã e Saravejo). Aos 52 anos, com o corpo quase todo tatuado, o pernambucano provoca reações ao ser humano.

P@rtes. A pele ou a vida?
Alaor: Os dois. A tatuagem representa a evolução da minha vida. 


P@rtes. Qual a primeira e qual a última tatuagem?
Alaor: Tenho dezenas de tatuagens espalhadas pelo corpo. Hoje elas formam uma só. A primeira foi um centauro, símbolo de transcendência; a última foram as engrenagens inacabadas, engrenagens com ossos humanos. A inspiração veio de Giger, que também inspirou Ridley Scott no filme “Alien, O Oitavo Passageiro”.
 


A vaidade é...
Com certeza não são minhas tatuagens. Tatuagem no Ocidente é ego.

Vaidade é uma deficiência humana no sentido de carência, reconhecimento de personalidade e alimentação de uma deficiência do ego. Se você tem equilíbrio, não encontra necessidade de cuidado excessivo.
 


Para você o que é estar em harmonia com o mundo?

É estar em estado de constante troca de amor, o que representa compaixão, sinceridade, interatividade, sintonia das sensações mais altruístas do ser humano. A busca dos grandes líderes espirituais é exatamente a harmonia com o mundo, a interatividade das características mais altruístas do ser humano. Os líderes políticos falam disso, mas não fazem, pois falta o estado maior da vontade, que é o amor. Não basta intelectualidade e visão política; é necessário o amor.
 


Qual o limite da loucura?
Não há limites para a loucura. Loucura é quando se perde todo o senso de realidade social. O indivíduo mantém uma realidade própria dentro de uma fantasia, princípios religiosos, entre outros. Os princípios do louco até podem ser altruístas, mas ele não tem controle social e real de seus atos. Um exemplo foi Adolf Hitler.

Existem vários níveis de consciência, então a loucura não encontra limites.
 


O que é pior, ganhar e não levar ou ganhar e arrepender-se?
No sentido kármico, ganhamos e levamos; no sentido material humano, não levamos coisa alguma.
O pior é ganhar e se arrepender. Arrependimento é como se todo o processo não tivesse valido a pena. É por isso que devemos ter foco em nossos caminhos e permanecermos neles.
Neste sentido procuro orientar aos jovens que, perdidos, não sabem se têm que ganhar tudo na vida e não levar, ou têm medo de se arrepender depois de ganhar tanto. Antes de atingir a maturidade, o jovem deve ser instruído a fim de que faça a melhor escolha diante das possibilidades. Procuro estimular o discernimento.
Vi a verdade e a verdade dói. Quando o ser humano desperta para a maturidade, tem que ter cuidado para discernir situações. Para alguns, ganhar tudo e não levar é muito mais interessante que ganhar e se arrepender. 

A loucura é...
A loucura é um divisor de realidades. O louco não tem consciência deste divisor. Quando passamos por uma porta e não percebemos outros níveis de realidade, perdemos a consciência. A loucura é uma armadilha cósmica.
Um elevado líder espiritual que tem consciência dos diferentes níveis de abertura da mente, isto é, tem maior percepção da realidade, do estado do ser, não pode ser considerado louco. 


O que você aconselharia para o pior inimigo?
Amor.  


Se investido de poder, o que faria para mudar o mundo?
Reuniria os grandes líderes espirituais (seres de elevado grau de evolução) a fim de que harmonizássemos os seres para o foco da evolução humana. Seriam elaborados projetos de grau maior, buscando a condição humana superior. Os projetos seriam colocados para os grandes líderes políticos de forma inquestionável. Harmonizaríamos o mundo na política social, financeira… O mundo seria então liderado por uma única mente em estado de harmonia, em todos estes aspectos.   

O que é o bizarro?
O bizarro é a forma oposta da beleza, dentro do conceito social. 


O que você não faria por dinheiro?
Não passaria por cima de meus princípios por dinheiro.


Qual o pior vício?
Os piores são os pecados capitais, que representam todo e qualquer vício. 


Começaria tudo outra vez?
Em relação às tatuagens, não começaria de novo. Não me arrependo, mas a verdade é que as pessoas ainda não estão preparadas para este tipo de trabalho.

 Sobre o entrevistado

Alaor Vieira, 52 anos, é engenheiro elétrico, pernambucano.
alaorv@yahoo.com.br

 


Sobre o entrevistador


 


Gilberto da Silva é professor, jornalista e sociólogo. Editor da Partes.
gilberto@partes.com.br
11-91286378
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