No
mês de setembro de 2002, houve vários avanços importantes no programa de reabilitação
do Centro. Primeiro, a praça do Patriarca foi reinaugurada com uma nova cobertura
desenhada por Paulo Mendes da Rocha, um dos mais importantes arquitetos do Brasil. Esse é
o início de uma série de mudanças que estão se tornando cada vez mais visíveis. Foi
concluída a reforma do piso de boa parte do calçadão, que recebeu novas lixeiras,
telefones públicos e outras peças de mobiliário urbano. As pessoas portadoras de
deficiência física tiveram uma atenção especial: guias rebaixadas para cadeiras de
roda e sinalização de obstáculos para que deficientes visuais percebam a presença de
postes e outros barreiras.Nesta semana, a praça da Sé ficará pronta para a
reabertura da Catedral, que foi completamente restaurada. A Prefeitura não poderia deixar
de cumprir sua parte nessa festa importante para a imagem da Cidade. Os jardins e o piso
da praça ficarão como novos.
A Prefeitura intensifica também a limpeza do centro. Serão ampliadas as equipes de
limpeza e haverá novos equipamentos para deixar a região central um exemplo de asseio.
Serão instaladas 10.000 lixeiras em todo o centro expandido. Em breve, o paulistano
sentirá que está num local especial da Cidade ao passear pelo Centro.
Fiz uma caminhada pelo calçadão da Barão de Itapetininga na semana passada e fiquei
feliz em ver que o comércio está se adequando à paisagem proposta pelo programa de
reabilitação. Muitos já estão com placas menores definitivas e repintaram a fachada.
Dê uma olhadinha no McDonalds da Barão. A rua ficou muito mais bonita sem aquele
monte de letreiros que disputavam entre si qual era o maior e mais chamativo. O paulistano
já pode apreciar uma arquitetura que é parte de nossa história. Agora, falta restaurar
as lindas fachadas que descobrimos!
Para investir na segurança, foi instalada a primeira das quatro bases comunitárias da
Guarda Civil, que deverão dar segurança 24 horas no Centro. A da praça da República
ocupa uma casa bonita, tombada pelo Patrimônio Histórico, que era usada como depósito.
Além dos guardas da base, outros farão ronda de bicicleta pela praça.
Estamos enfrentando também a questão dos ambulantes na região central. Nosso
trabalho visa a organizar e ordenar o comércio ambulante de modo a garantir o direito do
cidadão de andar pelo centro da cidade, assim como preservar o emprego formal no turismo,
comércio e serviços. Nossa atuação no sentido de regularizar o comércio informal vem
acompanhada de uma nova política de fiscalização. Reconhecemos o valor do fiscal, cuja
maioria trabalha honestamente para ordenar o comércio ambulante. A existência da
corrupção em parte do setor, porém, exige uma ação firme e ágil. Afinal, moralizar a
máquina é uma forma de valorizar o servidor que trabalha com espírito público. Por
isso, já foram afastados, pelo bem do serviço público, 117 servidores.
Essas ações visam a tornar o Centro num local agradável e seguro para o trabalho,
lazer e cultura. Nossa intenção é também atrair o setor terciário avançado da
economia, como escritórios de advocacia, de engenharia, empresas de Internet, de turismo
e outros ramos qualificados. Para isso, criamos a Agência de Desenvolvimento do Centro,
que tem o papel de fomentar a iniciativa privada para que as vantagens comparativas da
região sejam aproveitadas e o Centro se torne um pólo gerador de empregos. Por exemplo,
a Comgás anunciou recentemente a construção de sua sede no parque Dom Pedro. Já a Telesp
será nossa parceira para erguer um telecentro no Largo do Arouche, numa intervenção que
vai promover toda a revitalização do local, em conformidade com a comunidade local e
respeitando as normas estabelecidas pelo Patrimônio Histórico. Essas decisões
empresariais são um sinal de que estamos no caminho certo. Estamos colocando a casa em
ordem. O Centro está ficando bonito!
Marta Suplicy
Prefeita da Cidade de São Paulo