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ESPECIAL - IGREJAS DE SÃO PAULO
 

Ordem Terceira do Carmo

   
Lincoln Secco                                                                  
 
Não esqueçamos do Carmo. A Rua que leva este nome deveu tudo à velha Igreja de Nossa Senhora do Carmo, fundada em 1592. Das mais antigas de São Paulo. Em 1928, o Governo do Estado desapropriou o templo que pertencia à Ordem dos Carmelitas e demoliu a antiga ermida. A Igreja fica agora na Rua Martiniano de Carvalho, na Bela Vista, e o que era um sítio religioso, tornou-se uma larga avenida: a Rangel Pestana, que principia na Praça Clóvis. Testemunha ocular de tudo isso, e que lá ficou para contar a história, é a Igreja da Ordem Terceira do Carmo. Por que Ordem Terceira? Três são as ordens dos que se inspiram na fonte criadora de fé que é o Monte Carmelo. A primeira é a dos carmelitas que se entregam à vida religiosa, ao celibato e a todas as regras de uma vida monástica. A Segunda é a das mulheres que se dedicam à vida casta e ao serviço religioso (é este o caso da famosa Ordem das Carmelitas Descalças, fundada por Santa tereza de Ávila).

A Ordem Terceira é a dos que não vestem o hábito e as obrigações próprias dos religiosos. São irmãos leigos, que podem dedicar-se às suas vidas pessoais separadamente da Igreja, mas por ela trabalham e igualmente seguem uma regra de conduta e fé. A fundação da Ordem Terceira no Brasil parece datar do fim do quinhentismo ou já do século XVII. Já a fundação da Igreja desta Ordem em São Paulo é fato controverso. Raul Leme Monteiro data-a de 1632, pois a outra Igreja do Carmo dos padres carmelitas é do século XVI (essa, porém, desapareceu). Ernani Silva Bruno data-a de 1648. Sabe-se apenas que ela começou a ser construída no século XVII. Deve ter sido terminada de fato já no setecentismo. Nos meados dos oitocentos, mais precisamente em 1868, a Ordem Terceira teve seu cemitério, em parte do terreno do cemitério da Consolação. A igreja, por seu turno, passou por reformas. A mais importante delas por engenho do Sr. Anhaia Melo que reconstruiu sua lateral direita, ameaçada que estava pela construção do prédio da Secretaria da Fazenda.

Esta Igreja da Ordem Terceira não chama atenção por fora, mas aquele que adentra seu templo, pode ver a Igreja mais bela da cidade de São Paulo. Nas paredes laterais as esculturas de madeira do século XIX chamam a atenção. É o Cristo da Pedra Fria. É a imagem, tristemente mutilada, do Cristo levando a cruz. É o Ecce Homo (o Cristo de pé com as mãos atadas). É Nosso Senhor Jesus Cristo na cruz. É Jesus no horto, vencendo a dor e a morte. Uma igreja que sempre foi de gente de bens. Mas, hoje, igualmente freqüentada por fiéis de todas as camadas sociais. Fé e encantamento. Sentimentos que tomam quem vê missa naquele templo tão bonito.

 

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