spacer

ISSN 1678-8419                                                                                                           

Apresentação
 
Capela da Santa Cruz dos Enforcados
 
Capela de Santa Luzia
 
Catedral da Sé
 
Capela dos Aflitos
 
Igreja da Consolação 
 
Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte
 
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco 
 
Igreja e Convento da Luz
 
Igreja do Pátio do Colégio
 
Ordem Terceira do Carmo
 
Os Santos e Suas Devoções São Paulo
 
Santo Antonio
 
São Bento
 
Igreja de São Francisco
 
Igreja de Santa Ifigênia
 
Igreja de São Cristóvão
 
Igreja de Nossa Senhora do Rosário...
 
 Agenda
 Artes e Artesanato
 Colunistas
 Humor
 Cultura
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Política e Cidadania
 Entrevistas
 Reportagens
 Mirim
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Crônicas
 Reflexão
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Terceiro Setor
 Turismo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ESPECIAL - IGREJAS DE SÃO PAULO
 

Igreja de São Cristóvão

   
Lincoln Secco                                                                  
 
Avenida Tiradentes. Proximidades da Rua São Caetano. Lá situa-se a simplória Igreja de São Cristóvão, aquele gigante forte e bondoso que desejou ser o mais fiel servidor do Rei de todos os reis. Para servir o próprio Cristo, conta-se que ajudava pessoas a atravessar um rio. É por isso o protetor dos viajantes.

Nos arredores da Igreja avolumam-se motoristas, em busca da proteção divina. Sítio arqueológico de relativa importância também foi encontrado no terreno da Igreja. O que faz de São Cristóvão uma fonte de inspiração para os pesquisadores da história de São Paulo.

A Igreja foi inaugurada em 1856, junto com o Seminário Episcopal de São Paulo, por capuchinhos provenientes da Savóia (França). Tinha um lado esquerdo que foi derrubado, onde ficavam alguns teólogos, como nos informa o maior historiador das Igrejas de São Paulo, Leonardo Arroyo. O lado direito do Seminário lá permanece, ocupado por bares e lojas. A construção é a mesma do século passado. Pobre, como a maioria das igrejinhas da antiga cidade de São Paulo, notabilizou-se por ter abrigado em seu seminário o mais triste dos poetas paulistas: Paulo Eiró.

Paulo Eiró nasceu na vila de Santo Amaro, hoje apenas um bairro da Zona Sul. Precoce, foi poeta, dramaturgo de notável talento e, quando ainda nem despontavam os liberais mais ousados, ele já demonstrava consciência plena do problema racial e da questão republicana. Foi aluno da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e... do Seminário. Lá, notabilizou-se pelo conhecimento profundo e original da teologia. Chamou a atenção dos seus professores e superiores hierárquicos. Conta seu biógrafo, Afonso Schmidt, que Paulo Eiró foi convidado a retirar-se do Seminário devido suas inclinações por teorias políticas mundanas.

Lembremos que o Vice-Reitor do Seminário, o capuchinho espanhol Frei Firmino de Centelhas havia lutado nas hostes carlistas em Espanha, conforme diz o Monsenhor Paulo Florêncio de Camargo em sua volumosa A Igreja na História de São Paulo (V.7, p.216). "Carlistas" eram os seguidores do ultraconservador e tradicionalista D. Carlos. Já o Reitor, Frei Eugênio de Rumilly, de origem francesa, havia conhecido os "males" da Revolução de 1848 na Europa.

Apaixonado e rejeitado, triste e solitário, viajou a pé por grande parte do território paulista. Também foi ao Rio de Janeiro e tentou chegar às Minas Gerais. Morreu supostamente enlouquecido no hospício que ficava ali pelas bandas da Igreja do Carmo.

Porque falar de Paulo Eiró? Porque a Igreja de São Cristóvão, apesar dos seus alegres cultos aparentados à Renovação Carismática, que hoje empolgam tantos fiéis, não consegue livrar-se da lembrança do mais desgraçado dos poetas que São Paulo já possuiu.

Par. São Cristóvão - (24.03.1940)

Av. Tiradentes, 84

CEP: 01102.000 - Luz - S. Paulo - SP

Fone: 11 - 3227.3790

 

spacer
::Uma foto::
 
::anuncie::

Saiba como anunciar no site clicando aqui.


   ::participe::
 Cartas
 Blog
 Fale Conosco
 
 

::outros textos::

Pescaria na Periferia -alegria matinal-
por
Julio Paupitz 

Como era o nome dele?
Tamar Levi

Aldeia de Carapicuíba
 Por José Afonso de Oliveira

Renovar a face da Terra
 Por Paulo de Abreu Lima

O Santuário do Caraça
Por José Afonso de Oliveira

O Auto da Compadecida

::apoiadores::






© copyright Revista P@rtes 2000-2007
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil
spacer