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Especial Meio Ambiente Novembro de 2001 |
Em Questão |
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Uma área de proteção ambiental na cidade de São Paulo
Os mananciais (rios, riachos córregos, cursos de água e represas) são áreas que
concentram todos os problemas e contradições de uma expansão urbana desordenada.
Nenhuma lei ou ação política mostrou-se eficaz para barrar o caótico crescimento
urbano da metrópole. O poder público, até Na zona sul de São Paulo encontramos a área do Capivari-Monos (que compreende a bacia hidrográfica do Capivari-Monos e parte das bacias da Billings e Guarapiranga), onde predomina a Mata Atlântica, a fauna nativa (há, por exemplo, a presença de felinos ameaçados de extinção), e uma presença muito forte da agricultura, através da horticultura e da floricultura. É uma área muito bonita com rios de águas cristalinas, cachoeiras e com um enorme potencial para o ecoturismo. Duas aldeias Guarani (Kurukutu e Morro da Saudade) estão localizadas nesta região, além de clubes de campo e chácaras de recreio. É, sobretudo, uma área essencial para o abastecimento de água na metrópole.
Pela lei está prevista a criação do Conselho Gestor, que contará com a participação da sociedade civil, em especial da comunidade local,. Destaca-se, também, a criação de um novo zoneamento ecológico-econômico levando-se em conta o uso atual do solo na área que deverá ser objeto de posterior regulamentação. Para tanto é necessário transparência do Poder Público. Com a implantação da APA poderemos proteger uma área uma área rica em biodiversidade, preservar o patrimônio arqueológico e cultural, incentivar o turismo ecológico, assim como promover o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, através do estímulo de atividades econômicas e de geração de renda que permitam à população uma melhoria na qualidade de vida. É preciso controlar e impedir a ocupação desordenada, assim como investir recursos para esgoto, energia e água potável para as áreas mais pobres, mesmo moradoras de mananciais. Se o que está previsto na lei for aplicado, através de um bom trabalho de educação ambiental, e da boa vontade do poder público em resolver os problemas sócio-ambientais poderemos avançar significativamente nestas questões. |
Desertos
" Sai bem mais caro não fazer nada para combater os efeitos da desertificação", Hama Arba Diallo, funcionário das Nações Unidas.As Nações Unidas calculam que 24 bilhões de toneladas de solo sofrem "um grave processo de desertificação" a cada ano, o que torna urgente a busca de mecanismos alternativos de financiamento para campanhas de conscientização e de desenvolvimento de tecnologia para a recuperação do solo. Você já tentou conscientizar seu bairro ou cidade sobre questões ambientalistas?
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