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Em Questão
 Uma área de proteção ambiental na cidade de São Paulo
 Por Gilberto da Silva

  Especial Meio Ambiente - Revista Partes - novembro de 2001

Os mananciais (rios, riachos córregos, cursos de água e represas) são áreas que concentram todos os problemas e contradições de uma expansão urbana desordenada. Nenhuma lei ou ação política mostrou-se eficaz para barrar o caótico crescimento urbano da metrópole. O poder público, atéapa_praia_rio_capivari.jpg (16478 bytes) hoje,  não foi capaz de gerir políticas que dê conta da demanda habitacional e do desenvolvimento sócio-ambiental, permitindo a ocupação desordenada do espaço urbano. Mas há tentativas interessantes para mudar este estado de coisas.

Na zona sul de São Paulo encontramos a área do Capivari-Monos (que compreende a bacia hidrográfica do Capivari-Monos e parte das bacias da Billings e Guarapiranga), onde predomina a Mata Atlântica, a fauna nativa (há, por exemplo, a presença de felinos ameaçados de extinção), e uma presença muito forte da agricultura, através da horticultura e da floricultura. É uma área muito bonita com rios de águas cristalinas, cachoeiras e com um enorme potencial para o ecoturismo. Duas aldeias Guarani (Kurukutu e Morro da Saudade) estão localizadas nesta região, além de clubes de campo e chácaras de recreio. É, sobretudo, uma área essencial para o abastecimento de água na metrópole.

apa_orquidea.jpg (18038 bytes)A cidade de São Paulo aprovou uma lei que transformou a área do Caapivari-Monos em APA-Área de Proteção Ambiental. Mas o que é uma APA? Ela é uma unidade de conservação ambiental que convive com a propriedade privada, permitindo que sejam estabelecidas, por meio de zoneamento ecológico-econômico, diretrizes de uso e ocupação do solo, de acordo com o potencial de cada zona, protegendo e conservando a qualidade ambiental e os sistemas naturais existentes. Outra característica da APA é a não desapropriação de extensas áreas.

Pela lei está prevista a criação do Conselho Gestor, que contará com a participação da sociedade civil, em especial da comunidade local,. Destaca-se, também, a criação de um novo zoneamento ecológico-econômico levando-se em conta o uso atual do solo na área que deverá ser objeto de posterior regulamentação. Para tanto é necessário transparência do Poder Público.

Com a implantação da APA poderemos proteger uma área uma área rica em biodiversidade, preservar o patrimônio arqueológico e cultural, incentivar o turismo ecológico, assim como promover o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, através do estímulo de atividades econômicas e de geração de renda que permitam à população uma melhoria na qualidade de vida.

É preciso controlar e impedir a ocupação desordenada, assim como investir recursos para esgoto, energia e água potável para as áreas mais pobres, mesmo moradoras de mananciais. Se o que está previsto na lei for aplicado, através de um bom trabalho de educação ambiental, e da boa vontade do poder público em resolver os problemas sócio-ambientais poderemos avançar significativamente nestas questões.

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Gilberto Silva, jornalista e sociólogo. É editor da Partes
gilberto@partes.com.br




 




 


 Desertos

"Sai bem mais caro não fazer nada para combater os efeitos da desertificação",  Hama Arba Diallo, funcionário das Nações Unidas.
As Nações Unidas calculam que 24 bilhões de toneladas de solo sofrem "um grave processo de desertificação" a cada ano, o que torna urgente a busca de mecanismos alternativos de financiamento para campanhas de conscientização e de desenvolvimento de tecnologia para a recuperação do solo.

Você já tentou conscientizar seu bairro ou cidade sobre questões ambientalistas?




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