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O ritmo de
desmatamento na Amazônia 4,9 milhões de
quilômetros quadrados, segundo estimativa do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) cresceu 14,9% no período de um ano, entre agosto
de 1999 e agosto de 2000, o que representa a devastação de 19.832 quilômetros
quadrados. O desflorestamento na Amazônia já atinge mais de 589 mil quilômetros
quadrados, área superior à da Bahia. A Amazônia
possui cerca de 3,5 milhões de quilômetros quadrados de florestas e 70% da água
doce do Brasil, que possui 12% do total mundial.
Estimativa
já finalizada, com dados de agosto de 1998 a agosto de 1999, indica que a velocidade de
destruição da floresta permaneceu estável em relação ao período anterior a
média de desmatamento foi de 17 mil quilômetros quadrados a cada 12 meses. O Fundo
Mundial para a Natureza (WWF) considerou o ritmo de desflorestamento elevado. "Se
forem mantidas as médias anuais de desmatamento registradas na década de 90, em menos de
dez anos a Amazônia perderá uma área de floresta equivalente a todo o Estado do
Acre", diz nota divulgada pela entidade.
A Floresta Amazônica sofreu mais um duro golpe.
No ano passado, 17 mil quilômetros quadrados de mata virgem foram destruídos pela ação
do homem. É como se quase todo o território da Bélgica tivesse sido desmatado em um
único ano. No total, mais
de 560 mil quilômetros quadrados de mata nativa, quase 15% de toda a cobertura florestal
amazônica, foram dizimados neste século. É uma França a menos.
O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) considera o ritmo de
desflorestamento elevado. "Se forem mantidas as médias anuais de desmatamento
registradas na década de 90, em menos de dez anos a Amazônia perderá uma área de
floresta equivalente a todo o Estado do Acre", diz nota divulgada pela entidade.
Desde 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso,
já foram destruídos 114.925 quilômetros quadrados na região.
O Código Florestal
Elaborado em 1965, o Código Florestal Brasileiro
regulamenta a proteção e uso dos ecossistemas florestais naturais do País. A
atualização do dispositivo torna-se necessária em decorrência da devastação de
grandes áreas de florestas nativas e da ocupação desordenada de terras, além da
necessidade de incorporar novos conceitos relativos ao desenvolvimento sustentável.
O projeto do deputado Micheletto apóia-se no argumento
de que o desenvolvimento econômico das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil só será
possível com a pecuária extensiva e a abertura de novas áreas para a monocultura
como plantio de soja e algodão.
gilberto@partes.com.br
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