.ISSN 1678-8419  

 
 
  Principal
 Capa
 Água
 Econotas
 Educação Ambiental
 Entrevistas
 Editorial
 Ecocultura
 Em Questão
 Florestas
 Fotos
 Lixo
 Livros
 Memória
 Política
 Serviços
 Poesias e Crônicas
 Reflexão
 Reportagem
 Saneamento
 Sócio Ambiental
 Transgênicos
 Terceiro Setor
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Blog da Partes
 Fale Conosco
   Especiais
 Igrejas
 Meio Ambiente
 SP 450 anos
 Assédio Moral
.
 Florestas
 O desmatamento na Amazônia
 Por Gilberto Silva

  Especial Meio Ambiente - Revista Partes - novembro de 2001

O ritmo de desmatamento na Amazônia– 4,9 milhões de quilômetros quadrados, segundo estimativa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) cresceu 14,9% no período de um ano, entre agosto de 1999 e agosto de 2000, o que representa a devastação de 19.832 quilômetros quadrados. O desflorestamento na Amazônia já atinge mais de 589 mil quilômetros quadrados, área superior à da Bahia. A Amazônia   possui cerca de 3,5 milhões de quilômetros quadrados de florestas e 70% da água doce do Brasil, que possui 12% do total mundial.

Estimativa já finalizada, com dados de agosto de 1998 a agosto de 1999, indica que a velocidade de destruição da floresta permaneceu estável em relação ao período anterior – a média de desmatamento foi de 17 mil quilômetros quadrados a cada 12 meses. O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) considerou o ritmo de desflorestamento elevado. "Se forem mantidas as médias anuais de desmatamento registradas na década de 90, em menos de dez anos a Amazônia perderá uma área de floresta equivalente a todo o Estado do Acre", diz nota divulgada pela entidade.

A Floresta Amazônica sofreu mais um duro golpe. No ano passado, 17 mil quilômetros quadrados de mata virgem foram destruídos pela ação do homem. É como se quase todo o território da Bélgica tivesse sido desmatado em um único ano. No total, mais
de 560 mil quilômetros quadrados de mata nativa, quase 15% de toda a cobertura florestal amazônica, foram dizimados neste século. É uma França a menos.

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) considera o ritmo de desflorestamento elevado. "Se forem mantidas as médias anuais de desmatamento registradas na década de 90, em menos de dez anos a Amazônia perderá uma área de floresta equivalente a todo o Estado do Acre", diz nota divulgada pela entidade.

Desde 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, já foram destruídos 114.925 quilômetros quadrados na região.

O Código Florestal

Elaborado em 1965, o Código Florestal Brasileiro regulamenta a proteção e uso dos ecossistemas florestais naturais do País. A atualização do dispositivo torna-se necessária em decorrência da devastação de grandes áreas de florestas nativas e da ocupação desordenada de terras, além da necessidade de incorporar novos conceitos relativos ao desenvolvimento sustentável.

O projeto do deputado Micheletto apóia-se no argumento de que o desenvolvimento econômico das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil só será possível com a pecuária extensiva e a abertura de novas áreas para a monocultura – como plantio de soja e algodão.

gilberto@partes.com.br

   Mande também a sua opiniãoClique Aqui e volte para a edição do mês



Gilberto Silva, jornalista e sociólogo. É editor da Partes
gilberto@partes.com.br




 




 


 

A posição do deputado sobre as mudanças no código florestal

Art. 1o É vedado ao Poder Público Federal, Estadual ou Municipal autorizar o desmatamento nas áreas de seu domínio localizadas na Amazônia Legal, salvo por indicação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), interesse social ou utilidade pública.

Veja em http://www.moacirmicheletto.com.br/

Se aprovada, a proposta do  deputado Moacir Micheletto, entre outras coisas, aumentará o desmatamento em todo o País e prejudicará o abastecimento de água nos grandes centros urbanos localizados em área de Mata Atlântica?




© copyright Revista P@rtes 2000-2007
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil