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Transgênicos
 A polêmica dos transgênicos
  Especial Meio Ambiente - Revista Partes - novembro de 2001

Os riscos associados à produção e ao consumo de organismos geneticamente modificados, os chamados transgênicos (produtos que têm o seu material genético alterado por meio da introdução de genes capazes de gerar plantas
tolerantes a herbicidas, resistentes a pragas, à deficiência hídrica ou,ainda, plantas que agregam atributos nutricionais e farmacêuticos aos alimentos).

Estima-se que o cultivo de produtos transgênicos no mundo tenha atingido 30 milhões de ha em 1998, o que equivale a quase toda a área agrícola hoje cultivada no Brasil. O seu mercado deverá atingir US$ 3 bilhões em 2000 e
US$ 25 bilhões em 2010. Nos Estados Unidos, quase 50 espécies de plantas já contam com cultivares transgênicos e este ano cerca de metade da área de milho, soja e algodão daquele país será plantada com estes produtos.

No entanto, enquanto o cultivo de transgênicos cresce exponencialmente em países como EUA, Canadá, Argentina e China, alguns países europeus e asiáticos ainda relutam em adotar a tecnologia baseados em diferentes argumentos: segurança qualitativa do alimento, impactos ambientais, saudabilidade dos produtos, questões éticas e morais, concentração de
empresas, liberdade de escolha do consumidor, entre outros.
Como diferentes temas estão em jogo na questão dos transgênicos, o Brasil optou até o momento pela confortável posição de ficar em cima do muro enquanto a briga avança.A primeira questão diz respeito à avaliação dos
riscos ao meio ambiente (biodiversidade) e à saúde humana. Nesta área, o País já avançou positivamente com a criação, em 1995, da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), que tem realizado um trabalho de
qualidade.
No presente momento, ganha importância a questão da rotulagem dos alimentos.
É direito do consumidor ser informado sobre todas as características intrínsecas dos produtos que está consumindo.
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